Um intruso no “big four”

  • por Doentes por Futebol
  • 8 Anos atrás

Elaborado por Lucas Cavalcante

O Tottenham começou a temporada com muitos pontos de interrogação. A não ida à Champions League, graças à vitória do Chelsea em cima do Bayern na final do torneio europeu, fez com que muita coisa mudasse em White Hart Lane.

No dia 3 de julho, o time londrino anunciou a contratação de Andre Villas Boas, treinador que havia fracassado no Chelsea e era uma incógnita. Pouco mais de um mês depois, o recém chegado treinador português perde o seu melhor jogador à época: Luka Modric foi para o Real Madrid por cerca de 35 milhões de euros. A partir disso, o time realizou uma série de contratações, todas pontuais, porém nenhuma de grande impacto. A mais cara foi a de Moussa Dembéle, que veio do Fulham por cerca de 19 milhões de euros para substituir o croata.

Gareth Bale na temporada  2012/13 | Reprodução: Top 99news

Gareth Bale na temporada 2012/13 | Reprodução: Top 99news


O começo de temporada foi péssimo. Os spurs só foram vencer na quarta rodada, contra o Reading. Após isso, o time londrino alternou bons e maus momentos na Premier League até a 17ª rodada. Após isso, as coisas começaram a melhorar. Villas Boas acertou o time e conseguiu 12 jogos de invencibilidade, perdendo apenas na 29ª rodada. Muito disso se deve a Gareth Bale, que vem decidindo muitas partidas e já conta com 16 gols. Essa séries de bons resultados levou os Spurs à 3ª colocação e os credenciou firmemente para a classificação à Champions League. Mas não é só pela Premier que o Tottenham está brilhando. Na Europa League, diferentemente de como acontecia sob o comando de Harry Redknapp, o time londrino leva a competição à sério e está perto de conseguir a sua vaga para as quartas de final.

O absurdo crescimento de produção de Bale tem o dedo do treinador Villas Boas. O galês tem qualidades demais para ser um simples winger britanico. Hoje, a liberdade que ele tem dentro de campo é notável. O treinador português mudou a função tática e fez com que Bale se tornasse uma máquina de fazer gols.

Ultimamente, as quatro vagas que dão a classificação para a Champions são disputadas por United, City, Chelsea e Arsenal, o chamado ”big four”, mas os Spurs querem roubar um lugar e virar figurinha carimbada na maior competição do mundo. E parecem estar conseguindo. Sendo essa temporada atípica ou não, o Tottenham mostra muita força e tem tudo para continuar brigando entre os quatro, e quem sabe até pelo título em temporadas futuras. O time já conta com a ascensão de Bale, as belíssimas atuações de Vertonghen na zaga, uma volância ótima e um goleiro seguro. Com algumas contratações pode sim brigar com os grandes da Inglaterra pelo caneco.

Os Spurs atualmente brigam para tirar o Arsenal dessa vaga do “big four”. O rival londrino, comandado há 16 anos por Arsène Wenger, sofre com a falta de confiança da torcida. O técnico francês nunca foi tão criticado. Os principais motivos para a revolta da torcida do Arsenal são a falta de ambição e as péssimas contratações. Os gunners, com passar do tempo, perderam muitos jogadores importantes e as reposições são muito abaixo do aceitável. Song, Van Persie, Nasri, Fábregas e Clichy deixaram o clube recentemente e o descaso do presidente com o clube é evidente e gera insatisfação dos gunners que não tem perspectiva de melhora. Wenger, ao que parece, não sairá do clube.

Bale comemora gol. Foto: Reuters

Bale comemora gol. Foto: Reuters


O Tottenham vem crescendo bastante e, sob a administração de Joe Lewis, conhecido por fazer boas vendas e deixar as contratações para o último dia da janela, o time londrino se fortalece para que nos próximos anos sejam comemoradas menos classificações e mais títulos.

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