Adu: A sensação momentânea

Foto: Reprodução | Adu atuando pelo DC United, dos EUA

Foto: Reprodução | Adu atuando pelo DC United, dos EUA

Quando ligamos a TV, lemos um jornal ou até mesmo escutamos um rádio, vemos e ouvimos falar de um certo jogador que brilhou em uma determinada partida e marcou o gol da vitória. Já estamos acostumados com esta onda de supercraques, tais como Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi, o maior na atualidade. Mas quem diria que os Estados Unidos, a maior potência mundial e capitalista do mundo, poderia revelar um talento nas quatro linhas.

Foto: Reprodução | Adu e Pelé gravaram comercial de refrigerante juntos

Foto: Reprodução | Adu e Pelé gravaram comercial de refrigerante juntos

Este é Fredua Koranteng Adu, mais conhecido como Freddy Adu. O ganês de Tema, cidade da costa atlântica do país, naturalizado americano que encantou a torcida do DC United e os EUA em 2003 com jogadas de grande efeito e muitos gols. A comparação com um grande ícone do mundo do futebol surgiu muito rápido e, de certa forma, precoce. E quem diria, justamente com o maior de todos os tempos, Pelé, que inclusive, protagonizou ao lado de Adu um comercial para TV de uma marca de refrigerante conhecida.

Começo da carreira meteórica

Freddy atuou na Major League Soccer quando tinha apenas 15 anos, sendo o mais novo a jogar pela competição nacional. Disputou 87 partidas, marcando 51 gols pelo DC United entre 2004 e 2006. Neste último ano, começava a vestir a camisa da seleção profissional, pela qual, até hoje, marcou dois gols em 16 jogos.

Ainda em 2006, surgiu mais uma grande oportunidade em sua vida ao ser convidado para um período de experiência no poderoso Manchester United, da Inglaterra. O atleta aproveitou ao máximo e foi muito elogiado, mas, na época, não havia completado seus 18 anos e os entraves sobre a sua licença de trabalho como estrangeiro atrapalharam o fechamento do negócio. Mesmo assim, ainda era pretendido por outros gigantes europeus como Real Madrid e Chelsea, mas tudo ficou no interesse.  

Ida para a Europa e decepção

Não demorou muito para o norte-americano voltar ao Velho Continente. Depois de uma boa passagem pelo Real Salt Lake, dos EUA, marcando 19 gols em 28 jogos e de ter disputado o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 em 2007 com a seleção, marcando três gols, no mesmo ano, foi oficializada a sua ida ao Benfica, de Portugal. Era a chance de brilhar fora da América do Norte.

Realizar um sonho de encantar a todos em terras lusitanas para, mais à frente, se tornar uma das grandes referências do esporte mundial, tudo não passou de uma decepcionante ilusão. Logo foi emprestado para o Monaco, da França, em 2008, onde também não encontrou espaço. Voltou a Portugal em 2009 para defender o Belenenses, equipe mediana e sem muita visibilidade. Passou pelos desconhecidos Aris de Salonica, da Grécia, em 2010 e Rizespor, da Turquia, em 2011. Adu caía de produção, perdia o  brilho conquistado e ficava longe da mídia, sem nenhuma notoriedade.

Foto: Reprodução | Adu atualmente no Philadelphia Union, dos EUA

Foto: Reprodução | Adu atualmente no Philadelphia Union, dos EUA

Retorno aos EUA

Sem conseguir atingir a meta pretendida, Adu retornou às origens. Rescindiu com o Benfica e voltou para sua terra de coração. Desde 2011, joga pelo Philadelphia Union, clube surgido em 2008 que disputa a MLS.

Curiosidades

Alguns fatos curiosos cercaram a caminhada do jogador. Um deles, o volante e meio campista atualmente emprestado ao Real Madrid, Michael Essien, afirmou que seria um grande prazer jogar ao lado de Adu tanto na seleção de Gana quanto no Chelsea, no período em que esteve na equipe londrina.

Freddy ainda namorou a cantora, compositora e atriz americana JoJo de 2005 a 2006. O primeiro encontro aconteceu no programa “Fake ID Club”, da MTV. Depois do término da relação, a estrela pop havia dito que ela e o atleta continuam sendo apenas bons amigos.

Além de tudo isso, é sobrinho de Tony Yeboah, ex-jogador considerado um dos maiores ídolos do futebol africano com a camisa da seleção ganesa e que teve passagens por Eintracht Frankfurt, Leeds United, Hamburgo e Al-Ittihad.

Hoje, com 23 anos, Freddy Adu vive o ostracismo na carreira, longe dos holofotes.  Mais uma jovem promessa acaba indo embora, perdida junto com as demais, que um dia pensam em dar a volta por cima e reverter a situação. Mas, enquanto isso não acontece, o jeito é jogar para viver.

Comentários

Jornalista formado pela Universidade Paulista - Unip em 2012, é torcedor doente pelo Palmeiras e amante do bom futebol. Foi estagiário da produção do Domingo Espetacular, da Rede Record. Em um de seus trabalhos acadêmicos, realizou um documentário sobre o Nacional Atlético Clube intitulado "O Futebol Nacional", publicado no YouTube, com o intuito de relatar a falta de estrutura no clube e de visibilidade na mídia esportiva.