O exemplo para alguns estádios da Copa de 2014

  • por Leandro Bruning Canton
  • 8 Anos atrás

Stade de France, em Paris, fatura quase 100 milhões de euros sem futebol.

O Stade de France foi construído para a Copa do Mundo, mas futebol é o que menos se vê nele

O Stade de France foi construído para a Copa do Mundo, mas futebol é o que menos se vê nele

Um estádio de futebol, construído para a Copa do Mundo de 1998, que custou mais de 350 milhões de euros, com capacidade para 80 mil pessoas, que, após a Copa, praticamente não tem jogos de futebol.

“Elefante branco”? Não é o caso do Stade de France. Após a fatídica final da Copa de 1998 em que a França massacrou o Brasil por 3 a 0, o principal esporte disputado no estádio é o rúgbi, já que o Paris Saint-Germain utiliza o Parc des Princes para disputar suas partidas. Além do rúgbi, é comum ver no estádio eventos como corridas de cavalos, torneios de atletismo e campeonatos de automobilismo, sem contar nos visitantes do estádio, que chegam ao número de 100 mil pessoas por ano, em datas que não são utilizadas para eventos. Outros eventos que acontecem muito no estádio são shows de grandes artistas da música, como U2, AC/DC, Rolling Stones, entre outros.

O rúgbi é o principal esporte do Stade de France

O rúgbi é o principal esporte do Stade de France


O estádio é utilizado para futebol apenas em seis partidas da seleção francesa por ano, e nas finais da Copa da Liga Francesa e da Copa da França. Isso porque a Federação Francesa de Futebol tem um contrato que a obriga a realizar essas partidas no Stade de France. Além desses jogos, o estádio foi palco das finais da Champions League de 2000 e 2006, e será palco da final da Euro 2016.

O balanço de 2012 aponta um faturamento de 95 milhões de euros (cerca de 240 milhões de reais) no ano, valor um pouco abaixo do que Barcelona e Real Madrid arrecadam com o Campo Nou e o Santiago Bernabeu, respectivamente: cerca de 300 milhões de reais cada.

Esse é um exemplo que pode e deve ser seguido pelos estádios da Copa de 2014, principalmente pelo Estádio Nacional, em Brasília, pela Arena Pantanal, em Cuiabá, e pela Arena da Amazônia, em Manaus. São estádios que pouco serão utilizados para o futebol após a Copa, tendo em vista que essas cidades não possuem equipes que disputam as primeiras divisões do futebol brasileiro. Os outros estádios também devem levar o exemplo do Stade de France em consideração, tendo em vista que estão sendo construídos com o conceito de “Arenas Multiuso”, em que o futebol não é a única fonte de receita.

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