Diego Costa é destaque no Atlético de Madrid

  • por Raniery Medeiros
  • 8 Anos atrás
Diego Costa é destaque nos "Colchoneros"

Diego Costa é destaque nos “Colchoneros”

Olho nele!

Desconhecido por boa parte dos brasileiros, o atacante Diego Costa vem fazendo uma excelente temporada pelo Atlético de Madrid. Alto, habilidoso e disciplinado taticamente, o ilustre cidadão de Lagarto (Sergipe) já conquistou a confiança do técnico Diego Simeone.


Pouco badalado, o camisa 19 ainda não possui o mesmo prestígio de jogadores como Falcão Garcia, Arda Turan e Adrián Lopez. Em contrapartida, seu bom futebol e os gols em momentos importantes já o credenciam como um dos queridos da torcida. A tendência é que o atleta conquiste cada vez mais o seu espaço e, nesta toada, alcance a confiança necessária para se fazer fundamental no esquema “Colchonero”.

Não há como mensurar seu nível técnico. Fora de série? Passa longe disso. Craque? Exagero! Diego é, sim, bom finalizador e ajuda na compactação defensiva. Este aspecto de defesa relata um “quê” de curiosidade. Por ser alto (1,88 m), o brasileiro tem a incumbência de marcar os defensores adversários nos escanteios que lhes favorecerem. Na bola aérea, como um todo.

Os números da atual temporada corroboram a ascensão, importância e confiança adquiridas pelo atleta. Já são 27 partidas com: 11 gols, 7 amarelos, 1 vermelho, 6 assistências e eleito duas vezes o ‘Man of the Match’ (o homem da partida).

Sua afirmação como titular absoluto não é concreta muito em função do esquema utilizado por Simeone. No 4-2-3-1, quase sempre, entra no lugar de Falcão Garcia. Quando o 4-4-2 é lançado, ele atua na dupla de ataque ao lado do Colombiano. A sintonia e o entrosamento dos dois são perceptíveis através das tabelas que orquestram.

O bom momento dos “Rojiblancos” só reitera a necessidade de estarmos sempre de olho no futebol deste promissor atacante de apenas 24 anos.

O COMEÇO

Não teve início nas categorias de base de nenhum clube. Em entrevista ao site do Celta de Vigo (Espanha), em 2007, ele disse: “Eu joguei na rua, na minha cidade, com pessoas maiores. Até me mudar para Ibiúna (São Paulo), não atuei em nenhum time profissional. Nunca estive em categorias de base, onde o treinamento é importante. Por isso, eu sei que fiz algumas coisas erradas”.

Seu primeiro clube foi o Barcelona de Ibiúna. Das ruas direto para o mundo de “gente grande”. Foi no Sporting Clube de Braga (Portugal), em 2005, que teve início a sua carreira como jogador profissional.

Com apenas 17 anos já estava na Europa. O jovem e temperamental atacante pouco foi aproveitado e, dessa maneira, jogou no time B do Braga. Ficou visível que o clube apostava nele, mas teria de adquirir experiência para atuar no time principal.

PENAFIEL

Em 2006, foi emprestado ao Penafiel. Time que, na época, disputava a segunda divisão do Campeonato Português. Mesmo com poucas aparições, chamou a atenção do Atlético de Madrid.

EM SOLO ESPANHOL – ATLÉTICO DE MADRID

Durante o mercado de inverno, em 2006, teve a sua contratação confirmada pelos “Colchoneros”. O clube espanhol, sabendo da pouca experiência do atleta, o emprestou ao Braga após realizar poucos treinamentos em Madrid.

EMPRÉSTIMOS

De volta ao Braga, Diego atuou em apenas sete jogos da equipe durante a Liga. Seu único gol pelo time português foi anotado contra o Parma (Itália), em partida eliminatória válida pela Copa da UEFA.

Atuando pelo Braga (Portugal)

Atuando pelo Braga (Portugal)


Retornou ao Atlético em 2007. Chegou a fazer a pré-temporada com a equipe, mas foi emprestado ao Celta de Vigo. Na cidade de Vigo, ele teve sequência de jogos e atuou de forma regular. Logo chamou a atenção por dois fatores:

1 – Habilidoso e incisivo, quase sempre ganhava no mano a mano contra os defensores adversários.

