Campeonato Brasileiro 2012 – Resumo: Atlético Goianense.

  • por Rogério Bibiano
  • 8 Anos atrás

Jogadores do Atlético-GO, comemoram gol marcado contra o Palmeiras. Em 2012, momentos como este, foram raros.
Foto: Costa/Costapress/Estadão Conteúdo.

A Doentes por Futebol, apresenta um resumo do que representou o ano de 2012 para os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Aqui falaremos do ano do Atlético Goianense.

O clube, único representante do Centro-Oeste na principal divisão do futebol brasileiro em 2012, decepcionou e após três edições seguidas na elite do futebol nacional, a equipe rubro-negra de Goiás amargou a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, somando 30 pontos e sendo evidentemente rebaixado para a Série B.

Após um ótimo 2011, com o clube ganhando o bicampeonato goiano e fazendo um ótimo Campeonato Brasileiro, conquistando uma inédita classificação para a Copa Sul-Americana, sua primeira competição internacional na história, os sonhos para a atual temporada eram grandes.

A temporada 2012 do Atlético foi uma das mais complicadas da história do clube, especialmente pela expectativa criada. Em campo, nada deu certo para a equipe, a começar pela perda do Campeonato Goiano, no primeiro semestre, para o rival Goiás, deixando escapar um inédito tricampeonato. Na Copa do Brasil, a equipe foi eliminada na segunda fase. Más contratações, trocas de treinadores a esmo, doping por erro médico, lesões das principais apostas, ciúmes no elenco por questões salariais. Desta feita, o rebaixamento é algo totalmente explicável.

Soma-se a estes fatores, outras situações extra-campo, de bastidores políticos, passando até mesmo por questões policiais.Com um forte trabalho de bastidores de um grupo de dirigentes com poderosas ligações políticas (incluindo vereadores, deputados, secretários estaduais, assessores parlamentares, etc) na região Centro-Oeste, fora de campo o Atlético viveu, em dois anos, um momento político tranquilo e estável. Porém, neste ano, com alguns dos envolvidos desta rede de influências passando por investigações e outros membros deste grupo preocupados com seus projetos particulares (entenda-se eleições), a capacitação de recursos via patrocinadores caiu consideravelmente, soma-se a esta gama de fatores, o fato do clube não ter um departamento de marketing, que pudesse captar ao menos uma parte dos recursos que outrora eram angariados. Há também o caso de dirigentes que emprestaram dinheiro para o clube e acabaram não sendo ressarcidos, o que motivou o afastamento destes da diretoria do clube. Com isso, o Atlético passou a ter problemas financeiros, deixando de pagar, por exemplo, premiação por vitória (o último “bicho” pago pelo clube foi na vitória sobre o Fluminense, em Volta Redonda, por 2×1).

Além das causas citadas, o Atlético teve, através de um dos seus conselheiros, seu nome citado na Operação Monte Carlo – a Polícia Federal através desta, desarticulou a organização criminal do bicheiro Carlinhos Cachoeira, sendo a principal empresa desta organização, a construtora Delta, patrocinadora do Atlético, mas que, devido a situação, acabou cancelando o patrocínio ao clube. Enfim, tudo conspirava, nos bastidores, contra o Atlético Goianense.

Em campo, o clube era um espelho do “terremoto” extra-campo que sacudia o clube. Adilson Batista assumiu a equipe na reta final do Campeonato Goiano, levando o clube à decisão, mas acabou derrotado pelo Goiás. Em dez jogos, Adilson venceu cinco vezes, empatou quatro e perdeu um jogo, sendo demitido com aproveitamento de 63,3%, na segunda rodada do Brasileirão. A equipe contratou Hélio dos Anjos (que havia treinado o clube no Campeonato Goiano, mas pediu demissão, com 73,3% de aproveitamento na época), que com seis derrotas em seis jogos, foi demitido. Assumiu interinamente pela segunda vez na temporada, Jairo Araújo, que no comando, venceu três, empatou seis e perdeu outras seis vezes; então o clube contratou Artur Neto. A contratação de Artur tinha como principal foco no seu conhecimento do futebol goiano como um todo e também vislumbrando a Copa Sul-Americana (da qual o treinador havia sido vice-campeão, com o Goiás, em 2010). Mas com a desclassificação da Sul-Americana e uma goleada sofrida ante o Botafogo (4×0), o treinador também foi mandado embora, voltando o interino, desta feita pela terceira vez na temporada, Jairo Araújo, que comandou o time até o final do campeonato.

O panorama para 2013 no clube por enquanto não é nada alentador, uma vez que a maioria dos jogadores tem contrato até o fim de dezembro. Sem nenhuma base de planejamento definida, a única coisa que foi determinada é que jogadores e membros da comissão técnica com contratos, se reapresentam no dia 2 de janeiro, no CT do Dragão. As eleições no clube estão programadas para o dia 14/12 e, até esta data, ninguém se manifesta sobre contratações e renovações.

Comentários

Natural de Telêmaco Borba-PR e criado em meio à "boemia futebolística", com horas de papo sobre futebol, samba e cervejas na pauta. Influência do pai, que também adorava futebol, e da mãe, que sempre apoiou a iniciativa. Técnico em Eletrônica, formado desde 1999, e fanático por futebol, futsal, futebol de praia, society e todo esporte que tenha no futebol a sua essência.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.