Luis Figo, “El Paso Doble”

  • por Henrique Souza
  • 9 Anos atrás

Fonte: http://www.abola.pt

Portugal é um país que produziu grandes jogadores. Hoje a bola da vez é Cristiano Ronaldo, astro no Real Madrid. O pioneiro foi Eusébio, moçambicano de nascimento que foi estrela do melhor Benfica de todos os tempos e da seleção portuguesa que brilhou na Copa de 1966. Além deles, outro português também ganhou o mundo e escreveu o seu nome da história do futebol. Trata-se de Figo.

Nascido em Lisboa, no dia 4 de novembro de 1972, Luís Filipe Madeira Caeiro Figo desde cedo dava mostras de seu talento. Começou jogando ainda criança no modesto União Futebol Clube, “Os Pastilhas”. De lá, aos 12 anos foi para o Sporting Lisboa, um dos principais times do país, conquistando uma Taça de Portugal. Pelas seleções de base portuguesas, foi campeão europeu sub-16, vice-campeão mundial sub-18 e campeão do mundial sub-20, este último título conquistado em casa.

Em 1995, aos 23 anos, decidiu sair do Sporting e acabou acertando com o Parma e a Juventus. Com isso, foi punido com a proibição de se transferir para qualquer clube italiano em um período de 2 anos. O Barcelona aproveitou esse impasse e contratou o craque português. Com a camisa 7 do clube catalão, desfilou seu futebol elegante de dribles perfeitos e passes precisos, além da facilidade em finalizar, por 5 temporadas, ganhando duas Copas do Rei, dois campeonatos espanhóis, uma Supercopa Européia e uma Taça das Taças ou Recopa Européia, torneio já extinto.

Mas toda a adoração do torcedor culé foi por terra. Em 2000, ao se candidatar à presidência do Real Madrid, Florentino Pérez prometeu a contratação do português caso eleito. No dia da sua posse, Figo apareceu com a camisa do Real, comprado por 60 milhões de euros, recorde de valor pago por um jogador na época, despertando o ódio da torcida do Barcelona, que chegou até a atirar uma cabeça de porco na sua direção quando ele voltou ao Camp Nou para jogar pelo rival. Nos merengues, Figo fez parte de um time que não ganhou tantos títulos, mas ficou marcado pelos craques reunidos. Integrante da primeira geração dos “galácticos”, juntamente com nomes como Zidane, Ronaldo, Beckham e Raúl, venceu mais duas vezes a liga espanhola, duas vezes a Supercopa da Espanha, uma vez a Supercopa Européia, além da Liga dos Campeões e do Mundial Interclubes. No clube espanhol, Figo alcançou seu auge como jogador, sendo eleito o melhor do mundo em 2001.

Após o seu contrato ter expirado em 2005, Figo deixou o Real e se transferiu para a Inter de Milão. Pelos nerazurri, foi tetracampeão italiano, ganhou a Supercopa Italiana três vezes e venceu a Copa da Itália uma vez, até dar adeus aos gramados em 2009. Por Portugal, representou a seleção das quinas 127 vezes, sendo o jogador que mais atuou pelo país, e marcou 32 gols, participando das campanhas nas Copas de 2002 e 2006, além de estar nas Eurocopas de 1996, 2000 e 2004. Hoje, Figo é embaixador da Unicef e trabalha como dirigente da Inter de Milão.

Comentários

Doente por futebol desde que se conhece por gente. Formado em Educação Física e estudante de jornalismo. Apaixonado por jogos e times clássicos. Considera Zidane, Ronaldo, Romário e Messi os maiores que viu jogar.