Celso Barros: o Abramovich Tupiniquim

  • por joao_vitor
  • 8 Anos atrás

Foto: Reprodução

Campeão da Copa do Brasil 2007, Campeão Carioca 2012, Bicampeão Brasileiro nos últimos três anos, quatro participações em Libertadores nas últimas seis temporadas. Esse é o Fluminense dos últimos anos. E, por trás de tudo isso, um suporte financeiro de deixar qualquer rival com inveja. Estamos falando da longa parceria entre Fluminense e Unimed. Em comum entre o tradicional clube carioca e a famosa empresa de plano de saúde, temos um homem: trata-se de Celso Barros, uma espécie de Roman Abramovich do futebol brasileiro.

Teoricamente, a função de cada um para seus respectivos clubes é totalmente diferente. Celso é “apenas” presidente da principal patrocinadora do Fluminense. Já Abramovich é simplesmente o dono do Chelsea. Contudo, na prática, as coisas se assemelham. Despejar dinheiro em estrelas do futebol e reforçar seus clubes é a principal missão de ambos. É como brincar de Championship Manager – o famoso joguinho virtual – na vida real.

E não para por aí. Por motivos óbvios, Roman participa diretamente das decisões do Chelsea. E entre as mais famosas e polêmicas atitudes do homem forte do clube inglês, estão as constantes trocas de treinadores. Com Celso, apesar de não ser algo explícito e tirano, não é muito diferente. Em diversas situações, Celso Barros deu pitaco em relação à demissão, contratação e renovação, principalmente de treinadores. Desde que a Unimed passou a patrocinar o Fluminense, o clube carioca já teve aproximadamente 20 treinadores, sendo que muitos deles passaram pelo clube por pelo menos duas vezes. Renato Gaúcho, grande amigo de Celso, por exemplo, comandou o time em três oportunidades (2002-03, 2007-08 e 2009).

Nem tudo são flores. Os altos e baixos!

Hoje, Fluminense e Chelsea são as principais forças de seus países. Entram como favoritos em qualquer competição nacional. Internacionalmente falando, também não é muito diferente – ainda que falte uma Libertadores para o clube brasileiro. Mas nem sempre foi assim.

Com Abramovich no comando, o Chelsea logo faturou títulos nacionais de expressão. Mas o grande sonho do bilionário russo era a Champions League, que só veio na última temporada, nove anos depois de Roman comprar o clube londrino. Antes disso, muitas derrotas dolorosas e investimentos fracassados.

No Brasil, o Fluminense passou por decepções parecidas. Investimentos pesados em jogadores como Romário e Edmundo renderam apenas marketing para o clube e seu patrocinador. O clube oscilava entre luta por título e briga contra o rebaixamento, e, vez ou outra, faturava um Campeonato Carioca. Muito pouco para tanto investimento.

Só em 2007, com oito anos de Unimed, que o Fluminense veio a conquistar seu primeiro título nacional junto com a grande parceira. De brinde, uma vaga na Libertadores que não vinha há 22 anos. Depois disso, ainda que com altos e baixos, o clube faturou dois Brasileiros em três anos e deu vida ao “Time de Guerreiros”.

Novos Horizontes para o Fluminense!

Quem pensa que o mecena tricolor investe apenas em jogadores e treinadores está enganado. Em 2012, Celso conseguiu realizar um sonho antigo, que era contar com Rodrigo Caetano como seu braço direito na relação entre patrocinador e clube. Para isso, contratou o dirigente da moda por altas cifras. Caetano ganha salário de craque nas Laranjeiras.

Atualmente, a Libertadores da América é o grande sonho de todos no clube. Passou perto em 2008. Celso Barros já deixou claro que não medirá esforços para que a tão sonhada América seja Tricolor Carioca. Abel renovou ganhando mais que muito treinador de clube de ponta da Europa, Ronaldinho Gaúcho chegou a ser especulado e o ídolo Conca já foi sondado. Como diz a torcida do Fluminense: “O Celso vai te comprar!” Alguém duvida? 

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