Copa do Nordeste: o raio-X da grande final

Desde janeiro, o torcedor nordestino vem acompanhando empolgado o desenrolar do Campeonato do Nordeste, que há quase uma década não era organizado de maneira consistente. O interesse vem não só do nível técnico dos jogos, que tem sido bem interessante – apesar de alguns poucos confrontos ainda na primeira fase -, mas também da grande imprevisibilidade que vem permeando a competição. Foram dois meses de disputas em que a lógica deu as caras em poucas oportunidades, deixando as torcidas envolvidas em estado de perplexidade com o desfecho inesperado: todas as capitais ficaram de fora da grande decisão. Depois de eliminar alguns gigantes da região, ASA e Campinense farão a final do torneio, e prometem duelos de sol escaldante, muito estudo tático e torcidas cantando com fervor, já orgulhosas de suas cores independentemente do resultado final.

A Doentes por Futebol preparou um raio-X analisando todos os pontos-chave da grande final, que certamente será disputada com a entrega de equipes que lutarão pelo maior título de suas histórias.

A envolvente Raposa (por Pedro Galindo)

Campinense chega à final respaldado por boas atuações e contará com a força de sua torcida no jogo decisivo. | Foto: Reprodução/Jornal da Paraíba.

Campinense chega à final respaldado por boas atuações e contará com o Amigão lotado no jogo decisivo. | Foto: Reprodução/Jornal da Paraíba.

O Campinense, que terá a vantagem de receber a segunda e decisiva partida por ter a melhor campanha entre os dois lados, já não não pode mais ser considerado exatamente uma surpresa. Apresentando um futebol consistente e insinuante, a Raposa chega à final depois de dar inúmeras provas de que é um time perigosíssimo, bem postado e extremamente bem condicionado fisicamente. Essa grande capacidade física permite aos jogadores do rubro-negro paraibano uma intensa movimentação, que costuma dar uma grande canseira nos marcadores e abrir espaços.

Além da boa postura tática, o time revelou à região alguns jogadores que vêm sendo destaques do campeonato. Os principais trunfos do time campinense têm sido o apoio veloz e qualificado dos seus laterais, que aparecem constantemente no ataque. O ala esquerdo Panda desempenha um papel muito peculiar: quando passa do meio-campo, ele ganha liberdade e costuma surgir em várias zonas do campo ofensivo, inclusive do lado direito, lembrando (bem de longe) o histórico lateral argentino Sorín. O volante Glaybson cobre o buraco pela esquerda e o time, originalmente armado num 4-3-1-2, passa a funcionar num curioso 3-5-2, com o recuo de um dos três volantes para fazer a proteção da zaga. Desta forma, a Raposa consegue pressionar o adversário sem deixar o sistema defensivo desguarnecido. A criação do time tem sido bem realizada sob a batuta de Bismarck, jovem meia revelado no Fortaleza, que vive o melhor momento de sua carreira. No ataque, Zé Paulo joga mais recuado, auxiliando Bismarck e tentando descolar oportunidades para Jefferson Maranhense, o último homem do rubro-negro paraibano.

No 4-3-2-1 de Oliveira Canindé, o lateral Panda se junta aos homens de frente e Glaybson faz a cobertura, dando origem a um 3-5-2 que confunde os adversários.

No 4-3-2-1 de Oliveira Canindé, o lateral Panda se junta aos homens de frente e Glaybson faz a cobertura, dando origem a um 3-5-2 que confunde os adversários.

