Vladimir Jugović, “Vinci Tutto”

  • por Igor Leal da Fonseca
  • 5 Anos atrás

Por Igor Leal da Fonseca

 

Nossa coluna de hoje falará sobre um iugoslavo que fez história na Itália. Meio campo completo, era capaz de jogar em todas as posições do setor e ficou marcado por sua versatilidade, poder de marcação e capacidade de conclusão. Falaremos de Vladimir Jugovic.

Jugovic começou sua carreira no Estrela Vermelha, chegando aos profissionais em 89. No mesmo ano foi emprestado ao Rad Belgrado, para ganhar experiência. Ficou lá por apenas uma temporada e voltou ao clube de origem a tempo de participar do elenco que venceu a Champions para o Estrela Vermelha. Também conquistou o Mundial Interclubes pela equipe, sendo inclusive eleito o melhor jogador em campo no jogo contra o Colo Colo, quando anotou dois gols na vitória por 3×0.Como vários jogadores da equipe, Jugovic chama atenção de times de grandes centros da Europa e transfere-se para a Sampdoria. Na sua temporada de estreia (92/93) anota vários gols, mas a equipe passa longe do título do Calcio. Na seguinte, o time vai bem no Calcio (termina em 3º) e ganha a Copa da Itália. Na temporada 94/95, a Samp termina apenas no meio da tabela e Jugovic ruma para outro time italiano, a Juventus de Turim.

Na sua temporada de estreia em Turim, Jugovic perde alguns jogos por contusão, mas sempre que esteve em condições, foi titular ao lado de Deschamps. A equipe perde o Scudetto para o Milan, mas ganha a Champions League contra o Ajax. Foi de Jugovic a cobrança da penalidade que definiu a partida. Jugovic ainda venceu o Mundial Interclubes e a Supercopa da UEFA no mesmo ano.

Para a temporada seguinte, a Juventus contrata Zidane e Jugovic perde espaço, mas ainda é importante em vários momentos e foi titular na final da Champions League, na derrota da Juventus para o Borussia Dortmund. Em compensação, a equipe ganha o Scudetto, com boa participação do iugoslavo, que anotou seis gols na temporada. Ao fim da temporada, vai para a Lazio, a pedido de Sven Goran Eriksson, que o havia treinado na Sampdoria. Fica no clube apenas uma temporada (97/98) e sai para a Espanha, para jogar pelo Atlético de Madrid, mas pouco joga, devido a várias contusões durante a temporada. O clube vai mal na Liga BBVA e Jugovic volta à Itália, para defender a Inter.

Jugovic encontrou um time de grandes jogadores na Internazionale, que tinha Ronaldo, Zamorano, Baggio, Zanetti, Peruzzi, Vieri, entre outros. Porém, uma vez mais foi atormentado por contusões e pouco fez pela equipe, que terminou em 4º na Serie A, longe da Lazio, campeã daquele ano. Na temporada seguinte, a Inter teve participação ainda pior no Calcio – apenas 5º lugar – e Jugovic foi negociado com o Mônaco. Na sua primeira temporada na França, a equipe vai mal e quase cai de divisão na Ligue 1. Na segunda, o Monaco perde o título para o Lyon por apenas um ponto.

Jugovic deixou o clube francês e rumou para o pequeno Admira Wacker, da Áustria. Conseguiu jogar com regularidade e o clube terminou no meio da tabela na liga austríaca. Deixou o Admira no fim da 2003/2004 e foi para o pequeno Rot Weiss Ahlen, da Alemanha, para a disputa da segunda divisão da Bundesliga. O time não conseguiu o acesso e ao fim da temporada Jugovic anunciou sua aposentadoria, aos 35 anos de idade.

Pela seleção, Jugovic disputou a Copa do Mundo de 98 e a Euro 2000. Nas duas competições que disputou pela Iugoslávia, Jugovic foi titular em todos os jogos, sem sequer ser substituído. Coincidentemente, nas duas competições a Iugoslávia foi eliminada no primeiro mata-mata que disputou, ambas contra a Holanda.

Atualmente, Jugovic trabalha como procurador de jogadores.

Vladimir Jugović

★ 1969

Títulos

Liga dos Campeões (2)

Copa da França

Campeonato Italiano

Copa da Iugoslávia (3)

Taça Intercontinental (2)

 

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33 anos, morador do Rio de Janeiro. Rubro Negro de coração, apaixonado pelo Maracanã, tem no Barcelona o exemplo de clube para o que entende como futebol perfeito, dentro e fora do campo. Estudioso da memória do futebol, tem nessa sua área de maior atuação no site, para preservar a memória do esporte. Dedica especial atenção aos times mais alternativos, equipes que tiveram grandes feitos, mas que não são tão lembradas quanto as maiores do mundo. Curte também futebol do centro e do leste da Europa, com uma coluna semanal dedicada ao assunto. Um Doente muito antes de fazer parte desse manicômio, sua primeira memória acadêmica é uma redação sobre o Zico, na qual tirou 10 e a mesma foi para o mural da escola. Nunca trabalhou com futebol dessa forma, mas adora o que faz junto com o restante do pessoal e se pergunta o porquê de não ter começado com isso antes. Espera recuperar o ''tempo perdido''. Acha Lionel Messi o melhor que viu jogar e tem em Zico, Petkovic e Ronaldo Angelim como heróis.

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