Os excluídos de Zagallo em 1998

  • por Bráulio Silva
  • 8 Anos atrás

Em 2013, a seleção brasileira estará em várias manchetes esportivas. Com a disputa da Copa das Confederações e com Felipão no comando, já começam as apostas de quem irá disputar a Copa do M…undo de 2014. Agora, voltemos ao ano de 1998. E pense em uma seleção brasileira escalada com: Rogério Ceni; Zé Maria, Mauro Galvão, Cleber e Serginho; Flávio Conceição, Raí, Juninho e Djalminha; Muller e Romário.

Onze jogadores com passagens pela seleção e que viviam a expectativa nas vésperas da convocação final de Zagallo. O que todos têm em comum? Assistiram a Copa pela TV!

Flávio Conceição e Romário ainda foram convocados. O volante se machucou e foi cortado no dia da apresentação (substituído pelo lateral Zé Carlos). Já Romário viajou até a França mesmo contundido e tentou de todas as formas um tratamento, mas acabou cortado (substituído pelo volante Emerson) nas vésperas do início da competição.

A lista final de Zagallo acabou com: Taffarel, Cafu, Aldair, Junior Baiano, Cesar Sampaio, Roberto Carlos, Giovanni, Dunga, Ronaldo, Rivaldo, Emerson, Carlos Germano, Zé Carlos, André Cruz, Gonçalves, Zé Roberto, Doriva, Leonardo, Denilson, Bebeto, Edmundo e Dida.

Veja como era até então a carreira dos jogadores enumerados na coluna e que foram preteridos em 1998 pelo Velho Lobo Zagallo.

Rogério Ceni: Titular do São Paulo nos últimos 3 anos, já havia sido convocado por Zagallo. Perdeu espaço na seleção após ficar indignado com a brincadeira feita em 1997, quando todos os jogadores ficaram carecas na disputa da Copa das Confederações. Depois, voltou para a seleção e disputou as Copas de 2002 e 2006, jogando 20 minutos da partida contra o Japão.

Zé Maria: Figura constante nas convocações de Zagallo. Formado na Lusa e com passagens por Flamengo e Palmeiras, o lateral era um nome quase certo na lista de embarque para a França. Na convocação, viu Zagallo levar apenas Cafú para a lateral direita. Com o corte de Flávio Conceição, Zé Maria acabou preterido por Zé Carlos, que vivia grande momento no São Paulo. Voltou para a seleção em 2001, mas sem o mesmo brilho.

Mauro Galvão: O veterano era unanimidade no Brasil. Após o fracasso na Copa de 1990, o zagueiro passou seis anos atuando no futebol suíço. Voltou para o Grêmio e foi um dos comandantes da equipe no Brasileirão de 96 e na Copa do Brasil de 1997. Transferiu-se para o Vasco e seguiu empilhando conquistas. O brasileiro de 97 era o mais importante desses.

Cleber: Porto seguro da defesa palmeirense, Cleber nunca teve uma oportunidade real de mostrar seu valor na seleção. Cogitado para as Copas de 1994 e 1998, ficou de fora em ambas. No período, ganhou tudo pelo Palmeiras.

Serginho: Um jogador excepcional. Monstruoso atuando pela lateral esquerda, vivia excelente momento em 1998. Formava com Denilson e França um lado esquerdo endiabrado pelo São Paulo. Sem convocações antes do Mundial, Zé Roberto foi em seu lugar. Em 2001, pediu dispensa e nunca mais foi convocado.

Flávio Conceição: Volante revelado no Rio Branco, chegou ao Palmeiras em 1994 com a missão de substituir Cesar Sampaio. Foi figura importante no time palmeirense que encantou o Brasil em 1996. Em 1997, foi para o La Coruña e jogou a Copa das Confederações e a Copa América. Foi convocado para a Copa, mas uma pequena lesão no joelho foi o motivo de seu corte. O jogador atuaria normalmente no La Coruña no final de semana seguinte.

Raí: Um nome que gerou controvérsias. Em 1994, Raí era titular e capitão do Brasil nas duas primeiras partidas. Substituído por Mazinho, saiu do time sem nunca reclamar. Em Paris, era dono do PSG. Principal nome do time, ídolo da torcida. Mas nunca teve uma chance com Zagallo. Em 1998, acertou o retorno ao São Paulo e foi convocado para dois amistosos (contra Alemanha, ficando no banco os 90 minutos; e Argentina, quando saiu vaiado pelo Maracanã lotado). Fora da convocação, Raí ainda foi cogitado a ser convocado para o lugar de Romário, mas Zagallo preferiu o volante Emerson.

Juninho: Titular com Zagallo desde 1995. Era figura essencial no time brasileiro. Zagallo até falava que o baixinho era o “número um” de seu esquema escalado no 4-3-1-2. Em fevereiro de 1998, atuando pelo Atlético de Madrid, recebeu uma entrada criminosa do lateral Michel Salgado, então no Celta de Vigo. Juninho contratou um fisioterapeuta particular, Nivaldo Baldo, e se recuperou clinicamente antes da convocação. Mesmo assim, ficou fora do Mundial. Depois, o meia disputou a Copa de 2002 e foi campeão.

Djalminha: Foi apelidado por Luxemburgo de “Craque Celular – aquele que sempre quando precisa, não funciona”. Em 1996, no Palmeiras, era o nome mais idolatrado pela torcida. O meia estava no elenco da Copa América e da Copa das Confederações em 1997. Jogando no La Coruña, o meia não esteve na lista final de Zagallo.

Muller: Com três Copas nas costas, Muller tinha se transformado em garçom. Teve ótima passagem por Palmeiras (1995 e 1996) e Santos (1997). No começo de 1998, se transferiu para o Cruzeiro, ganhando o estadual. Na lista final, não foi lembrado.

Romário: Seu corte gerou inúmeras discussões. Ele teria ou não condições de entrar em campo durante o mundial? Na fase preparatória, formou com Ronaldo uma dupla dos sonhos. Com o corte, trabalhou na Copa como comentarista da Rede Globo, mostrando acidez nos comentários.

E você, Doente? Acrescentaria alguém na lista dos excluídos de Zagallo? O final poderia ser diferente com alguma troca? Opine, comente!

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.