A campanha

Após estrear com um empate fora de casa em 2×2, contra o Feirense, o Campinense tratou logo de mostrar a que veio com uma acachapante vitória sobre o Santa Cruz, que até então era o favorito à liderança da chave. O 3×0 no Amigão mostrou uma enorme superioridade do time paraibano sobre o lado coral em todos os aspectos. No jogo seguinte, mais uma vitória em casa, desta vez contra o CRB, por 1×0, deixando a Raposa na liderança do grupo. Logo na sequência, mais uma vitória contra o Galo da Pajuçara, desta vez em pleno Rei Pelé, que praticamente assegurou a classificação da equipe comandada por Oliveira Canindé. A disparidade técnica entre os times do grupo ocasionou uma situação em que Campinense e Santa Cruz duelaram entre si pela liderança, e ela terminou ficando com o time recifense após a vitória tricolor no Arruda por 2×0. Na última rodada, a Raposa bateu o Feirense por 1×0 e terminou a primeira fase na segunda posição do grupo. O adversário nas quartas de final seria o franco favorito Sport, dono da melhor campanha da fase de grupos e ainda invicto.

Meia Bismarck foi crucial no empate que calou a Ilha do Retiro e selou a classificação paraibana.

Meia Bismarck foi crucial no empate que calou a Ilha do Retiro e selou a classificação paraibana.

No primeiro jogo, no Amigão, o placar ficou no 0x0, apesar das muitas chances criadas pelos dois times, principalmente o dono da casa. Apesar de não ter vencido, a Raposa não tomou gols, e tinha embaixo do braço a vantagem de empatar por um placar com gols. Numa Ilha do Retiro lotada, o Campinense teve calma para impor seu ritmo de jogo e foi muito mais perigoso que o pressionado Sport, que saiu na frente mas logo depois sofreu o justo empate. No segundo tempo, o Leão saiu ainda mais para o jogo, e numa falha gritante de posicionamento de seus volantes, sofreu a virada. A partir daí, o rubro-negro pernambucano foi só desespero, enquanto o Campinense segurou a vantagem com boa tranquilidade. O Leão ainda chegou ao empate, mas o gol de Felipe Azevedo de nada adiantou. A tarde era mesmo de surpresa.

No primeiro minuto do jogo, Zé Paulo marcou de pênalti o gol que daria a classificação à Raposa. | Foto: Magnus Menezes/Jornal da Paraíba.

No primeiro minuto do jogo, Zé Paulo marcou de pênalti o gol que daria a classificação à Raposa. | Foto: Magnus Menezes/Jornal da Paraíba.

Nas semi-finais, o adversário seria o Fortaleza, que também havia ganhado moral por ter eliminado o Santa Cruz, dentro do Arruda, nos últimos instantes do jogo. O jogo de ida foi no Castelão, e o Hexacampeão paraibano não conseguiu segurar o ímpeto do Leão do Pici, mas conseguiu marcar, no finalzinho do jogo, um precioso golzinho, que deixaria tudo aberto para o jogo decisivo em Campina Grande. Em seus domínios, a Raposa abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo: o volante Glaybson sofreu falta fora da área, mas o juiz viu pênalti. Zé Paulo converteu e deu a vantagem de volta aos donos da casa. Os 89 minutos subsequentes foram nervosos, mas o Campinense soube segurar o jogo e assegurou, com autoridade, a vaga na final.

O que esperar

Como em todas as outras partidas da temporada, a Raposa apresentará mais uma vez o ótimo condicionamento físico que vem sendo marca registrada da equipe, e que lhe permite sua intensa e característica movimentação. O time do técnico Oliveira Canindé, o mais tradicional entre os dois finalistas, vai a Arapiraca carregando um certo favoritismo, mas isso não deve ser suficiente para alterar sua maneira de jogar. O Campinense é um time que, por seu próprio estilo de jogo, costuma impor ao adversário um ritmo muito forte, mas terá que ficar muito atento aos perigosos contra-ataques do ASA. O gol marcado fora de casa pode não ser suficiente, já que o lado arapiraquense é uma equipe que sabe muito bem atuar nos contra-ataques e deve incomodar bastante na partida de volta. Portanto, só restará à Raposa partir para cima do seu adversário, mesmo atuando fora, na tentativa de construir um placar vantajoso para o jogo de volta.

Lateral Panda é onipresente no campo ofensivo e deverá ser um fator determinante nos confrontos.

