Clássico Rei do RN

  • por Raniery Medeiros
  • 8 Anos atrás
Foto: Reprodução - Clássico que movimenta o Rio Grande do Norte

Foto: Reprodução – Clássico que movimenta o Rio Grande do Norte

O maior clássico do futebol potiguar terá mais uma história para ser contada. América e ABC entrarão em campo no próximo domingo, em jogo válido pela 5º rodada da Copa Rio Grande do Norte.

Chamado de Clássico Rei, os dois times de Natal sempre proporcionaram confrontos marcantes nestes 95 anos de rivalidade. O primeiro duelo (oficial) ocorreu no longínquo ano de 1918. Naquela oportunidade, o América saiu de campo com a vitória ao anotar 3×0, com gols de Arnaldo, Pinheiro (contra) e Nilo Murtinho. Começava ali, de forma famigerada, o maior embate do estado.

HISTÓRIA

AMÉRICA

Fundado em 14 de julho de 1915, por um grupo de 34 jovens, o nome surgiu em uma homenagem ao continente americano. Inicialmente, as cores do clube foram o azul e o branco, e não o vermelho e o branco, como muitos imaginam. Tal modificação foi feita em 1918.

Como muitas agremiações no Brasil possuem camisas alternativas e/ou decidem fazer homenagens ao passado dos times, o clube resolveu lançar a camisa com as cores de outrora. A moda pegou e muitos torcedores passaram a andar pelas ruas vestidos de azul e branco.

Foto: Reprodução - Camisa comemorativa

Foto: Reprodução – Camisa comemorativa

Detentor de 34 títulos do Campeonato Potiguar, a torcida se orgulha, e muito, de duas conquistas regionais. Em 1973, o “Mecão” venceu a Taça Norte-Nordeste. Já em 1998, com maior visibilidade, o “Alvirrubro Potiguar” foi campeão da Copa do Nordeste ao vencer o Vitória da Bahia, no Machadão, por 3×1. Pela conquista desse título, disputou a Copa Conmebol no mesmo ano.

Vários são os ídolos que passaram pelo “Dragão”. No entanto, poucos conseguem ser tão exaltados como Souza. O camisa 10 tem sempre o seu nome entoado pela fanática torcida americana. A canhotinha de ouro já rendeu e deu várias alegrias para o América. Showza, como é carinhosamente chamado pelos torcedores, atuou em grandes clubes como Flamengo, Corinthians e São Paulo. Dono de técnica refinada, o auge da carreira veio com as convocações para a Seleção Brasileira. Em torneios oficiais, Souza esteve no grupo que disputou a Copa América de 1995 e a Copa Ouro de 1996.

Foto: Reprodução - Souza, ídolo do "Mecão"

Foto: Reprodução – Idolo do “Mecão”

ABC

Foi fundado em 29 de Junho de 1915, por jovens trabalhadores. Muitos se perguntam o motivo da escolha do nome. Ao contrário do que pensam, o conjunto das letras não foi remetido ao alfabeto. O ABC Futebol Clube prestou homenagem aos países do pacto de amizade fraternal. São eles: Argentina, Brasil e Chile.

De forma sublime, “O Mais Querido” é detentor de 52 títulos estaduais. Esta é a melhor marca existente em solo nacional. Não satisfeitos com tamanha magnitude, o “Alvinegro Potiguar” possui, ao lado do América Mineiro, o recorde de conquistas consecutivas. Entre 1932 e 1941, o clube alcançou o decacampeonato estadual. Motivo de orgulho para os seus torcedores, já em 2010 alcançou a alcunha de Campeão Nacional. Ao superar, em duas partidas, o Ituiutaba, a equipe comandada por Leandro Campos sagrou-se campeã da Série C.

Foto: Reprodução - Time campeão da Série C 2010

Foto: Reprodução – Time campeão da Série C 2010

Ainda dentro do périplo que concerne o contexto histórico, é o único do RN e um dos poucos no Nordeste que possuem estádio próprio. O Estádio Maria Lamas Farache (Frasqueirão), com capacidade para 18.000 pessoas, foi inaugurado em 22 de Janeiro de 2006, na partida entre ABC e Alecrim.

Assim como o rival, o ABC possui grandes ídolos. No passado, destaca-se Alberi. Único atleta a receber uma Bola de Prata da revista Placar atuando por um time do RN. Mais recentemente, um goleador, dos gols decisivos, caiu nas graças da torcida. Sérgio Alves nunca passou em branco durante o clássico rei. Sempre com seus gols importantes, faturou três vezes o campeonato potiguar.

Foto: Reprodução - Alberi e a sua bola de prata da revista placar

Foto: Reprodução – Alberi e a sua bola de prata da revista placar

FORMA RECENTE

Após ser eliminado de forma precoce da Copa do Nordeste, o América passou por um processo de reestruturação. Seu comandante, Roberto Fernandes, deixou o clube. Diante das péssimas atuações do time em um espaço curto de tempo, o técnico retornou ao comando do “Mecão” semanas atrás. Aliás, o treinador é um amuleto para o time. Desde a sua chegada, em 2012, foram seis jogos com: 5 vitórias americanas e 1 empate.

Já o ABC passou de fase, mas caiu, em casa, diante do Asa. A eliminação nas quartas de final não estava nos planos da diretoria. Diante de algumas pendências salariais, o técnico Givanildo Oliveira foi embora. Para o seu lugar a diretoria apresentou, na última quinta-feira, o técnico Paulo Porto.

HISTÓRICO DOS CONFRONTOS

428 jogos
146 vitórias do ABC
142 vitórias do América
140 empates
522 gols anotados pelo ABC
563 gols anotados pelo América
Maior Goleada: ABC 8×1 América (Campeonato Estadual de 1945)
Maior público: América 2×1 ABC (Campeonato Estadual de 1976) – 50.486 espectadores (Estádio Machadão)
Maior invencibilidade: América – Entre 1980 e 1983 (24 jogos)

PROVÁVEIS ESCALAÇÕES:

AMÉRICA: Dida; Norberto, Edson Rocha, Índio e Bruno; Ricardo Baiano, Daniel, Fabinho e Cascata; Alemão e Tiago Adan. Técnico: Roberto Fernandes

ABC: Lopes; Thiaguinho, Flávio Boaventura, Vinícius e Alexandre (Jeff Silva); Edson, Hamilton, Bileu e Júnior Xuxa; Jheimy e Rodrigo Silva. Técnico: Paulo Porto.

ÁRBITRO: Leandro Pedro Vuaden (RS)
ESTÁDIO: Nazarenão
HORÁRIO: 16hrs (horário de Brasília)

ÚLTIMO CONFRONTO:

Comentários