Futebol Paranaense: Cianorte x CBF

O Leão do Vale luta por vaga prometida pela Confederação para disputar a Série D

O drama do Cianorte contra a Confederação Brasileira de Futebol foi divulgado nesta quinta-feira (11) em grandes portais esportivos do país. Em um caso que pode parar na Justiça Desportiva, o clube luta pelo direito de disputar a série D do Campeonato Brasileiro. No final do primeiro turno do Paranaense, a diretoria do Leão do Vale anunciou que a equipe corre o risco de encerrar as atividades no próximo semestre, caso o time não consiga sanar suas dívidas.

A situação é a seguinte: o Cianorte conquistou a 5ª colocação no campeonato da Série D do ano passado e, com isso, recebeu a confirmação da CBF de que faria parte do rol de clubes da competição em 2013. O problema é que, na semana passada, a entidade divulgou a lista dos 40 times que disputarão a série e o Cianorte não foi citado no documento.

As duas vagas paranaenses que figuram na lista do campeonato estão em aberto e serão ofertadas aos dois melhores clubes do estadual, entre os que ainda não estão alocados em outra divisão (o Londrina já conquistou uma delas, pela campanha até então, e a outra vaga ficará com J. Malucelli ou Operário). Em entrevista à ESPN, o gerente de futebol da equipe, Adir Kist, disse que o Cianorte “não pediu para ser confirmado” e que a possibilidade de disputar uma série nacional ocasionou o endividamento de R$ 3 milhões ao clube.

Gerente de futebol do Cianorte, Adir Kist, e o documento da CBF recebido pelo clube. Foto: reprodução

Gerente de futebol do Cianorte, Adir Kist, e o documento da CBF recebido pelo clube | Foto: Reprodução

As informações da ESPN afirmam que a equipe ainda espera um posicionamento da CBF para decidir qual posição tomar. A crítica, portanto, fica por nossa conta. Expor uma equipe a tal situação confirma a irresponsabilidade com que os clubes são tratados em nível nacional. A falta de oportunidade para as equipes menores já abre questionamentos em relação à gestão das ligas nacionais. Provocar um problema de tamanha proporção para um time que, além de fazer parte de uma federação cheia de “poréns”, luta para não fechar as portas, é inaceitável.

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Desde pequena, arriscou no esporte. Foi jogadora de tênis, mas pendurou as raquetes ao perceber que sua vocação era nos bastidores das modalidades. Apaixonou-se por futebol aos 11 anos, quando o pai a levou ao estádio pela primeira vez. Terminou a gloriosa carreira no futsal aos 16 anos, depois de defender um pênalti na final da liga do Ensino Médio. Cultiva com orgulho, desde 2010, o blog "Entrando no Jogo". Apresentadora de TV, comentarista de rádio, boa tenista, goleira mediana e péssima nadadora.