Argo Errado – Especial Oscar 2013

  • por José Eduardo Volpini
  • 8 Anos atrás

ARGO-ERRADO
Muricy chegou no Santos como Tony Mendes (Ben Affleck) chegou ao Irã. Sua missão era salvar não seis pessoas, mas um grupo maior, que tinha as duas maiores estrelas do Brasil para o futuro (uma viria a decepcionar ou não evoluir com o passar do tempo).


E de forma não tão genial (ao contrário da película também dirigida pelo ator Ben Affleck, que inventa um filme para resgatar os americanos), mas tão eficiente quanto, Muricy fez com que o time fosse para frente na Libertadores. Deu a volta por cima, algo que parecia difícil na primeira fase, e conquistou o título improvável em certo momento da competição. Era mais uma consagração para o técnico, que já havia tido outros sucessos, mas faltava a Libertadores. Com a conquista, ainda acabou com a falácia de que era fraco em competições mata-mata, mesmo que ele já houvesse vencido anteriormente.

Porém, após isso, a equipe parou. Podemos lembrar da ausência de Neymar em diversos momentos, ou até da situação conturbada de Ganso em determinada época, mas o futebol do time nunca mais esteve de volta. Algumas goleadas, mas nada que pudesse unir a beleza e a eficiência, ou pelo menos a vitória. Vieram alguns títulos, mas muito pouco para o elenco que se tem e o treinador que o time possui. Além disso, Muricy repete os mesmos erros de outrora, o perfil famoso no Facebook parece descrever a personalidade do treinador com perfeição. Procurando jogadores que cobrem bem falta, que “cheguem dando de cabeça”, zagueiros altos e fortes, volantes, improvisações… e para completar, uma excessiva dependência de Neymar.

Não se vê um time uniforme, que tem movimentação, difícil de ser marcado. Pelo contrário, muitas vezes é um time apático. Muricy resgatou o clube, que passava por um momento complicado, mas agora é hora de devolver em perfeitas condições. Só assim a missão será um sucesso.

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