Pós-jogo Itália x Brasil

  • por Hugo Alves
  • 5 Anos atrás

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Por Hugo Alves e Victor Quintas.

E terminou empatado um dos maiores clássicos do futebol mundial. Itália e Brasil ficaram no 2×2 em Genebra, na Suíça. Um amistoso onde as duas seleções precisavam se afirmar, sobretudo a comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari, que faz seu segundo jogo desde que retornou ao comando canarinho. Do outro lado, o técnico Cesare Prandelli buscava consolidar a sua equipe com o bom trabalho que vem desenvolvendo.

Trata-se mesmo de um preludio da partida que terá lugar no Estádio da Fonte Nova, na Bahia, pela Copa das Confederações, em junho.
Como analisamos em nossa prévia, as equipes começaram este amistoso com (Marchisio foi cortado na última hora):

BRASIL: Júlio César, Dani Alves, David Luiz, Dante e Felipe Luís; Fernando, Hernanes e Oscar; Hulk, Neymar e Fred

ITÁLIA: Buffon, Maggio, Barzagli, Bonucci e De Sciglio; De Rossi, Pirlo, Montolivo e Giaccherini; Balotelli e Osvaldo

O primeiro tempo iniciou com a Itália chegando ao ataque, mas o Brasil, com uma defesa teoricamente mais segura, modificada com a entrada de Fernando na proteção aos zagueiros – função que faltou diante da Inglaterra –, segurou o ímpeto italiano. Assim, a seleção de Felipão pode contar com mais liberdade para chegar ao ataque, não precisando se prender totalmente à marcação.

No entanto, apesar da boa postura defensiva, era nítida a má participação de David Luiz e principalmente de Daniel Alves. Muitas vezes os dois jogadores perdiam na corrida para os adversários, ou até mesmo levando bolas às costas, permitindo finalizações ao gol de Júlio Cesar, que fazia bem sua função.

primeiro

Foto: Globoesporte – Fred fez o primeiro gol do Brasil.

Neymar, a principal estrela brasileira, mostrou um futebol diferente do que apresentava em outros jogos com a amarelinha. Mais solto, foi decisivo nos 45 minutos iniciais, participando dos dois gols da equipe, além de boas chegadas diante do goleiro adversário. Uma satisfação para os torcedores brasileiros, depois do vídeo que rodou o país e o mundo destacando suas simulações.

Portanto, foi desta forma que o 1º tempo se desenvolveu. Apesar de mais efetividade da seleção italiana, o Brasil foi mais preciso. Filipe Luiz, depois de lindo passe de Neymar em profundidade, aproveita a bola rebatida e cruza para o meio da área. Fred, bem posicionado, marca o primeiro para o Brasil. O segundo gol partiu de um contra-ataque também do atacante santista, que levou a bola adiante e tocou para Oscar chutas na saída de Buffon.

segundo

Foto: Globoesporte – Oscar comemora o segundo gol.

O Brasil ia para o vestiário feliz, uma boa vitória até então.

A Itália voltou para o segundo tempo com duas modificações. Pirlo saiu para a entrada de Cerci, enquanto que Osvaldo cedeu lugar a El Sharaawy, o faraó.

As modificações surtiram efeito. Logo aos 6 minutos, em lance de escanteio, a defesa brasileira não se entendeu e permitiu que De Rossi diminuísse o placar para a Azzura. 2×1. E não parou aí, dois minutos foram suficientes para os italianos, empolgados com o primeiro gol, chegarem ao empate. Balotelli, nosso Djangotelli, chutou de fora da área no ângulo do arqueiro do Brasil. Um banho de água fria naquela que poderia ser uma virada na crise brasileira.

terceiro

Foto: Globoesporte – jogadores italianos fazem a festa no gold e De Rossi.

O que se seguiu foi um jogo morno, sem muita efetividade. A torcida viu Kaká tomar o lugar de Oscar no time aos 15 minutos, mas o meia do Real Madrid pouco contribuiu na partida, até diminuiu a mobilidade do meio de campo brasileiro.

quarto

Foto: Globoesporte – Balotelli chuta para marcar o gol de empate italiano.

Com o jogo empatado, os treinadores resolveram aproveitar e mudar ainda mais suas equipes, mas nenhum jogador foi capaz de reverter o quadro. Aos 21 minutos, Spaletti troca Giaccherini por Poli. Dois minutos depois foi a vez de Felipão mudar, tirando Fred para promover a estreia de Diego Costa como jogador internacional. Cada seleção ainda mexeu mais três vezes (Itália: 27′ – Antonelli por De Sciglio, 34′ – Diamante por De Rossi e 38′ – Gillardino por Balotelli; o Brasil: 31′ – Marcelo por Filipe Luis, 37′ – Jean por Hulk e 45 – Luiz Gustavo por Hernanes).

Destaques positivos:

BRASIL: Neymar, que fez boa partida, como não fazia há muito tempo coma camisa da seleção, principalmente no primeiro tempo;

ITÁLIA: Balotelli, que marcou um lindo gol e se mostra cada vez mais indispensável a esta equipe.

Destaques negativos:

BRASIL: Hulk não foi bem, errando bastante durante a partida, e ainda demorou pra sair, quase no final da partida;

ITÁLIA: Maggio, que pouco contribuiu na defesa e muito menos no apoio ao ataque, onde tem mais qualidade.

Colaboração de José Eduardo Volpini.

Melhores Momentos:

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Torcedor do Fluminense, Carioca, sonha em ser jornalista