Malandragem Futebol Clube

  • por Anderson Silva
  • 8 Anos atrás

Na última quarta-feira, o camisa 10 do Atlético Mineiro protagonizou mais uma daquelas cenas memoráveis que enriquecem os causos do futebol.

Em partida válida pela fase de grupos da Taça Libertadores, Ronaldinho Gaúcho virou manchete quando se aproveitou do descuido da Zaga são-paulina e serviu Jô para marcar o primeiro gol na vitória por 2×1 sobre o tricolor do Morumbi. O craque pediu água para o goleiro Rogério Ceni do SPFC e, depois de matar a sede, se posicionou rapidamente para receber a cobrança de lateral (no lateral não existe impedimento). Livre de marcação, ele fez a assistência para a conclusão certeira do atacante atleticano.



Malandragem ou não, esse episódio não foi o primeiro do tipo no mundo da bola. E quando o assunto é tentar se aproveitar (ou não) de determinado momento ou circunstância no jogo, alguns atletas sofreram com as consequências.

O goleiro chileno Roberto Rojas provou o amargo da esperteza e causou revolta nos boleiros ao tentar ludibriar a arbitragem simulando ter sido atingido por um sinalizador em um jogo das eliminatórias da Copa do Mundo de 1990. Ele até se cortou com uma lamina escondida na luva.



No último pré-olímpico, outro jogador chileno também tentou usar da velha malandragem para ganhar vantagem. Bryan Carrasco abusou da interpretação teatral para simular a própria agressão, mas o árbitro não caiu na armadilha.



Porém, outros episódios acabaram se tornando folclóricos no futebol. No inicio da carreira, Ronaldo Fenômeno, ainda jogando pelo Cruzeiro, se aproveitou dos lamentos de Rodolfo Rodriguez e fez um dos gols mais marotos já vistos.



Falando em craque, quem não se lembra de Maradona e “La Mano de Dios” na Copa de 1986 contra a Inglaterra. Pura malandragem argentina que abriu o placar rumo à semifinal daquele mundial.

 



Pelo campeonato russo, os jogadores do FC Zenit São Petersburgo cobraram a falta rapidamente, pegando a defesa toda desarrumada, e o atacante português Danny não teve dificuldades para marcar o gol. Foi uma inteligente malandragem que deixou os zagueiros adversários sem reação.



Ronaldinho Gaúcho mostrou que segue sendo um showman, com seu acervo infinito de truques e também provou que o futebol, em tempos de politicamente correto, ainda pode ser um divertido espetáculo. E todos esses capítulos do futebol nos mostraram que esse esporte continua místico e cheio de surpresas, no qual a velha malandragem também faz parte do time.

 

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Redator publicitário (e vice-versa), comunicativo por essência, amante dos livros e torcedor do tricolor do Morumbi. Apaixonado por camisas antigas do futebol mundial.