Guia da Libertadores – Grupo 1

  • por Mauricio Fernando
  • 8 Anos atrás
O Boca de Riquelme e Bianchi aparece como grande força do "grupo da morte". Imagem: Trivela

O Boca de Riquelme e Bianchi aparece como grande força do “grupo da morte”. Imagem: Trivela

 

Equipes: Barcelona-EQU, Nacional-URU, Boca Juniors e Toluca-MEX.

Palpite DPF: Boca Juniors e Nacional.

 

Barcelona de Guayaquil-EQU por Rogerio Bibiano Santos

O argentino Ariel, ex-Coritiba é um dos reforços do Barcelona-EQU para esta temporada. Foto: Impedimento.org

O argentino Ariel, ex-Coritiba é um dos reforços do Barcelona-EQU para esta temporada. Foto: Impedimento.org

O Sporting Club Barcelona, sediado em Guayaquil-ECU, é o maior clube de futebol do Equador. Foi fundado no dia 01/05/1925.

Participa pela 22ª vez da Taça Libertadores da América. A equipe foi vice-campeã em 1990 e 1998, suas melhores colocações.

O direito de jogar a corrente Taça Libertadores veio pelo seu décimo quarto título do Campeonato Equatoriano, conquistado em 2012.

Treinado pelo argentino Gustavo Costas, desde o começo do ano passado, o Barcelona costuma jogar num 3-5-2 bastante ofensivo, especialmente em casa. Costas perdeu nove jogadores, com destaque para as saídas do atacante Narciso Mina, que foi para o América-MEX, e do zagueiro peruano Renzo Revoredo, para o Sporting Cristal-PER.

Em compensação, a equipe conseguiu manter o cerebral meia Damián Diaz, que era pretendido por clubes mexicanos, argentinos e equatorianos. Además, chegaram outros nove jogadores. Do Deportivo Quito, vieram os zagueiros Pablo Velasco e Juan Carlos Paredes, além dos meias Freddy Olivo e Cristian Penilla. O meia argentino Nicolás Olmedo veio do Godoy Cruz-ARG. A equipe reforçou o ataque, com a contratação dos argentinos Gonzalo Castillejos, junto ao Lanús-ARG, e do conhecido Ariel Nahuelpan, ex-Coritiba e que estava na LDU, de Quito; Carlos Quinteros, trazido do Macará-ECU, fecha a lista.

O Barcelona está no Grupo 1, considerado por muitos o mais difícil da competição, e terá como adversários, Nacional-URU, Boca Juniors-ARG e Toluca-MEX.

Los Canarios jogam no estádio Monumental Isidro Romero Garbo (oficialmente chamado Monumental Banco Pichincha, pelo acordo de naming rights), com capacidade para 59.283 torcedores.

Nacional-URU por Mauricio Fernando

A volta de Loco Abreu é um dos grandes trunfos do Nacional uruguaio. Foto: Diário Catarinense

A volta de Loco Abreu é um dos grandes trunfos do Nacional uruguaio. Foto: Diário Catarinense

 

A experiência deve ser a aposta do Nacional-URU para a disputa da Libertadores deste ano. A equipe, que já contava com jogadores como Lembo, Scotti e Álvaro Recoba, trouxe de volta ao futebol uruguaio os atacantes Ivan Alonso e o folclórico Loco Abreu, que retornou ao seu clube de coração com status de rei. O defensor Efrain Cortez, além dos meias Arismendi e Juan Albín, foram outros reforços para a temporada.

Em contrapartida, o treinador Gustavo Díaz perdeu jogadores importantes, como os meias Facundo Píriz, Cabrera e Matias Vecino – os dois últimos para o futebol italiano, e terá o grande desafio de remontar o time para a disputa da Libertadores. O destaque da equipe que fez um 2012 bastante irregular é o experiente meia Álvaro Recoba, de 36 anos. Apesar da idade, vem sendo pedido na seleção local por boa parte da imprensa.

Será a 40ª participação do Nacional na Taça Libertadores. O clube, que detém o maior número de partidas disputas na história da competição (331), conquistou o torneio em três oportunidades: 1971, 1980 e 1988. Na última edição, a equipe acabou eliminada ainda na fase de grupos, sendo superada por Vasco e Libertad. A torcida espera que supere esta participação, mas a missão é novamente difícil, pois o Nacional estará no grupo da morte e deverá brigar pela segunda vaga.

