O genial Hobbit argentino

  • por Eduardo Jenisch Barbosa
  • 7 Anos atrás

 

A coluna abre espaço para um fato relevante que aconteceu na Europa, mais que foi protagonizado por um argentino. Contextualizando: daqui a dois dias, ocorre a pré-estreia de “O Hobbit”, e os fãs mais apaixonados, inclusive este que vos escreve, estão ansiosos para voltar ao mundo mágico criado por Tolkien e dirigido magistralmente por Peter Jackson. Enquanto espero pelo retorno à Terra Média, vou reverenciar outro pequenino. Este também usa a criatividade e a poesia para conquistar milhões de fãs ao redor do mundo. Seus instrumentos, porém, não são palavras em livros ou imagens espetaculares nas telas de cinema. O pé esquerdo e a PELOTA são mais do que o suficiente para ele já estar na história do esporte.

Messi fez os dois tentos da vitória do Barcelona sobre o Bétis neste domingo. Nada de anormal, não fosse mais um recorde atingido. Agora, ele é o jogador com mais gols em um único ano na história do futebol. Foram, até o momento, 86 instantes nos quais os arqueiros adversários viram o jogador encontrar as redes. Lembrando que já é o maior artilheiro da história do Barcelona, com 285 gols. E CONTANDO. Poderia ficar aqui enumerando todos os feitos de Lionel, mas este não é um texto estatístico e sim um ode ao futebol.

Na trilogia “O Senhor dos Anéis”, o destino de todas as raças está nas mãos de um pequeno Hobbit. Frodo Bolseiro é o principal representante desta espécie e mede 1,20m. Na minha concepção de existência, o tamanho do coração é mais importante que a altura e a força. Esta é uma das belezas da vida. O destino futebolístico mundial está nos pés do quase Hobbit Lionel Messi. O argentino de 1,69m encanta a todos com seu gigantesco talento.

Em 2005, Ronaldinho Gaúcho, o então camisa 10 do Barcelona, deixou um atacante na cara do gol diante do Albacete, no Camp Nou. O guri, friamente, encobriu o goleiro e balançou as redes. Um toque na bola e o primeiro gol com a camisa da equipe catalã. Os amantes do futebol, na época, já projetavam que o talentoso prodígio tornaria-se um baita jogador, talvez um craque. Sete anos depois, aos 25, Messias já pode ser chamado de gênio e considerado um dos maiores e melhores de todos os tempos. É o dono do mundo.

Lionel já ostenta todos os títulos possíveis pelo Barcelona. É claro que uma Copa do Mundo aumentaria e muito o seu currículo, mas deixá-lo de fora da galeria dos grandes craques pela falta deste Mundial me parece um simplismo imperdoável. O talento do argentino é sim comparável ao dos maiores de todos os tempos. A ótima notícia é que Alejandro Sabella está conseguindo tirar cada vez mais do seu craque na seleção albiceleste. A tendência é que o seu rendimento representando o seu país de nascimento cresça ainda mais. E, em 2014, Messi vem ai. Feliz será o “Doente por Futebol” que terá Messi atuando em sua cidade.

Vocês devem estar dando risada da comparação feita aqui, mas Messi, quando criança, tinha a altura de um Hobbit e as projeções eram de que não teria o crescimento natural na adolescência. Clubes argentinos negaram o tratamento pedido pelos pais e o Barcelona teve olho clínico para levar o moleque e toda a sua família para a Europa. Ali, os espanhóis não apostaram apenas no futuro do seu clube, mas sim no futuro do futebol. Torcedores do Barcelona e os amantes do esporte no mundo inteiro agradecem a perseverança dos pais de Lionel e ao investimento do Barça. Estamos presenciando a história ser escrita diante de nossos olhos. Fica a singela homenagem ao gênio de talento quase inigualável.

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