Lateral Panda é onipresente no campo ofensivo e deverá ser um fator determinante nos confrontos.

Um fator tem tudo para ser determinante nos dois jogos: o confronto no flanco esquerdo do Campinense. Enquanto o ASA tem no seu lado direito um lateral de características bastante ofensivas, a Raposa tem como um de seus maiores trunfos justamente a alternância protagonizada por Glaybson e Panda, os dois homens do lado esquerdo. Leandro Campos, técnico do Fantasma alagoano, terá que ter bastante atenção com essa movimentação, pois é aí que pode estar um dos pontos de desequilíbrio do duelo. Por outro lado, o treinador da Raposa deve preparar a guarnição para as subidas pelo lado esquerdo, de modo a neutralizar as perigosas jogadas articuladas por Osmar e Didira para a conclusão sempre certeira do artilheiro Léo Gamalho.

O confiante Fantasma (por Raniery Medeiros)

Leandro Campos, técnico do ASA: tachado de retranqueiro, treinador vem conquistando grandes resultados e dominando os adversários no plano tático.

Leandro Campos, técnico do ASA: tachado de retranqueiro, treinador vem conquistando grandes resultados e dominando os adversários no plano tático.

Nem o mais confiante torcedor do ASA acreditaria que, durante a Copa do Nordeste, seu time pudesse alcançar o feito de chegar à final. Equipes como Bahia, Vitória, Sport e Ceará eram tidas como as favoritas. No entanto, surpresas acontecem. 

Zebra ou competência, o time das Alagoas mostrou, dentro do torneio, que o roteiro pode ser adaptado ou remodelado de acordo com as circunstâncias impostas pelo cenário futebolístico. 

Não é demérito algum se defender em uma partida de futebol. Desde que se tenha um plano para os contra golpes, é até louvável defender bem e atacar com qualidade. Essa vem sendo a principal característica do Fantasma e, como tal, foi sendo ajustada no decorrer da competição.

O comandante

Desconhecido por muitos, Leandro Campos fez a sua história, até o momento, no futebol do Rio Grande do Norte. Gaúcho, natural de Porto Alegre, começou a carreira de treinador comandando a Inter de Limeira (2003).

Sem grandes conquistas, passou por União Barbarense, Caldense, Ituano, Paysandu, Santo André, Comercial, Toledo, Joinville e Marília. Sempre fez boas campanhas, mas nada que pudesse chamar a atenção dos chamados grandes clubes. 

Seus times são lembrados pela forte marcação e apoio dos laterais. O técnico não esconde que gosta de ter, nos alas, o ponto forte para chegar com força ao ataque. Tendo isso em mente, o 4-4-2 (4-2-2-2) é o esquema mais adotado por ele.

Sua carreira tomaria rumos maiores em 2010. Contratado pelo ABC, chegou no início do segundo turno do campeonato estadual. De forma invicta, venceu o turno em questão e, semanas depois, levantou a taça de campeão estadual ao superar o Coríntians de Caicó na final.

Ainda em 2010, o ABC estava pronto para jogar a Série C. Foi o líder do seu grupo na primeira fase. Somou 12 pontos em 8 jogos e deixou para trás Salgueiro, CRB, Campinense e Alecrim. 

Com o moral elevado e o discernimento de que nada havia sido conquistado, “O Mais Querido” foi superando as fases agudas de forma insofismável. Nas quartas de final o Águia de Marabá não deu trabalho. Já nas semifinais, a equipe Potiguar eliminou o Salgueiro sem grandes sustos. A grande final seria jogada contra o Ituiutaba-MG.

Após vencer a partida de ida por 1×0 fora de casa, o alvinegro de Natal assegurou o 0x0 no Frasqueirão. Título da série C confirmado e faixa no peito do treinador que entrou, de forma definitiva, para a história do clube.

Em 2011, voltou a ser campeão Potiguar ao vencer o Santa Cruz. Entre idas e vindas, fez uma boa série B. Saiu do ABC e foi dirigir o Joinville em 2012. O time catarinense brigou por uma das quatro vagas por um bom tempo, mas não resistiu ao ímpeto dos adversários mais fortes. 

