O melhor jogo da última rodada: o Clássico dos Clássicos

Kieza e Hugo: as esperanças de cada lado.

Com o campeonato praticamente todo decidido (como havíamos antecipado aqui: COLOCAR LINK DA MATERIA QUE FALA SOBRE O CAMPEONATO MAIS DECIDIDO DOS ÚLTIMOS ANOS), as atenções se voltam para a única briga importante nessa última rodada do Brasileiro. Portuguesa, Bahia e Sport querem se manter na elite.

A Lusa tem 44 pontos e vem numa má forma, com apenas 2 vitórias nos últimos dez jogos, a última delas na rodada passada, por 2×0, contra o Inter. Joga a última rodada contra a Ponte Preta, que já está garantida na elite, precisando apenas de um empate. Já o Bahia vem de bons jogos fora de casa e decide tudo contra o lanterna Atlético Goianiense, rebaixado para a série B do ano que vem.

O Sport, em situação bem mais complicada, tem que torcer para um dos dois times perderem seu último jogo, e ganhar o seu pra poder permanecer na elite. O desafio é enorme: enfrentar o rival Náutico, que precisa da vitória pra se garantir na Sul-Americana, fora de casa.

O já centenário Clássico dos Clássicos, como é chamado em Pernambuco, nunca mereceu tanto esse nome, sendo o jogo mais importante numa rodada repleta dos maiores clássicos nacionais. O Sport vem apresentando uma grande evolução desde que Sérgio Guedes assumiu, terá o time quase completo e jogará a vida essa última partida. A salvação na última rodada seria próxima do surreal para o rubro-negro, principalmente jogando contra o Náutico, dentro de um Eládio de Barros lotado de alvirrubros confiantes como nunca antes se viu.

Já o Timbu tem como motivação para o confronto uma vaga na Sul-Americana, que pode ser conseguida com uma vitória. Além disso, a torcida sentiria aquele sabor especial, sabendo que por consequência da classificação – o Náutico não joga competições internacionais desde a Libertadores de 1968 –, rebaixará o rival dentro de seu estádio.

O Timbu aposta em Kieza mais do que nunca para a vitória, artilheiro do time, e em seus fieis escudeiros Souza, Rhayner e Rogério (Araújo). Mas, do meio pra trás, o Náutico está com metade do time desfalcado. Com Martinez – cuja importância para o time é crucial -, Elicarlos e Jean Rolt machucados, entrará com metade do sistema defensivo reserva.

O alvirrubro fez uma campanha de altos e baixos, com grandes resultados em casa e a pior campanha quando viaja, apesar de ter jogado melhor que seu rival – exceto nas últimas 4 rodadas – durante toda a competição. Ninguém sabe quem vai vencer o jogo, mas a única certeza que teremos é que será o mais decisivo embate da última rodada, com o estádio lotado e uma torcida infinitamente mais feliz que a outra quando o árbitro acabar a partida. Pernambuco vai ficar pequeno.

Por Bernardo Carvalho

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Jornalista recifense, sócio-diretor do Doentes por Futebol, editor da Revista Febre. Curioso observador de tudo o que cerca o futebol brasileiro e internacional.