Boca Juniors por Mauricio Fernando

O craque Riquelme está de volta e faz o torcedor do Boca sonhar alto. Foto: ESPN Brasil

O craque Riquelme está de volta e faz o torcedor do Boca sonhar alto. Foto: ESPN Brasil

Prender-se ao glorioso passado recente é a receita que o Boca Júniors espera para conquistar novamente a Taça Libertadores da América. Detentor de quatro títulos nos anos 2000 (2000, 2001, 2003 e 2007), o papa títulos conta com o regresso do comandante desta era vitoriosa do clube, o treinador Carlos Bianchi, que estava aposentado e tem a missão de substituir o criticado Julio Cesar Falcioni. O craque Riquelme também está de volta,  após um período de sete meses de inatividade, em que inclusive declarou que não jogaria mais pelo clube.

Falando em reforços, o Boca trouxe o valorizado atacante Martínez, campeão mundial pelo Corinthians e que deve reeditar dupla de ataque com Santiago Silva, outro ex-corintiano. Outro reforço importante é o volante uruguaio Ribair Rodríguez, vindo do Siena, e que já vem atuando na pré-temporada da equipe.

A base da equipe é experiente e conta com jogadores como Orion, Cellay, Clemente Rodriguez, Erviti e Ledesma, aliados à juventude de atletas como Sanchez Miño e Leandro Paredes, que tiveram bastante destaque na segunda metade da última temporada.

É a 24ª participação do clube na maior competição do continente, com seis títulos conquistados em dez finais disputadas, sendo a última delas contra o Corinthians no ano passado. A previsão é que novamente a equipe vá novamente longe no torneio, o qual conhece como poucos.

Toluca por Mauricio Fernando

Sinha é um dos principais destaques do Toluca. Foto: La Yucatán Verdad

Sinha é um dos principais destaques do Toluca. Foto: La Yucatán Verdad

 

Uma das equipes mais tradicionais do futebol mexicano, o Toluca ainda é pouco conhecido do grande público sul-americano. Isso muito se deve também ao fato da edição da Libertadores deste ano ser a segunda que o clube disputa. Em 2007, na primeira participação, a equipe fez uma bela fase de grupos, ficando à frente do Boca Júniors, que viria a ser campeão daquela edição. Porém, os mexicanos sucumbiram nas oitavas de final pelo surpreendente Cúcuta, da Colômbia.

Melhor equipe da fase regular do Apertura da Liga MX, o time do ótimo treinador Enrique Meza acabou sendo superado na final da Liguila (mata-mata) pelo Tijuana, mas mostrou algumas boas virtudes; destaca-se o futebol equilibrado, o bom toque de bola e a paciência. O meio campo é o ponto forte e tem no maestro brasileiro naturalizado mexicano Sinha sua referência. Prova dessa moral é o fato do meia ser o capitão e camisa 10 da equipe.

O Toluca tem em seu elenco velhos conhecidos do torcedor brasileiro, como o meia Lucas Silva, que teve passagem pelo Botafogo, e o volante Wilson Mathias, que passou pelo Internacional recentemente. Como meta palpável, os “Diablos Rojos” devem brigar forte por uma das vagas no grupo da morte, esperando superar a campanha de sua única participação.

Tabela de jogos:

12/02 Montevideo  Nacional x Barcelona

13/02 Buenos Aires   Boca JuniorsToluca

19/02 Toluca Toluca x Nacional

26/02 Guayaquil   Barcelona x Boca Juniors

06/03 Toluca   Toluca x Barcelona

07/03 Buenos Aires   Boca Juniors x Nacional

13/03 Guayaquil   Barcelona x Toluca

14/03 Montevideo   Nacional x Boca Juniors

03/04 Buenos Aires   Boca Juniors x Barcelona

04/04 Montevideo   Nacional x Toluca

17/04 Guayaquil   Barcelona x Nacional

17/04 Toluca   Toluca x Boca Juniors

 

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21 anos, morador de Maringá-PR. Corintiano de coração, aprendi ainda a ser Liverpool, na Europa. Como Doente por Futebol, acompanho diariamente jogos, jogadores e tudo o que acontece acerca deste apaixonante esporte. Minha função por aqui será de analisar e informar tudo o que rola na América do Sul e no México. Responsável ainda pelas colunas "Craque DPF" e "Futebol na Mídia".