O grande desafio para 2013 seria o de comandar o ASA e retomar o título alagoano perdido em 2012. E, na medida do possível, realizar boa campanha na Copa do Nordeste. No entanto, algo a mais foi conquistado e o título, antes impossível, agora agora é uma possibilidade real e provável.

A campanha

Ainda sem o entrosamento aprimorado, as adversidades surgiram. Após o primeiro turno o time alagoano não havia conquistado nenhum ponto. A crise estava instaurada e a desclassificação era questão de tempo.

O Fantasma começou a pensar alto após vencer, em casa, o todo poderoso Vitória por 2×0. Leandro Campos, bom técnico que é, armou o seu time bem fechadinho – mas não de forma covarde. Soube explorar os contra-ataques e alcançou os seus três primeiros pontos. Léo Gamalho foi o destaque ao fazer os gols da partida.

No jogo contra o Vitória, começou a brilhar a estrela de Léo Gamalho, que hoje é o artilheiro do Fantasma com cinco gols.

No jogo contra o Vitória, começou a brilhar a estrela de Léo Gamalho, que hoje é o artilheiro do Fantasma com cinco gols.

Com a defesa blindada, o diferencial apareceu na entrada dos dois laterais que antes frequentaram o banco de reservas. Osmar e Chiquinho deram maior dinamicidade às jogadas pela linha de fundo.

Contra o América-RN, o time precisava da vitória para se manter vivo e quebrar o tabu de nunca ter vencido o clube potiguar. A tarefa seria ainda mais difícil por jogar fora de casa. Mais uma vez, a estratégia foi decisiva. Os Laterais foram liberados e, de forma ávida, o bom meio campo do América ficou preso e enlatado diante da marcação alagoana. O lateral Osmar fez o gol da vitória, e a equipe, agora com seis pontos, foi para a última rodada com chances reais de classificação.

Na rodada final, o clube travou um embate direto contra o Salgueiro-PE. Os dois ainda tinham chances de classificação, mas dependiam do resultado entre Vitória x América-RN. Com muita emoção, a vaga só foi decidida nos minutos finais. Até os 38 minutos da etapa final, o bucólico 1×1 persistiu, deixando chances para ambos os lados. 

Com o 1×1 no Barradão, era o América quem estava se classificando. Mas a equipe de Arapiraca não desistiu e partiu para cima do Salgueiro. Tamanha persistência foi recompensada com o gol do atacante Thalysson. O estádio não se conteve e explodiu em alegria. Das masmorras para o nascedouro na competição. Classificação em segundo lugar do grupo após três vitórias nos últimos três jogos. 

QUARTAS DE FINAL

Ao enfrentar o ABC, o ASA teve em seu técnico a principal arma para conhecer as artimanhas do adversário que estava por vir.

Após o empate em 0x0 na partida de ida, realizada em casa, o lado arapiraquense não sentiu o peso de decidir fora dos seus domínios. Com boa atuação de Osmar e Léo Gamalho, a classificação veio com uma vitória por 2×1, de virada. A voracidade em defender de forma eficiente fez com que a equipe saísse de Natal com a vaga garantida para as semifinais do torneio.

SEMIFINAL

Assim como na fase anterior, o favoritismo estava do outro lado. O embate diante do Ceará foi realizado de forma suntuosa.

A partida de ida, em Arapiraca, foi surreal. Jogo aberto, com as duas agremiações procurando o gol desde o início. Sabendo que precisava do resultado na ida para ter tranquilidade na volta, Leandro campos liberou, ainda mais, o lateral Osmar. Em contrapartida, Ricardinho, técnico do Ceará, colocou o seu time para atuar nas costas dos laterais adversários. O placar em 3×3 já dá comprova que não houve medo de atacar.

