Dortmund: para seguir sonhando

  • por João Rabay
  • 6 Anos atrás

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45 minutos do segundo tempo. O Málaga vai vencendo o Borussia por 2×1 em Dortmund e eliminando os alemães da Uefa Champions League.Zebra que acabaria com a temporada dos comandados de Jurgen Klöpp, já eliminados da Copa da Alemanha e sem chances de título na Bundesliga. Até que, em 4 minutos, Reus e Felipe Santana marcam os gols da virada história que garante a classificação para a semifinal.

O sorteio poderia colocar o Borussia frente ao rival Bayern de Munique ou ao temido Barcelona, mas o adversário sorteado acabou sendo o Real Madrid. O confronto coloca os dois times frente a frente de novo, após duelos pela fase de grupos, quando os alemães venceram em casa (2×1) e empataram fora (2×2). Mas o técnico Jurgen Klöpp garante que esses resultados não têm relação alguma com os confrontos a seguir.

“O Real é um time diferente daquele que enfrentamos antes. Eles estavam sem o Marcelo, um dos seus principais defensores. Além disso, eles estão bem mais fortes, mas nós também evoluímos”, declarou.

Jürgen Klopp espera um jogo ainda melhor que os da primeira fase

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Menos de 48 horas antes do jogo, uma bomba explodiu sobre o elenco do Dortmund: após o jornal Bild divulgar que Mario Götze havia informado à diretoria que se transferiria para o rival Bayern na próxima temporada, os dois clubes confirmaram oficialmente a negociação. Muitos fãs se manifestaram contra o meia na internet. Resta saber como os torcedores no estádio, os outros jogadores e o próprio Götze se comportarão no Signal Iduna Park.

O Borussia Dortmund não chegava à semifinal da Champions League desde a temporada 1997-98, quando foi eliminado justamente pelo Real Madrid, curiosamente comandado por Jupp Heynckes, atual treinador do Bayern. Na ocasião, os espanhóis venceram a primeira partida, em casa, por 2×0, e seguraram empate sem gols na Alemanha para ir à final. Desta vez a ordem dos jogos é diferente, com a decisão no Santiago Bernabéu.

Tanto nas oitavas quanto nas quartas de final, o Borussia jogou a primeira partida fora. Empatou as duas: 2×2 contra o Shakhtar Donetsk, na Ucrâna, e 0x0 contra o Málaga, na Espanha. Contra os ucranianos a classificação foi tranquila, cenário bem diferente do drama da semana retrasada. O contraste entre as situações prova a importância de não tomar gols dentro de casa, o que será um desafio enorme: o Real Madrid marcou em todas as partidas que disputou na competição. Os merengues têm o melhor ataque da UCL, com 23 gols, e o artilheiro (Cristiano Ronaldo, autor de 11).

Embora Klöpp garanta que os confrontos da fase de grupos não significam nada ao fazer prognósticos para a semifinal, é inevitável que o torcedor do Borussia não se empolgue. Até porque, depois de um dos jogos, o treinador alemão disse que sabia o segredo para vencer o time de Mourinho: evitar que Xabi Alonso tivesse liberdade para armar.

Segundo o técnico, apesar de discreto para a maioria dos espectadores, Xabi é a engrenagem que faz o Real Madrid funcionar. Seria quase impossível vencer os espanhóis se o meia conseguisse ficar com a bola sem ser pressionado. É possível ver nos lances das duas partidas que os jogadores de meio campo do Borussia se revezaram na tarefa de colar em Xabi, sem deixar que ele respirasse. É certo que essas imagens se repetirão.

Pressionar Alonso é uma das chaves do Dortmund contra o Real (Foto: Uefa.com)

Pressionar Alonso é uma das chaves do Dortmund contra o Real (Foto: Uefa.com)

A marcação por pressão não é exclusiva para Alonso. O primeiro gol alemão no Signal Iduna Park, marcado por Lewandowski, foi fruto de um erro na saída de bola merengue. Pepe, pressionado, tocou errado. O atacante polonês foi lançado e não perdoou. Novamente é certo esperar ver os jogadores ofensivos do Borussia correndo atrás da bola no campo adversário.

Quanto à escalação, não há muitas novidades. A provável volta de Hummels no lugar do herói Felipe Santana é o destaque. Sem suspensos, não há por que Klöpp promover outras alterações.

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Provável escalação: Weidenfeller; Piszczek, Subotić, Hummels e Schmelzer; Bender, Gündogan, Götze, Reus e Blaszczykowski; Lewandowski.

T: Jurgen Klöpp

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Jornalista. Doente por futebol bem jogado e inimigo de jogadores que desistem da bola para cavar falta e de atacantes "úteis porque marcam os laterais".