Vasco da Gama 2013: reforços, organização, criatividade e … Dedé

  • por João Balbi
  • 8 Anos atrás

Nem o mais otimista dos vascaínos, nem o mais Doente, esperava um Vasco com 3 vitórias em 3 jogos, 11 gols a favor e só 4 contra. O Vasco tem um time simples que joga bem sem ser brilhante.

Os torcedores estavam desesperançosos com as saídas de nomes como Juninho, Felipe e Fernando Prass, jogadores que se identificam com o clube. Novos nomes chegaram para reforçar o elenco. A dupla de volantes formada por Felipe Souto e Pedro Ken (qualquer trocadilho com o nome já perdeu a graça) é uma dupla leve e com excelente toque de bola, no entanto, em jogos contra equipes mais fortes é possível que Gaúcho faça uma opção mais conservadora. No banco, tem Sandro Silva e Wendel, que pode voltar para a posição de origem. É possível que um dos dois deva estar na frente da zaga quando o Vasco estiver disputando as partidas mais importantes.

Na frente, a opção tem sido Carlos Alberto, aquele jogador que se espera que seja algo que nunca foi. Mas não se pode nega que, mesmo não atendendo às expectativas e vivendo de altos e baixos, Carlos Alberto é bom jogador e pode resolver. Atuando bem próximo ao gol (onde sua falta de disposição pra marcar não aparece tanto) finaliza com qualidade e se movimenta com inteligência. A troca de posição com Bernardo tem surtido efeito e o entrosamento dos dois parece surgir naturalmente.

Bernardo é outro achado vascaíno, decisivo tanto na bola parada quanto nos momentos que tem espaço pra finalizar. É o principal homem de criação do Vasco até o momento e tem feito bem o seu papel.

Gaúcho montou um time dentro das suas limitações, organizado e com bom toque de bola. Merece nossa atenção, está no Vasco há tempo demais para ser lembrado apenas na hora de apagar incêndios.

Ainda falta estrear os laterais, Ney e Yotún, o goleiro Michel Alves e o volante Sandro Silva. Todos com grandes chances de serem titulares na equipe vascaína.

Esse time ainda precisa ser mais forte na defesa, Wendel não é a opção na lateral esquerda sem motivo, volante de origem. Ele dá segurança ao lado da defesa mais frágil. Não que a atuação do zagueiro André Ribeiro não tenha sido boa, mas é o lado que não tem Dedé. Apesar de ser comum acharem que ele está por todo o campo e, em alguns momentos ser verdade, o zagueiro atua pela direita e é quem mantém o frágil sistema vascaíno minimamente protegido. No jogo de ontem, diversas vezes ficava clara a falta de proteção aos dois zagueiros, algo que não podia acontecer contra o Resende e pode ser fatal contra o Flamengo.

Além da defesa, Éder Luís e Jhon Cley são interrogações, algumas boas jogadas e longos períodos de sonolência. Continuando assim, vão perder espaço no time titular. O meio de campo precisa marcar mais forte, algo que aconteceria com Wendel ou Sandro Silva. No entanto, não acontecerá com Pedro Ken ou Bernardo.

O futebol do Vasco foi o suficiente pra vencer o Resende e antes o Macaé e o Boavista. O Flamengo é a próxima parada, também não é um timaço, mas o peso do clássico serve pra observar a real condição do time recém-formado na colina. Agora é esperar e torcer, Doentes!

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