10 anos do Brasileirão 2002 – Campanha do São Paulo

  • por Bráulio Silva
  • 7 Anos atrás

Em 2002, o São Paulo era tido como o melhor time do Brasil. Uma base consistente, jogadores experientes e jovens em grande forma. No primeiro semestre, as derrotas vieram para o arquirrival Corinthians. Na final do Rio-SP e também nas semifinais da Copa do Brasil. 

Para o Brasileirão daquele ano, disputado após a Copa, o time perdeu Belleti e França, que foram para a Europa. Mas a reposição veio em alto nível. O time contratou Luis Fabiano junto ao Rennes da França e também o meia Ricardinho, que era um dos maiores expoentes do rival Corinthians. Além de ter mantido Kaká, que tinha ido à Copa daquele ano.



No início, a campanha foi meio vacilante. O time manteve-se no meio da tabela e a luz de atenção foi acesa após duas derrotas em casa, contra Juventude e Atlético-MG, além de empates nos clássicos contra Corinthians e Palmeiras. O tricolor foi ao Maracanã com o técnico Osvaldo de Oliveira pendurado no cargo e ameaçado de demissão. 

Poucos imaginavam que estava por vir uma sequência avassaladora de 10 vitórias até o fim do campeonato. Eis as vítimas: Flamengo (3×2), Coritiba (3×1), Figueirense (3×0), Santos (3×2), Guarani (2×1), Portuguesa (3×1), Ponte Preta (5×2), Vasco (5×3), Vitória (3×2) e Botafogo (1×0). Com a sequência, o time disparou da 9ª colocação, que ocupava após o empate com o Palmeiras, para a liderança.

 

Ao final da primeira fase, o time fez 5 pontos a mais que o vice-líder São Caetano. No mata-mata, o adversário era o Santos, que terminou na oitava colocação e com 13 pontos a menos que o São Paulo.

Aliás, esse foi um dos motivos que fizeram a diretoria do São Paulo ser irredutível quanto à introdução (e posterior manutenção) dos pontos corridos no ano seguinte.

O time que encantou o Brasil com ataque poderoso e que parou nos Meninos da Vila tinha como base: Rogério; Gabriel, Jean, Ameli e Gustavo Nery; Maldonado, Fábio Simplício, Kaká e Ricardinho; Luis Fabiano e Reinaldo. Os laterais Rafael e Jorginho Paulista entraram em diversos jogos, assim como Júlio Baptista e o zagueiro Júlio Santos, que substituiu o volante Maldonado quando se lesionou.

Daquele time, Luis Fabiano foi artilheiro do Brasileirão e o meia Kaká foi eleito o melhor jogador da competição. Pouco para quem apostava no título, que naquela altura já estava 11 anos longe do Morumbi.

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.