Jefferson: A muralha negra

  • por Felippe Garcia
  • 8 Anos atrás

JEFF-MURALHA

 

Nascido em 1983, São Vicente, interior de São Paulo, o goleiro Jefferson foi revelado nas categorias de base do Cruzeiro Esporte Clube, onde jogou de 2000 a 2002.

No clube celeste, Jefferson guardou um passado não muito agradável, pois falhou em três gols na final da Copa dos Campeões de 2002, contra o Paysandu, o que ocasionou a derrota de 4×3 e deu fim a carreira do goleiro no clube. O Cruzeiro decidiu então emprestá-lo para o Botafogo em 2003.


Jefferson chegou a integrar o elenco sub-20 da seleção campeã do Mundial da Fifa de 2003. O sonho de vestir a amarelinha só começava.

Na volta, o goleiro tinha a difícil missão de fechar o gol do Botafogo recém-rebaixado para a segunda divisão e voltar para a Série A do futebol brasileiro.

Missão dada é missão cumprida: O clube voltou para a primeira divisão com boas atuações do jovem goleiro.

Com as atuações em grande nível, 44 jogos depois, Jefferson foi comprado em 2005 pelo Trabzonspor da Turquia para substituír o goleiro australiano Michael Petkovic. No país, o goleiro chegou a defender outro clube turco, o Konyaspornas, nas temporadas 2008/2009. Nos dois clubes, Jefferson atuou por 32 vezes em cada.

A sua história no Glorioso não tinha terminado. Em 2009, o Botafogo comprou o passe e o trouxe de volta para assumir a camisa 1 do clube, posição que até então era carente. O Fogão havia testado vários goleiros e nenhum deles obteve sucesso, sendo bem criticados pelas falhas decisivas. O clube precisava então firmar o camisa 1 de uma vez por todas.

Com a experiência da Europa, Jefferson mostrava estar completo. A evolução foi fantástica. Muito mais elasticidade e explosão. O Botafogo parecia ter encontrado, enfim, seu arqueiro. O verdadeiro camisa 1.

Castillo, o goleiro titular daquele ano, muito criticado pelas falhas, foi afastado, e havia de dar espaço para Jefferson. Renan e Flávio, goleiros reservas, estavam machucados. Foi então que o goleiro reestreou pela 24° rodada do Brasileirão de 2009, diante do Fluminense. Um clássico, um verdadeiro teste.

– A vontade é maior do que a falta de ritmo de jogo. Temos de entrar com coração na ponta da chuteira. E não terá desculpas, vou assumir o que acontecer – disse.

O jogo terminou em 0x0, com boa atuação do goleiro, que dali em diante não largou mais a posição de titular.


Jefferson desejou fazer história no Botafogo. Com atuações memoráveis, fechou o gol na reta final do Brasileiro de 2009, evitando que o fraco elenco levasse goleadas.

Em 2010, com nova diretoria e outro planejamento, o Botafogo dava oportunidade de fazer com que o goleiro brigasse por títulos e realizasse o sonho de chegar ao time principal da seleção.

Jefferson continuaria fazendo belas exibições. Conquistou o Campeonato Carioca daquele ano, ajudando o clube a vencer o Flamengo na semi-final da Taça Guanabara por 2×1, com uma defesa milagrosa diante de Vagner Love.


E em uma de suas defesas mais marcantes da carreira, defendeu o penalti batido por Adriano Imperador, garantindo a conquista do segundo turno, a Taça Rio. Jefferson havia feito uma partida espetacular.


Diante de suas belas atuações, e mantendo a regularidade, em 26 de Julho de 2010, Mano Menezes, então treinador da Seleção e em sua primeira convocação, convocou a muralha e para atuar com a amarelinha. Merecidamente, Jefferson havia realizado um grande sonho.

Jefferson seguiu então estando sempre presente nas listas de convocação da seleção brasileira. Participou de 12 jogos como suplente, estando, inclusive, na Copa América de 2011, sua primeira competição oficial com a seleção.

Sua estréia como titular foi diante da Argentina, no Superclássico das Américas de 2011. O jogo terminou em 0x0. No jogo de volta, o goleiro também jogou e o Brasil venceu por 2×0.

Desde então, Jefferson é candidato a fechar o gol da seleção canarinho na Copa do Mundo de 2014.

Sua participação mais marcante na seleção foi no jogo Brasil x México, no qual defendeu pênalti e foi decisivo na vitória da seleção.


Até agora, Jefferson não apareceu na lista do novo treinador da seleção, Felipão.
Hoje, em mais uma convocação, a segunda do comandante da seleção, Jefferson ficou de fora.

No ultimo clássico decisivo, Jefferson mostrou que merece a convocação. Fechou o gol na Semi-final da taça Guanabara contra o Flamengo. Com as belas defesas, o Botafogo passou para a final com o placar de 2×0.

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Jefferson mostra ser um goleiro centrado, que foca em seus objetivos.
Botafogo enfim achou seu camisa 1. Camisa de Manga, Wágner, entre outros.

Vejamos se alcança seu maior objetivo: Copa do Mundo de 2014.

Veja mais lances do goleiro:

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Publicitário apaixonado por esporte. Fundador do projeto Doentes por Futebol.