Os Vencedores da Bola de Ouro – Parte III

  • por Igor Leal da Fonseca
  • 8 Anos atrás

Após o domínio do Real Madrid e do único goleiro a vencer na história da premiação , chegamos à terceira parte sobre os vencedores das edições da Bola de Ouro. Entre os anos de 64 e 67, a premiação continuou equilibrada e escolhendo jogadores que ainda não tinham vencido a renomada eleição. Confira:

 

1964

 

1º – Dennis Law – Manchester United

A lenda do Manchester United comemorando um gol.

 

2º – Luís Calheiros Suáres – Internazionale
3º – Amancio – Real Madrid

O atacante escocês havia chegado ao Manchester United na temporada anterior, vindo do Torino. Se, na sua primeira temporada, o time inglês ficou apenas a três pontos da queda para a segunda divisão, na temporada seguinte, brigou pelo título com o Liverpool até as últimas rodadas, terminando 4 pontos atrás, na melhor campanha do time desde 58/59. Law fez 30 gols em 30 jogos pelo Campeonato Inglês e 46 em 41 jogos na temporada. 

Luis Suáres – vencedor no ano de 1960 e segundo em 61 – terminou em segundo após o primeiro título de Liga dos Campeões da Internazionale e o espanhol Amancio – uma das lendas de Madrid – terminou em 3º, após sua equipe chegar ao título espanhol e à final da Liga dos Campeões.

 

1965

 

1º – Eusébio – Benfica

O jogador de Moçambique, um dos maiores da História do Futebol.

 

2º – Facchetti – Internazionale
3º – Luis Suáres – Internazionale

Depois de ser segundo colocado em 1962, Eusébio conquistou a Bola de Ouro em 65. Com 23 anos, o jogador do Benfica voava e encantava a Europa. Fez 28 gols em 20 jogos pelo Campeonato Português, sendo o principal responsável pela conquista do título de sua equipe. Na Liga dos Campeões, foram 9 gols e o vice-campeonato. Mas foi pela Seleção de Portugal que Eusébio obteve seu maior feito no ano. 

O pequeno país europeu nunca tinha disputado uma Copa do Mundo nem tinha conseguido classificação para a uma fase final de Euro. Mas, com um time com uma base formada pelo Benfica e com Eusébio voando, Portugal conseguiu a vaga após bater Romênia, Hungria e Tchecoslováquia, então vice campeã da Copa do Mundo. O ”Pantera Negra” fez 7 dos 9 gols de Portugal no grupo das Eliminatórias. A saber: 

Três contra a Turquia no jogo de ida (vitória de 5×1) e um no jogo da volta (vitória por 1×0);
Um contra a Tchecoslováquia no jogo de ida (vitória por 1×0);
Dois contra a Romênia no jogo de ida (vitória por 2×0).

Eusébio decidiu 4 dos 6 jogos de Portugal nas Eliminatórias e colocou o país na sua primeira Copa do Mundo.

A dupla Facchetti e Suáres completou o pódio, após brilharem nos títulos do Campeonato Italiano e da Liga dos Campeões conquistado pela Internazionale, sendo esse último ganho contra o Benfica de Eusébio.

 

1966

 

1º – Bobby Charlton – Manchester United

Charlton em ação pela Inglaterra.

 

2º – Eusébio – Benfica
3º – Beckenbauer – Bayern de Munique

Em ano de Copa do Mundo, as competições entre clubes ficaram em segundo plano. O Real Madrid venceu a Liga dos Campeões depois de 6 anos sem conquistar a competição, mas não teve nenhum indicado entre os 3 melhores. 

Jogadores como Facchetti e Suáres, finalistas no ano anterior, tiveram suas performances prejudicadas por conta da péssima campanha da Itália e da Espanha na Copa do Mundo da Inglaterra, quando caíram na primeira fase do torneio. Bobby Charlton foi eleito o melhor jogador graças à campanha inglesa, que terminou com a conquista do título, sendo Charlton um dos grandes responsáveis.

Eusébio era o grande favorito à conquista e ao primeiro ”bi” da premiação, mas terminou em segundo, após ser artilheiro da Copa e ser o principal responsável pela melhor campanha de Portugal na história dos Mundiais. Beckenbauer, já uma lenda em terras alemãs, terminou em terceiro, após ser o maior destaque da equipe vice-campeã.

 

1967

 

1º – Flórián Albert – Ferencváros

Flórián, o mais inusitado vencedor da primeira década.

 

2º – Bobby Charlton – Manchester United
3º – Jimmy Johnstone – Celtic

A grande surpresa dessa primeira década de premiação atende pelo nome de Flórián Albert. Jogador do Ferencváros e da Seleção da Hungria, Albert já havia terminado a edição anterior em 5º, graças aos seus muitos gols e títulos nacionais pelo clube. Albert passou toda a carreira no Ferencváros, totalizando 16 anos. Disputou as Copas de 62 e 66 pela Hungria e, no Mundial do Chile, foi eleito a revelação.

Bobby Charlton terminou em segundo, depois de ser um dos principais responsáveis pelo título inglês do Manchester United na temporada 1966/67. Jimmy Johnstone, do Celtic, fechou o pódio, após brilhar nas conquistas de 1966/67, quando o clube escocês se tornou a primeira equipe europeia a conseguir vencer copa nacional, liga nacional e Liga dos Campeões na mesma temporada.

Semana que vem, os anos de 68, 69, 70 e 71.

Até lá!

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33 anos, morador do Rio de Janeiro. Rubro Negro de coração, apaixonado pelo Maracanã, tem no Barcelona o exemplo de clube para o que entende como futebol perfeito, dentro e fora do campo. Estudioso da memória do futebol, tem nessa sua área de maior atuação no site, para preservar a memória do esporte. Dedica especial atenção aos times mais alternativos, equipes que tiveram grandes feitos, mas que não são tão lembradas quanto as maiores do mundo. Curte também futebol do centro e do leste da Europa, com uma coluna semanal dedicada ao assunto. Um Doente muito antes de fazer parte desse manicômio, sua primeira memória acadêmica é uma redação sobre o Zico, na qual tirou 10 e a mesma foi para o mural da escola. Nunca trabalhou com futebol dessa forma, mas adora o que faz junto com o restante do pessoal e se pergunta o porquê de não ter começado com isso antes. Espera recuperar o ''tempo perdido''. Acha Lionel Messi o melhor que viu jogar e tem em Zico, Petkovic e Ronaldo Angelim como heróis.