2 – Temperamental, imaturo e explosivo. Várias vezes prejudicou a sua equipe por fazer firulas e, em três ocasiões, foi expulso de campo. Na partida diante do Málaga, chegou a agredir o zagueiro Welligton com um chute na cabeça, mesmo sabendo que o adversário estava caído no chão. Isso causou a revolta da sua própria torcida. Não satisfeito, alguns jogos depois, contra o Sevilla, foi para o chuveiro mais cedo após tomar dois amarelos com apenas 10 minutos de jogo.

Mesmo com tantas polêmicas, os torcedores em Vigo lembram com carinho o golaço que ele fez contra o Numancia. Encerrada a temporada, não quis prosseguir na equipe e voltou para Madrid.

Gols, carinho da torcida e expulsões

Gols, carinho da torcida e expulsões

Nem bem voltou à capital,já seria novamente emprestado. Seu destino? O Albacete. Disputou toda a temporada 2008/2009 pela equipe “El Queso Mecanico”. Seu temperamento explosivo ainda tinha tons nefastos. Dentro de campo fez-se fundamental ao marcar 10 gols durante o ano.

Boa temporada e 10 gols pelo Albacete

Boa temporada e 10 gols pelo Albacete

VALLADOLID

Tendo atuado de maneira sublime no Albacete, chamou a atenção do Valladolid. Foi comprado, em definitivo, pelos “Pucela”. Novamente, apresentou um bom futebol. Ainda continuava com o seu temperamento “bipolar”. Durante o período de 2009/2010, aperfeiçoou alguns fundamentos e ganhou notoriedade. Não conseguiu impedir o rebaixamento do time. Porém, realizou um bom campeonato e foi repatriado pelo Atlético de Madrid.

Sequência de jogos e bom futebol no Valladolid

Sequência de jogos e bom futebol no Valladolid


ATLÉTICO DE MADRID – Parte 2

Seu retorno veio através da confiança que o presidente Enrique Cerezo depositava no jogador.

Mesmo tendo o crédito dos dirigentes, teve de enfrentar a forte concorrência com Aguero e Forlan. O Argentino era o queridinho da torcida. Já o Uruguaio havia feito uma exuberante Copa do Mundo em 2010.

Entre Agosto de 2010 e Fevereiro de 2012, pouco jogou. Foram apenas 28 partidas em quase dois anos. Sendo assim, lá foi ele, novamente emprestado. A cidade seria a mesma. O clube, não.

RAYO VALLECANO

Em Fevereiro de 2012 foi integrado ao elenco dos “Franjirrojos”. Já em sua estreia, diante do Zaragoza, fora de casa, fez o gol da vitória e logo caiu nas graças da torcida.

O atacante continuou a tomar seus cartões amarelos. Porém, já não demonstrava a imaturidade e violência de outrora. Amadureceu mentalmente e evoluiu taticamente. Jogando muita bola e organizando a equipe, garantiu a permanência do time na primeira divisão ao marcar 10 gols em 15 jogos.

Diante dessa maravilha de cenário, retornou ao atlético para a disputa da temporada 2012/2013. Parece que dessa vez voltou para não mais ser emprestado.

Goleador e cérebro do time

Goleador e cérebro do time



ESTATÍSTICAS NA CARREIRA

2005/2006 – Braga B: 8 jogos; 1 gol; 6 amarelos e 1 vermelho; 654 minutos em campo.

2006/2007 – Penafiel: 13 jogos; 5 gols; 9 amarelos; 1126 minutos em campo.

2006/2007 – Braga: 8 jogos; 1 gol; 3 amarelos; 412 minutos em campo.

2007/2008 – Celta de Vigo: 30 jogos; 5 gols; 9 amarelos e 3 vermelhos; 1774 minutos em campo.

2008/2009 – Albacete: 35 jogos; 10 gols; 14 amarelos e 2 vermelhos; 3020 minutos em campo.

2009/2010 – Valladolid: 34 jogos; 9 gols; 9 amarelos e 1 vermelho; 2948 minutos em campo.

2010 a 2012 (Fev) – Atlético de Madrid: 28 jogos; 6 gols; 5 amarelos; 1324 minutos em campo.

2012 (Fev a Maio) – Rayo Vallecano: 15 jogos; 10 gols; 9 amarelos; 1319 minutos em campo.

 

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