Tendo ampla vantagem a seu favor, o Ceará entrou como autêntico favorito para o jogo da volta. Ao contrário da primeira partida, as duas equipes pareciam nervosas e ansiosas na hora das finalizações. O mandante teve maior volume de jogo, sufocou e criou as principais oportunidades. 

Como se tivesse levado um nocaute, o dono da casa viu o gol aparecer para os visitantes aos 37 minutos da etapa final. Osmar bateu escanteio e Léo Gamalho, destaque do time na competição, testou para o fundo das redes. A Arena Castelão, com mais de 52 mil espectadores, ficou em silêncio.

Léo Gamalho, sempre ele, fez o gol que frustrou a Arena Castelão e levou o ASA à final. | Foto: Leonardo Freire/Globoesporte.com

Léo Gamalho, sempre ele, fez o gol que frustrou a Arena Castelão e levou o ASA à final. | Foto: Leonardo Freire/Globoesporte.com

Precisando do empate para garantir a classificação, o time Cearense foi com tudo para o ataque, mas esbarrou na boa e postada defesa adversária. Cautela, letalidade e vaga inédita para a final. 

O que esperar

O técnico Leandro Campos montou seu time baseado na segurança de Thiago Garça e na presença ofensiva da dupla Osmar-Didira, que criam as chances para o matador Léo Gamalho.

O técnico Leandro Campos montou seu time baseado na segurança de Thiago Garça e na presença ofensiva da dupla Osmar-Didira, que criam as chances para o matador Léo Gamalho.

A postura será a mesma. Jogadas perigosas pelo lado direito com Osmar e Léo Gamalho e marcação firme para defender o próprio patrimônio. O cérebro e armador do time, Didira, é o homem do passe 100%. O Campinense-PB, adversário na final, terá de ficar de olho nele.

Dirira vem sendo, há algumas temporadas, o principal articulador da equipe arapiraquense.

Dirira vem sendo, há algumas temporadas, o principal articulador da equipe arapiraquense.

Como nas fases anteriores, a segunda e decisiva partida será realizada fora de casa. Nada que assuste o time. O ASA sabe se comportar muito bem quando é atacado, e tem no zagueiro Thiago Garça o ponto de segurança para os companheiros. 

Lembrado por…

Quem acompanha futebol com frequência e tem boa memória, vai lembrar o feito histórico realizado pelo ASA em 2002. Ainda na primeira fase da Copa do Brasil, o time das Alagoas eliminou o poderoso palmeiras de Luxemburgo. Até hoje, os palestrinos sofrem piadinhas por conta deste acontecimento. Relembre:



Principais destaques

OSMAR

Bom lateral, ganhou a vaga de titular no decorrer do torneio. Rápido e sempre aparecendo para as jogadas de linha de fundo, Osmar também sabe se posicionar como elemento surpresa dentro da área. Foi assim ao anotar um dos gols da equipe na vitória sobre o ABC.

LÉO GAMALHO

Artilheiro do time na competição, com cinco gols, é um finalizador. Não se limita apenas a ficar dentro da área. Quando necessário, sai da sua zona de campo e surge pelos lados para tirar o seu marcador de dentro da defesa. Com isso, abre espaço para que algum homem de meio campo faça a infiltração e entre em gol. 

LEANDRO CAMPOS

Muitas vezes chamado de retranqueiro, o técnico mostrou-se conhecedor das táticas e alternativas ofensivas que levaram a sua equipe à final. Pulso firme e comandante, possui a confiança do elenco e sabe postar o time quando joga fora de casa.



HISTÓRICO DOS CONFRONTOS

28/09/2008 – ASA 0x1 Campinense (Série C)
11/09/2008 – Campinense 1×5 ASA (Série C)
07/09/2000 – Campinense 0x1 ASA (Copa João Havelange)
23/08/2000 – ASA 3×0 Campinense (Copa João Havelange)

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Jornalista recifense, sócio-diretor do Doentes por Futebol, editor da Revista Febre. Curioso observador de tudo o que cerca o futebol brasileiro e internacional.