Carlos Bianchi, El Virrey

  • por Caio Araújo
  • 8 Anos atrás
Arte: Luiz Gonçalves

Arte: Luiz Gonçalves

Bianchi é um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol sul-americano. Mas o que poucos sabem é que sua trajetória na função de técnico iniciou-se na Europa. Tudo começou no time francês Stade de Reims, último clube em que ele atuou como jogador. Apesar de ser desconhecido da grande maioria dos brasileiros, esse clube francês tem seis campeonatos nacionais na sala de troféus. Por lá, Bianchi foi treinador de 1985 a 1988. Na França, também teve passagens por Nice, na temporada 1989/1990 e PSG, na temporada 1990/1991.

Em 1993, El Virrey voltou para a Argentina, onde tornou-se técnico do Vélez Sarsfield. Quando chegou para treinar o clube, o Vélez era considerado uma equipe de pequeno porte da Argentina. Fundado em 1949, o time só tinha um Campeonato Argentino conquistado em 1969, no qual Bianchi também teve grande importância, mas isso será contado mais abaixo. A chegada de Carlos Bianchi transformou o Vélez. Pelo clube, ele ganhou o Clausura duas vezes (1993 e 1996); Apertura (1995); Libertadores (1994); Interamericana, torneio extinto que reunia o Campeão da Libertadores e o Campeão da CONCACAF (1996) e Mundial, em cima do poderoso Milan (1994). À medida que as conquistas aumentavam, a torcida também crescia.

Foto: Reprodução – Bianchi, em 2003, com a taça que já levantou quatro vezes



Hoje, muito graças a esse período vencedor comandado por Bianchi, o Vélez é chamado de “El Nuevo Grande”, estando no mesmo patamar de Boca Jrs., River Plate, San Lorenzo, Racing e Independiente.

Da Argentina, foi para a Itália, treinar a Roma, em 1996. Não conseguiu nenhum título por lá. A passagem foi curta. Em 1998, foi para o Boca Jrs. E pelos Xeneizes, El Virrey tornou-se um verdadeiro fenômeno da Libertadores. Ganhou mais três para sua coleção (2000, 2001 e 2003), além de ter sido vice uma vez (2004). Também ganhou mais dois Mundiais (2000 e 2003), três Aperturas (1998, 1999 e 2000) e um Clausura (1999).

Em 2005, teve sua terceira passagem pela Europa, dessa vez na Espanha, pelo Atlético de Madrid, onde novamente não conseguiu repetir o sucesso que teve na América do Sul. Após o fracasso no Velho Continente, Bianchi se afastou do cargo de técnico, mas, em 2013, o Boca Jrs. anunciou sua volta. (Atualização 28/08/2014 – Bianchi foi demitido do Boca em sua 3ª passagem pelo clube, o treinador não conseguiu conquistar nenhum título nesta passagem)

Carreira como jogador

Bianchi também teve uma carreira bastante significativa como jogador. Por ter um currículo espetacular como técnico, poucos têm conhecimento de seus feitos dentro das quatro linhas.

Bianchi jogou 324 partidas pelo Vélez

Foto: Reprodução – Bianchi jogou 324 partidas pelo Vélez

Sua carreira foi basicamente construída no Vélez Sarsfield e na França, onde passou por Stade de Reims, PSG e Strasbourg. Também fez alguns jogos pela seleção argentina.

Além de ter sido um treinador histórico para o Vélez, como relatado anteriormente, Bianchi também tem seu nome cravado no clube por seus feitos como atacante. Foi o grande nome do time na conquista do primeiro título do Campeonato Argentino, em 1968. E até hoje é o maior artilheiro do clube, com 206 gols. 

Na França, também tem um lugar no hall dos grandes artilheiros. Foi o máximo goleador do Campeonato Francês por cinco vezes. É o nono artilheiro da história do Francês, com 179 gols.

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Foto: Reprodução – Pelo Stade de Reims, Bianchi marcou 107 gols em 126 jogos

Os números são tão impressionantes que ele é reconhecido pela FIFA como o argentino que mais fez gols em campeonatos nacionais na primeira divisão, com 392 tentos. Supera até mesmo a lenda Di Stéfano, que tem 377.

Como jogador, Bianchi jogou 557 partidas e anotou 392 gols. Uma média de 0.70. Excelentes números, ainda mais para um jogador que é mais reconhecido por seu trabalho como técnico.

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