As maiores viradas da Liga dos Campeões

Milan La Coruna

Quando entrarem em campo nessa semana, Real Madrid e Barcelona vão buscar o quase impossível na Liga dos Campeões: a classificação para a final, depois de serem derrotados por goleada no primeiro jogo.

Em momentos assim, a mídia acaba sempre recorrendo às estatísticas e à história para tentar estimar qual a chance das grandes viradas que essas equipes precisam acontecerem. No caso da Champions e das ligas europeias em geral, as reviravoltas não costumam ser frequentes.

Para começar, após quase 60 anos de história da principal liga europeia de clubes, nunca uma equipe na situação em que o Barcelona se encontra conseguiu reverter o confronto e se classificar.

A maior virada da história das competições interclubes europeia aconteceu na primeira fase da extinta Recopa de 1961/1962. O Leixões, de Portugal, em sua estreia europeia, levou 6×2 do FC La Chaux-de-Fonds, equipe que hoje frequenta a 6ª divisão do futebol suíço. Na volta, em Portugal, o 5×0 classificou o time local.

Por duas vezes, na antiga Copa da Uefa, hoje Liga Europa, houve a reversão pelo critério dos gols fora de casa. Na segunda fase da competição, em 1984/1985, o Partizan, da Iugoslávia (na época) reverteu a vantagem dos ingleses do Queens Park Rangers (6×2 no jogo de ida), vencendo por 4×0 em Belgrado.

Ironicamente, o Real Madrid foi a terceira e última equipe a reverter uma vantagem de quatro gols em uma competição europeia, na terceira rodada da Copa da UEFA de 1985/1986. Após perder por 5×1 na Alemanha, os Merengues fizeram 4×0 em Madrid, exatamente no Borussia… Mönchengladbach. 

A situação do Real Madrid, embora dificílima, tem precedentes na Liga dos Campeões. Seguem as maiores viradas em confrontos de ida e volta na história do principal torneio de clubes europeus.

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Em treze  oportunidades, uma equipe conseguiu atingir a façanha que a equipe madrilenha precisa nessa terça-feira. Em duas delas, o resultado conseguido levaria a disputa da semifinal de 2013 para os pênaltis, já em outra, o placar foi de 5×2, o que não classificaria o Real.

Os espanhóis, na temporada 1975/1976, viraram o confronto contra o Derby County, fazendo 5×1 após a derrota por 4×1 no primeiro jogo. A única vez em que um alemão perdeu uma vantagem tão grande foi em 1992. Tal fato ocorreu com o Stuttgart, contra o Leeds United.

A última vez em que uma equipe reverteu a vantagem que o Borussia Dortmund obteve no primeiro jogo aconteceu em 2004. Em uma fase cheia de resultados inesperados, o Deportivo La Coruna goleou o Milan por 4×0, após o 4×1 sofrido no San Siro.


No levantamento, aparece também uma boa virada do Barcelona: 3×0 contra o Gotemburgo, em 1986, após derrota pelo mesmo placar no jogo de ida. Tal resultado não seria suficiente para classificar a equipe catalã nessa quarta-feira, no confronto contra o Bayern.

Contada um pouco da história das grandes viradas, nessa semana novos fatos se acrescentarão ao legado da maior liga de clubes do mundo. Só os 180 minutos em campo determinarão se Madrid ou Barcelona presenciarão grandes reviravoltas. De qualquer forma, os duelos dessas semifinais já entraram para a história.

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Sergio Rocha é torcedor do Madureira e sempre teve o sonho de escrever sobre esportes em geral, embora tenha optado pela carreira de engenheiro civil. No "currículo", cadernos recheados de resultados esportivos e agendas da década de 90, quando antes da internet acessava rádios de diversos locais do país buscando os resultados esportivos do Acre à Costa Rica. Além de fanático por futebol, é fanático por praticamente todos os esportes, e no tempo livre que sobra sempre busca os últimos resultados esportivos do PGA Tour ou dos futures da ATP. Além disso, coleciona quadrinhos da Disney e é louco por astronomia.