A sacanagem com torcedor mineiro

  • por Leonardo Martins
  • 8 Anos atrás

O famoso Feijão Tropeiro do Mineirão ganha nova versão (EM/D.A. Press)


Confusões ocorridas nos jogos que reabriram o Mineirão colocam a reputação do estádio em xeque.

Não é de hoje que ir ao estádio, torcer e acompanhar seu time é um sacrifício enfrentado por torcedores. Problemas como filas na hora de comprar o ingresso e confusões de torcidas organizadas são constantes. Não é novidade em nenhum lugar do Brasil. Com a chegada do novo Mineirão, a situação parecia que melhoraria, mas não foi isso que aconteceu. Aliás, piorou. O torcedor mineiro, especialmente o cruzeirense, sofre em um estádio de Copa do Mundo.

Os problemas começaram logo no jogo de reabertura do estádio, no clássico maior de Minas. Houve demora na venda do ingresso, o que gerou filas intermináveis nas duas torcidas. No dia do jogo, o que se viu foi um amadorismo extremo da Minas Arena, consórcio que administra o estádio pelos próximos 25 anos. Não tinha água nos bebedouros e comida nas lanchonetes. Tudo isso valeu uma multa de R$ 1 milhão, imposta pelo Governo de Minas.

Três dias após o clássico, mais um jogo no estádio: a partida entre Cruzeiro e América de Teófilo Otoni. E novo problema de estrutura, com falta de lanchonetes adequadas, além de uma mudança drástica no feijão tropeiro, prato famoso no velho Mineirão e que ganhou uma versão piorada. O fato gerou revolta aos torcedores que estavam acostumados com o antigo prato.

Com a parada de jogos de quase um mês, a expectativa era de que os problemas fossem solucionados. As falhas estruturais melhoraram, de fato. Porém, no jogo do último sábado entre Cruzeiro e Tombense, surgiram outros problemas que mostraram a falta de organização e preparo em organizar espetáculos esportivos. Os torcedores que foram em bom número ao estádio encontraram poucas bilheterias abertas e filas enormes para adentrar ao Mineirão. Muitos deles não conseguiram entrar e desistiram. Um grupo de canadenses, querendo assistir um jogo no país do futebol, chegou ao Mineirão por volta de 13h, 3 horas antes de começar a partida. Diante de tal fila, não conseguiu entrar e voltou decepcionado.

Casos como esses mostram que de nada adianta ter um estádio bonito e moderno se não tiver o minimo de organização necessária em um jogo de futebol. Mesmo diante destas confusões no Mineirão, o preço do ingresso é muito alto (varia entre 60 e 150 reais). Um custo incompatível com o serviço oferecido. E, além disso, corremos o risco de ter o nosso filme queimado lá fora, pois o estádio é de Copa do Mundo.

Comentários

Pós Graduado em Jornalismo Esportivo Pela UNA em Belo Horizonte . 25 anos. Doente por Futebol.