Gioino: O desengonçado artilheiro

Atacante que viveu ótimo momento vestindo a camisa da La U e passou sem brilho pelo Palmeiras, hoje se encontra aposentado e treinando uma escolinha de futebol no Chile.

Gioino em seus tempos áureos na Universidad de Chile | Foto: Reprodução

Gioino em seus tempos áureos na Universidad de Chile | Foto: Reprodução

Você sabe aquele centroavante que ficam marcado em sua memória, não pelo fato de ter sido o grande craque do time, mas por não render o esperado. Foi exatamente o que aconteceu com Sergio Gioino, o argentino oriundo de Buenos Aires, de aproximadamente 1,85, desengonçado com a bola, porém com estilo de matador. Infelizmente, não foi o que nós brasileiros vimos quando atuava pelo Palmeiras.

O início de sua carreira foi no Club Atlético San Jorge, localizado em Santa Fé, na Argentina. Logo foi parar no Chile, onde viveu a maior parte de sua vida futebolística. Inclusive, se pensava que ele era chileno, e não um “hermano”.

Os clubes pelos quais Gioino passou foram o Provincial Osomo, em 1997, Coquimbo Unido, em 1998 e o Municipal Iquique, em 1999. Despontou para o futebol sul-americano na passagem pelo Huachipato, de 2000 a 2002, pois ficou com a fama de goleador do time.

Após defender o atual campeão chileno, o jogador atuou sem brilho pelo Universidad Catolica, em 2003. Mas, em 2004, foi negociado com o Universidad de Chile, onde teve o melhor momento na carreira, colecionando vários troféus como o Torneio Apertura e a vice-artilharia daquele mesmo ano.

O argentino teve uma passagem apagada pelo Palmeiras | Foto: Reprodução

O argentino teve uma passagem apagada pelo Palmeiras | Foto: Reprodução

Durante a Libertadores de 2005, na primeira fase, Sergio Gioino fez três gols nos últimos confrontos entre La U e São Paulo. Os feitos chamaram a atenção do clube do Parque Antártica, que, na época, por indicação do treinador Candinho, contratou o jogador para resolver o problema da falta de gols.

Fazendo dupla com Washington, que vivenciou altos e baixos no Palestra Itália, Gioino fracassou e decepcionou os palmeirenses. O desempenho foi muito longe do esperado. Em 37 jogos, marcou apenas sete gols, uma média extremamente baixa para um atacante alviverde.

Com o término do contrato, em abril de 2006, Gioino regressou ao Universidad de Chile, esperando viver novamente os seus melhores dias. Nada disso aconteceu e acabou virando opção no banco de suplentes da equipe chilena.

No ano de 2007, foi jogar no Unión Española, também no Chile, mas não encontrou o seu espaço. O fato mais curioso aconteceu em 2008, aqui no Brasil. Gioino veio jogar no Gama, de Brasília, para disputar a Série B do Brasileiro. A fase do argentino era tão ruim, que foi dispensado em menos de dois meses. Ele sequer passou pela fase de experiência.

Por fim, depois de tantas lástimas na carreira, restava ao já experiente jogador passar a última temporada como futebolista no Coquimbo Unido, em 2009, jogando a segunda divisão nacional. Ao fim, Gioino resolveu pendurar as chuteiras. Atualmente, perto dos 40 anos, treina uma escolinha de futebol no Chile, que, em comparação à sua carreira, foi o melhor que conseguiu.

Um dia, foi uma grande aposta na era “pós” Vágner Love, negociado com o CSKA Moscou. O argentino de suas alcunhas “Flaco”, “Koleston” e “Hippie” (devido à aparência) não supriu esse vazio e acabou ficando desvalorizado e esquecido na América do Sul.

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Jornalista formado pela Universidade Paulista - Unip em 2012, é torcedor doente pelo Palmeiras e amante do bom futebol. Foi estagiário da produção do Domingo Espetacular, da Rede Record. Em um de seus trabalhos acadêmicos, realizou um documentário sobre o Nacional Atlético Clube intitulado "O Futebol Nacional", publicado no YouTube, com o intuito de relatar a falta de estrutura no clube e de visibilidade na mídia esportiva.