ARSENAL 1 x 3 BAYERN: WENGER SE ENFORCA TATICAMENTE!

  • por Victor Oliveira
  • 8 Anos atrás

Intenso e em bloco. Compacto e dominante. Assim foi o Bayern de Munique nos momentos em que predominou e decidiu a partida. Com toque de bola e inversões precisas, o time alemão soube aproveitar os pontos frágeis dos ingleses e os equívocos de Wenger. No plano tático, as duas equipes vieram postadas no 4-2-3-1, porém com execuções totalmente diferentes. Abaixo, no painel tático do duelo, podemos enxergar as duas equipes jogando no supracitado esquema:

(campo 1)
Arsenal e Bayern no 4-2-3-1: time alemão com sua costumeira execução prática e equânime do esquema. Arsenal sem profundidade e presença de área. Em trinta minutos de domínio, os bávaros atropelaram e conseguiram fazer dois gols.

O Bayern massacrou o Arsenal nos dois terços iniciais da partida. A partir dos 30’ o jogo equilibrou, mas o time alemão, além dos gols de Kroos e Müller, ainda teve um lance de muito perigo com Mandzukic aos 45’, numa cabeçada que raspou o poste londrino. Já o Arsenal não conseguiu levar perigo em nenhum momento da primeira etapa. Méritos do time alemão e culpa da escalação equivocada de Wenger.
Walcott de centroavante? Não entendi. Quando o jogador iniciou caindo pela ponta direita, vislumbrei a possibilidade de Wenger ter pensado em utilizá-lo como uma espécie de falso 9, aumentando a profundidade da equipe. Mas não foi essa a intenção, porque Walcott ficou perdido enfiado entre os zagueiros, não produzindo nada ofensivamente. O Arsenal perdeu a jogada veloz pela direita e não tinha presença de área.
O jogo começou equilibrado, porém, logo aos 6’, após gol de Kroos, o time alemão suprimiu totalmente a equipe da casa, sendo que o massacre, como citado acima, durou até os 30 minutos. De forma inteligente, o Bayern forçou o jogo pela direita em cima do improvisado Vermaelen, sendo que pelo setor construiu o lance dos seus três gols. Destaque para a movimentação compacta do meio alemão, que atacava e defendia em bloco. No Bayern, todo mundo marca, até o centroavante.
O Munique cruzou 14 bolas no primeiro tempo, 13 pelo lado direito, e tentou iniciar a segunda etapa jogando pelo mesmo setor. Só que o Arsenal mudou um pouco a forma de jogar. Wenger abriu mais o time e melhorou a marcação no flanco esquerdo de sua defesa, o que não propiciou aquele domínio alemão da primeira etapa. E, após falha da defesa alemã, o time inglês diminui o placar com Podolski. O jogador, aliás, entrou mais na área para suprir a necessidade de uma presença ofensiva, com Wilshere procurando mais os flancos.
Aos 26’, Wenger enxergou o óbvio e mudou o time londrino. Entraram Rosicky e Giroud e saíram Podolski e Ramsey, tentando corrigir as falhas táticas da equipe. O time cresceu e, na primeira bola, Walcott, onde sabe jogar, deixou Giroud na cara do gol, obrigando Neuer a fazer uma bela defesa. Mas, quando dominava a partida e chegava próximo do empate, o Arsenal foi castigado por uma bela jogada coletiva do time alemão. Aos 31’, Mandzukic matou no peito e ajeitou para Robben, que abriu para Lahm, que colocou para o próprio Mandzukic marcar.

(campo 2)
Wenger decide mudar aos 26 minutos da etapa final. Com as entradas de Rosicky e Giroud, um time mais equilibrado, adequado e ofensivo. Com o avanço de Wilshere, por vezes o 4-2-3-1 se desenhava como um 4-1-4-1. Time londrino até melhorou, mas, aos 31’, levou o terceiro gol. Foi o castigo para o equívoco e o atraso de Wenger.

Após o terceiro gol do Bayern, o time inglês pouco produziu. Com a bola nos pés, os alemães foram sempre dominantes, tanto nos primeiros trinta minutos da etapa inicial quanto nos 15 minutos finais do segundo tempo. O Arsenal teve 54% da posse de bola e foi pouco incisivo, ao contrário do Bayern, que foi letal com seus 46%. Não entendi a escalação inicial de Wenger e muito menos a demora nas substituições. Mesmo com a primorosa atuação coletiva do Bayern, principalmente de seu meio de campo, culpo Wenger pelo resultado tão adverso jogando em casa. E não foi um nó tático de Heynckes: Wenger se enforcou taticamente. Abraço!

 

FICHA DO JOGO:

 

ARSENAL 1 – 3 BAYERN DE MUNIQUE

 

Local: Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra)
Data: 19 de fevereiro de 2013, terça-feira
Horário: 16h45 (de Brasília)
Árbitro: Svein Oddvar Moen (NOR)
Assistentes: Kim Thomas Haglund e Frank Andas (NOR)
Cartões amarelos: Vermaelen, Sagna, Arteta, Podolski e Ramsey (Arsenal); Muller, Schweinsteiger e Lahm (Bayern de Munique)
Gols: Podolski, aos dez minutos do segundo tempo. Toni Kroos, aos sete minutos do primeiro tempo, Thomas Muller, aos 21 minutos do primeiro tempo, e Mandzukic, aos 32 minutos do segundo tempo.

ARSENAL: Szczesny; Sagna, Koscielny, Metesacker e Vermaelen; Ramsey (Rosicky), Arteta e Wilshere; Cazorla, Walcott e Podolski (Giroud). Técnico: Arsene Wenger.

BAYERN DE MUNIQUE: Neuer; Lahm, Van Buyten, Dante e Alaba; Martinez, Schweinsteiger, Muller, Kroos (Luiz Gustavo) e Ribéry (Robben); Mandzukic (Mario Gomez). Técnico: Jupp Heynckes.

 

 

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