Brasil nos 4 Cantos: Roger Guerreiro

  • por Paulo Santana Neto
  • 8 Anos atrás

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Após uma passada pelo desconhecido país do Chipre na última semana, a coluna “Brasil nos 4 Cantos” continua em solo europeu, só que desta vez desembarcará na Polônia e na Grécia.

O personagem de hoje é Roger Guerreiro, jogador nascido no Brasil, mas que, pela chance de atuar por uma seleção nacional, acabou se naturalizando Polonês. Roger chegou, inclusive, a marcar um gol na Euro de 2008. Mas isso é papo pra depois.

Roger Guerreiro, nascido em 21 de maio de 1982 na cidade de São Paulo, iniciou sua carreira no futebol atuando nas categorias de base do São Caetano em meados do ano 2000, época em que o time do ABC era sensação nacional. Sem muito espaço entre os profissionais do Azulão, o lateral, ainda com 20 anos, partiu para o Corinthians.

A passagem do jogador pelo clube paulista ficou marcada negativamente por causa de uma expulsão. O fato repercutiu bastante por ocorrer num jogo de mata-mata da Libertadores, no ano de 2003, contra o River Plate. Na ocasião, Roger substituía o titular da posição, Kleber.

No ano seguinte, sem muito clima para permanecer no Parque São Jorge, Roger acertou sua ida para outro time de massa, o Flamengo. No rubro-negro carioca, o lateral obteve destaque principalmente por sua estrela em marcar gols contra o rival Fluminense. E foi com a ajuda do lateral goleador que sua equipe se consagrou campeã carioca de 2004.

Ainda naquele ano, Roger rumou ao exterior para atuar pelo Celta de Vigo. Depois de uma temporada sem destaque pela Espanha, retornou ao Brasil para jogar pelo Juventude em uma passagem quase despercebida. Em 2006, seu destino foi um dos mais tradicionais times do futebol polonês, o Legia Warszawa.

Roger, logo na sua primeira temporada no país, se consagrou campeão polonês, tendo boas atuações no campeonato. Na temporada seguinte, o brasileiro manteve sua posição de destaque e ajudou sua equipe a alcançar o terceiro lugar na liga nacional.

Devido a sua regularidade, o jogador chamou a atenção do então técnico da seleção da Polônia, Leo Beenhakker, e decidiu se naturalizar. Em uma cerimônia com o Presidente do país, obteve a cidadania polonesa e foi confirmado como um dos 23 convocados para a Euro de 2008. Roger, que na Europa começou a atuar no meio-campo, anotou o único gol da Polônia naquela competição.

Na sequencia de sua carreira, em 2009, foi anunciado como reforço do AEK da Grécia. Depois de três temporadas de indas e vindas ao banco de reservas e pouco brilho, começou, atualmente, a ganhar mais notoriedade na equipe. Devido à grave crise financeira no país, Roger chegou a anunciar que estava há mais de um ano sem receber salários e que pagava bicho por vitória para os colegas de clube com dinheiro do próprio bolso.

Graças a esta postura motivadora e por ser um dos mais experientes do elenco, Roger foi alçado à posição de capitão do time grego que, por sua vez, não vive grande fase – escapou por pouco do descenso na temporada passada e vive situação delicada na atual.

Após mais de doze anos de carreira, Roger pode dizer que viveu quase de tudo no futebol. Atuou em dois times grandes do Brasil, foi campeão aqui e na Europa, jogou a principal competição europeia de seleções e agora vive momentos delicados com o seu clube na Grécia. O brasileiro é mais um dos jogadores tupiniquins a fazer história nos mais variados cantos do globo. E, cada vez mais, temos a certeza de que, onde quer que haja futebol, haverá um brasileiro jogando.

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