Clássico transforma Série B do Rio, em Série A do Brasileiro

  • por Matheus Mandy
  • 8 Anos atrás

Clássico Campista: o dia em que a Série B do Carioca, vira Série A do Brasileiro

Foram 10 anos de longa espera, de rebaixamentos de ambos os lados e poucos títulos. Uma rivalidade quase centenária, que não morreu com este hiato sem confrontos. O maior clássico do Rio, depois dos considerados grandes e um dos maiores do interior do Brasil, segundo a Revista Época. Vos apresento Goytacaz x Americano.

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A partida será válida pela abertura da Série B do Carioca 2013 e acontecerá neste sábado (2), às 17h, no Estádio Ary de Oliveira e Souza, campo do Goytacaz. Na segunda (25), os 5 mil ingressos começaram a ser vendidos e pasmem, na tarde da quarta (27), os bilhetes estavam esgotados.

 

Jogadores do Americano comemoram com torcida em 2010

Um efetivo de policiais de outros municípios fora solicitado. A promessa é de casa cheia e torceremos para não ter confusão.

Último duelo, o jogo que não acabou

A última vez que houve o clássico, a partida não acabou. Foi durante a Série C do Brasileirão de 2003. O Goytacaz venceu o jogo de ida em casa e precisaria apenas de um empate no Godofredo Cruz para avançar. À época, o Americano era o queridinho do presidente da Ferj, Eduardo Caixa D’Água Viana.

E aconteceu o que todos previam. Com lances estranhos e expulsões bizarras, o Glorioso do Tamandaré abriu vantagem em cima do Alvianil da Rua do Gás, deixando os jogadores do Goyta revoltados. Aí, veio a ordem da diretoria do Goyta: “comecem a cair”. Foi o que aconteceu. Com cai-cai e muita briga, o jogo foi encerrado antes do tempo e a vitória, após brigas judiciais, ficou com o Americano.

Uma coincidência é que, na ocasião, o técnico do Goytacaz era Luís Antônio Zaluar, que voltou ao clube no final de 2012.

Documentário em 2010
No ano citado, um grupo de estudantes de jornalismo fez uma homenagem ao clássico e elaborou um documentário contando as histórias deste confronto, entrevistando torcedores, ex-jogadores e jornalistas gabaritados.

Comentários

Nascido em Santo Antônio de Pádua, Mandy começou com jornalismo em 2004 e em 2010 se formou na área. Trabalhou na Inter TV da Globo em Campos, TV Record e foi editor de esportes da Folha da Manhã, maior jornal do interior do rio. Também trabalhou na assessoria de imprensa do Instituto Federal Fluminense e de clubes do Rio de Janeiro.