A História da Bola de Ouro e seus vencedores – Parte II

  • por Igor Leal da Fonseca
  • 8 Anos atrás

Semana passada mostramos os vencedores das 4 primeiras edições, realizadas entre 1956 e 1959.

 

Houve um domínio total do Real Madrid (3 vencedores e mais 4 indicados entre os 3 primeiros) e nos 4 anos seguintes houve diversidade de vencedores, com 4 jogadores de clubes diferentes levando o prêmio e o primeiro – e até hoje único – goleiro sendo lembrado.

 

1960

 

1º – Luis Suárez – Barcelona

 

Luis Suárez, Bola de Ouro em 1960



2º – Ferenc Puskás – Real Madrid
3º – Uwe Seeler – Hamburgo



Suárez foi um dos principais jogadores do Barcelona no título espanhol e levou o prêmio mesmo após Puskás se tornar artilheiro do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões. Puskás estava em sua segunda temporada no Real Madrid e fez 47 gols em 36 jogos, mas foi insuficiente para bater o espanhol. Em terceiro a lenda alemã Uwe Seeler, que fez 49 gols em 33 jogos e foi o principal responsável por seu time voltar a vencer um nacional depois da conquista na temporada 1927/28.

 

1961

 

1º Omar Sívori – Juventus

Sívori recebendo sua Bola de OUro pela magnífica temporada que fez pela Juventus.

2º Luis Suárez – Barcelona
3º Johnny Haines – Fulham

A lenda da Juventus foi o primeiro premiado jogando por um clube italiano. Sívori fez 29 gols em 28 jogos da temporada e liderou a Juventus para o bi na Itália. Suárez terminou em 2º graças à campanha do Barcelona na Liga dos Campeões, quando o time chegou à final e perdeu para o Benfica de Eusébio. O terceiro colocado foi o desconhecido Johnny Haines, inglês que jogava pelo Fulham, que fez campanha contra o rebaixamento na Inglaterra.

 

1962

 

1º – Josef Masopust – Dukla Prague

Masopust recebe a Bola de Ouro de 1962

 

2º – Eusébio – Benfica
3º – Schnellinger – Colônia

 

A participação da Tchecoeslováquia na Copa de 1962 – vice campeã, derrotada pelo Brasil – garantiu o prêmio ao tcheco, que foi um dos destaques do time na competição. A Copa do Mundo foi de Mané Garrincha, mas o prêmio só era entregue a jogadores europeus. O segundo colocado foi o português Eusébio, que empilhava títulos e gols no Benfica, sendo fundamental para a conquista do segundo título de Liga dos Campeões, dessa vez contra o Real Madrid de Puskás e Di Stéfano. O terceiro colocado foi o mítico defensor alemão, que liderou seu time ao título alemão e que já tinha sólida carreira na seleção da Alemanha.

 

1963

 

1º – Lev Yashin – Dínamo Moscou

Lev Yashin é o único goleiro a receber a Bola de Ouro.

 

2º – Gianni Rivera – Milan
3º – Jimmy Greaves – Tottenham

 

A lenda russa conhecida como ‘’Aranha Negra’’ já vinha de grandes atuações pela seleção de seu país desde os anos 50 e acabou conquistando o prêmio. Em segundo ficou Rivera, ídolo do Milan e um dos responsáveis pelo primeiro título de Liga dos Campeões do clube. Em terceiro ficou Jimmy Greaves, uma lenda dos Spurs, ainda hoje o maior artilheiro da história do clube. Greaves tinha anotado 44 gols em 49 jogos pelo clube de Londres, terminando com o vice campeonato inglês e com o título da Cup Winners’ Cup.

Mas a grande injustiça da temporada ficou por conta da ausência do brasileiro naturalizado italiano Altafini.

Autor de 14 gols na Liga dos Campeões em uma única edição da competição (recorde que só foi quebrado por Messi na temporada passada), Altafini terminou apenas em 12º lugar na eleição, em uma das maiores injustiças da história das premiações individuais da Europa.

Semana que vem voltamos com os anos de 1964, 1965, 1966 e 1967. Até lá!

 

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33 anos, morador do Rio de Janeiro. Rubro Negro de coração, apaixonado pelo Maracanã, tem no Barcelona o exemplo de clube para o que entende como futebol perfeito, dentro e fora do campo. Estudioso da memória do futebol, tem nessa sua área de maior atuação no site, para preservar a memória do esporte. Dedica especial atenção aos times mais alternativos, equipes que tiveram grandes feitos, mas que não são tão lembradas quanto as maiores do mundo. Curte também futebol do centro e do leste da Europa, com uma coluna semanal dedicada ao assunto. Um Doente muito antes de fazer parte desse manicômio, sua primeira memória acadêmica é uma redação sobre o Zico, na qual tirou 10 e a mesma foi para o mural da escola. Nunca trabalhou com futebol dessa forma, mas adora o que faz junto com o restante do pessoal e se pergunta o porquê de não ter começado com isso antes. Espera recuperar o ''tempo perdido''. Acha Lionel Messi o melhor que viu jogar e tem em Zico, Petkovic e Ronaldo Angelim como heróis.