Uma nova ”Revolução Francesa” abala a Europa.

  • por Igor Leal da Fonseca
  • 8 Anos atrás

Foto: Reprodução

Platini assumiu a UEFA em 2007, prometendo várias mudanças que, de acordo com ele, democratizariam o futebol no continente. Começou mexendo na Champions League, mudando alguns critérios, dando chance de países menores chegarem à fase de grupos da maior competição de clubes do planeta.

Também mexeu na fase de grupos da Europa League, aumentando a quantidade de times que disputam as qualificatórias, trazendo as equipes que terminaram em terceiro nos seus grupos na Champions League e aumentando a quantidade de chaves na UEL, passando de 12 para 16 na primeira fase.

Recentemente, anunciou duas importantes mudanças: a Eurocopa passará a contar com 24 seleções – em vez das 16 atuais – e Platini quer mais uma vez mexer nas competições de clubes, acabando com a Europa League e colocando 64 equipes na fase de grupos da Champions League.

Hoje a UEFA anunciou mais uma importante mudança: a partir de 2020, a Eurocopa não terá mais sede fixa. A competição será disputada em várias cidades da Europa e em diferentes países. Uma consulta prévia às federações nacionais foi respondida de forma positiva, exceto pela Turquia, que esperava sediar a competição.

Para muitos, trata-se de mais uma medida de cunho político de Platini, que visa angariar apoio de toda as federações da Europa, visando uma futura eleição para a presidência da FIFA.

Para outros tantos, nada mais é que a democratização do futebol de forma acelerada, levando o esporte a todos os países do continente.

O fato concreto é que Platini mexeu – e ainda vai mexer muito – com as estruturas do futebol europeu.

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33 anos, morador do Rio de Janeiro. Rubro Negro de coração, apaixonado pelo Maracanã, tem no Barcelona o exemplo de clube para o que entende como futebol perfeito, dentro e fora do campo. Estudioso da memória do futebol, tem nessa sua área de maior atuação no site, para preservar a memória do esporte. Dedica especial atenção aos times mais alternativos, equipes que tiveram grandes feitos, mas que não são tão lembradas quanto as maiores do mundo. Curte também futebol do centro e do leste da Europa, com uma coluna semanal dedicada ao assunto. Um Doente muito antes de fazer parte desse manicômio, sua primeira memória acadêmica é uma redação sobre o Zico, na qual tirou 10 e a mesma foi para o mural da escola. Nunca trabalhou com futebol dessa forma, mas adora o que faz junto com o restante do pessoal e se pergunta o porquê de não ter começado com isso antes. Espera recuperar o ''tempo perdido''. Acha Lionel Messi o melhor que viu jogar e tem em Zico, Petkovic e Ronaldo Angelim como heróis.