De olho na Super-Ponte do professor Guto

  • por Bráulio Silva
  • 8 Anos atrás

Quem acompanha o site da DPF já nos viu elogiando o time da Macaca, cujo principal expoente é o zagueirão Cleber (http://www.doentesporfutebol.com.br/2013/02/05/cleber-ponte-preta/). Se no ano passado o jogador estava no Catanduvense (que acabou rebaixado), hoje ele é um dos principais nomes da Ponte Preta, time que até aqui é a sensação do Paulistão.

Engana-se quem pensa que a Ponte vive apenas de Cleber – o time base é bem sólido. Conta com valores como o bom goleiro Edson Bastos, com passagens por Figueirense e Coritiba. O ala Cicinho que, desde o ano passado, recebe sondagens de clubes grandes, mas permanece na Macaca. Tem também o volante Baraka que faz o trabalho sujo. E, na frente, o atacante William,formado no Santos, faz os seus golzinhos e já é o artilheiro do campeonato com oito gols.

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O que poucos notam é o trabalho realizado por Guto Ferreira. O técnico, que chegou para substituir Gilson Kleina, já entrou para a história com a maior sequência invicta da história pontepretana. A última derrota foi ainda no Brasileirão do ano passado, quando o time sucumbiu perante o Bahia. No estadual, a Ponte é a única equipe ainda invicta, ocupando, até aqui, a segunda posição.

Guto Ferreira é um acadêmico. Formado em Educação Física pela UNIMEP, começou no futebol trabalhando no XV de Piracicaba, sua cidade natal. Com bons resultados, recebeu convites e trabalhou na base de grandes clubes como São Paulo e Internacional. No São Paulo, treinou na base talentos como França, Dodô e Edmilson. No Inter, revelou Leandro Piu-Piu, que surgiu como um ótimo fazedor de gols, e também o zagueiro Lúcio. Com o Colorado, conquistou a Copa São Paulo de 98, contra a própria Ponte Preta, onde surgia Luis Fabiano.

Na primeira oportunidade num time profissional, treinou o próprio Inter que vivia mergulhado numa crise interminável. Depois, como todos os treinadores brasileiros, rodou por diversos clubes até se acertar no Mogi Mirim. Pelo Sapão, fez ótima campanha no Paulistão do ano passado, quando foi eliminado pelo Santos que ficou com o título. Em âmbito nacional, levou o time caipira para a Série C.

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No mesmo dia em que confirmou o acesso, foi contratado pela Ponte para substituir Gilson Kleina. A base da Macaca já estava formada e a desconfiança era enorme. Alguns cravaram, inclusive, que a Ponte correria sérios riscos de rebaixamento.

Não foi o que aconteceu. O time campineiro seguiu na zona intermediária e o time pratica um futebol vistoso, competitivo, seguro e em certos momentos envolvente. Assim vem a Macaca, assombrando a muitos e mantendo os pés no chão. Não será surpresa nenhuma se a Ponte estiver novamente entre os finalistas, para fazer história. E o mérito será do trabalho do Professor Guto.

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.