A surpreendente caminhada do Palmeiras em 2013

  • por Tiago Lima Domingos
  • 6 Anos atrás

 

Escreveu Leandro Leinetti

Até onde pode ir o Palmeiras? Consegue voltar para a Série A com esse plantel? Essas perguntas foram feitas frequentemente no começo do ano. Por mim, por vocês, por todos. Com o rebaixamento, a saída de Barcos e um elenco bem abaixo das tradições do clube, não faltaram especulações sobre a temporada negra que o Verdão iria enfrentar. A classificação para as oitavas de final da Libertadores, que não era aposta nem do mais otimista torcedor alviverde, deu um susto em muita gente.

Motivos para a passagem de fase ser considerada uma surpresa não faltam. No Paulistão, a equipe faz uma campanha regular. Está em 6°. Mas as derrotas para Penapolense e Mirassol – a última uma humilhante goleada por 6 a 2 –, e os empates contra Bragantino, XV de Piracicaba, Mogi Mirim e São Caetano ajudaram a fazer com que o ceticismo acompanhasse a equipe de Gilson Kleina. Em paralelo a isso, derrotas para Libertad e Tigre – essa com direito a confusão no aeroporto – tumultuaram o ambiente do clube. Pensando em todos esses aspectos, podemos dizer, sim, que a classificação do Palmeiras, ainda mais com uma rodada de antecedência, foi inesperada.

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Foto: Reprodução – O vexame contra o Mirassol parece ter mexido com o brio dos jogadores

Porém, se analisarmos com mais calma, perceberemos uma tendência. Pela Libertadores, as derrotas aconteceram fora de casa. Nos jogos de volta, no Pacaembu, foram duas vitórias, que podiam não ser esperadas, mas não foram anormais. Os quatro resultados ficaram dentro do padrão. No Paulistão, em confrontos que era tido como presa fácil, o Porco também reagiu. Empatou os clássicos contra Corinthians, São Paulo e Santos, e venceu a então favorita Ponte Preta no Moisés Lucarelli. Talvez, para alcançar esses resultados, a motivação e a raça foram muito maiores e mais importantes do que o aspecto técnico. O que pode ser ruim por um lado, confirmando o fato de o time ter um elenco limitado, mas positivo por outro.

Afinal, existe uma grande perspectiva de melhora no elenco alviverde? Muito difícil. Com menos dinheiro e uma Série B pela frente, a probabilidade de atrair nomes interessantes fica praticamente rechaçada. E é exatamente nesse momento que entram a motivação e a raça extras. Para jogar a segunda divisão, como já ficou provado por Corinthians, Grêmio, Atlético-MG, Botafogo e pelo próprio Palmeiras, não é necessário ter um elenco que saiba tocar o piano, e sim jogadores que possam e queiram carregá-lo. Quando entrou em campo como a segunda força, o Palmeiras mostrou que pode ir além do que todos esperam.

palmeiras 2013

Foto: Reprodução – O capitão Henrique e principalmente a raça e união dos jogadores do Palmeiras têm sido o diferencial nesse início de ano

Independentemente do adversário nas oitavas de final da Libertadores, é permitido imaginar que o Palmeiras pode passar de fase. Não é provável, mas é possível. No Paulistão, a proposição também é válida. Entre trancos e barrancos, o Verdão segue sua caminhada em 2013, podendo cair quando todos esperam ou indo mais longe do que todos imaginam.

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Carioca e rubro-negro. Do Rio de Janeiro a Milão. Doente por futebol, é claro. E apaixonado pelo Calcio.