Uma bomba relógio chamada Emerson Sheik

  • por Doentes por Futebol
  • 8 Anos atrás

Texto elaborado por Eduardo Santos Silva


04 de julho de 2012: essa data marcou o momento em que Emerson Sheik se juntou a Marcelinho Carioca, Tupãzinho e Basílio como o heroi marcador do gol de um título inesquecível para a Fiel Torcida.

Com certeza, muitos corintianos pensaram: “O Sheik não precisa fazer mais nada, ele é ídolo eterno com esses dois gols que nos deram a tão sonhada Libertadores”. O que não se imaginava é que esse pensamento fosse levado tão ao pé da letra pelo atacante, que parou de desempenhar um futebol convincente.

Muitos motivos determinaram essa queda, tais como: as seguidas lesões (que torcedores mais exaltados chamam de “chinelo”), os problemas com a Justiça, já que o mesmo enfrenta acusações de lavagem de dinheiro e contrabando, a idade que avança e até a mudança de estilo de jogo corintiano com a entrada de Guerrero.

Depois da belíssima atuação na final da Libertadores, Emerson realizou pouquíssimas partidas dignas de nota, e mesmo o título mundial não mascarou seu péssimo desempenho no segundo semestre de 2012.
Quem imaginava que veria um Sheik revigorado em 2013 se decepcionou. O mesmo começou o ano com um futebol até pior que o anterior. Só que, ao contrário de 2012, ele agora tinha uma sombra no banco de reservas: Alexandre Pato, contratado a peso de ouro. Com as seguidas más atuações, Sheik teve seu lugar entre os titulares tomado pelo ex-milanista.

O que poderia mudar o ânimo do atacante para finalmente voltar a brilhar parece ter tido o efeito inverso e ele aparenta ter perdido o tesão por jogar no Corinthians, já que a vontade parece não ser a mesma, a displicência está em evidência e os gols e boas jogadas rarearam de vez.

Emerson Sheik durante treinamento. Foto: R7.

Emerson Sheik durante treinamento. Foto: R7.


Tite sempre teve o grupo de jogadores na mão e colocou na reserva todo aquele que ele julgou não estar apto a ser titular (o famoso ME-RE-CI-MEN-TO), mas, com Emerson, tudo leva a crer que essa tranquilidade possa estar sendo ameaçada. Sempre polêmico, o mesmo não parece disposto a aceitar a reserva, mas quer ganhar a titularidade “no grito”.

O jogo Corinthians x Ituano no último sábado mostrou isso bem claramente, com um Emerson displicente (apesar de uma assistência para Edenílson marcar o primeiro gol), que perdeu um pênalti (terceiro seguido) pateticamente e com o fato de não ter comemorado o gol da vitória alvinegra nos últimos minutos com seus companheiros de equipe, preferindo ficar em seu canto.

Apesar de ser muito querido pelo elenco, esse tipo de comportamento egoísta (que se reflete em muitas jogadas individualistas em campo) pode ser o estopim de uma crise que o Corinthians de Tite jamais conheceu.
O que fica para a Fiel Torcida é a esperança de que Sheik possa ser o mesmo daquela noite mágica da final da Libertadores ou ao menos o atacante útil que ajudou a conquistar o título brasileiro de 2011, inclusive com um lindo passe para Adriano marcar contra o Atlético Mineiro, numa época em que ele conjugava o verbo vencer com o pronome “nós” e não “eu”.

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