O fim de Arshavin?

  • por Gregor Vasconcelos
  • 8 Anos atrás

Arsha

 

Nesta terça-feira o jornal londrino Evening Standard publicou em seu site um material que diz que, aos 32 anos, Andrei Arshavin já está se preparando para a aposentaria.

Segundo a matéria, Arshavin, que vem sendo deixado fora do banco de reservas nos últimos jogos do Arsenal, perdeu a paixão pelo futebol e não se vê jogando profissionalmente. A má fase do russo começou na segunda metade da temporada 2010-2011, mas acentuou-se no começo da temporada passada, quando ele passava por problemas pessoais e se separava de sua mulher Julia.

Se isso se confirmar será um final triste para a carreira de um jogador em quem muitos apostaram alto após sua aparição meteórica pelo Zenit St. Petersburg e o brilho na Euro 2008.

Mesmo antes de levar a Rússia às semifinais da Euro, Arshavin havia comando o Zenit na conquista da Copa da UEFA na temporada 2007-2008. Mas foram as atuações na competição de seleções que abriram os olhos dos grandes clubes da Europa.

O meia surgiu ao mundo depois de atuações magistrais contra Suécia e Holanda na Euro disputada na Suíça e na Áustria. A sua partida contra os holandeses foi considerada por muitos a grande atuação individual da competição.

Foto: Getty Images - Arshavin comemora o gol de Torbinsky contra a Holanda

Foto: Getty Images – Arshavin comemora o gol de Torbinsky contra a Holanda


Sua chegada ao Arsenal em janeiro de 2009 como a contratação mais cara da história dos Gunners empolgou não somente os torcedores da equipe como também qualquer um que acompanhava a Premier League.

Em seus primeiros seis meses de Arsenal, quando fez 6 gols (4 deles na partida histórica contra o Liverpool em Anfield) e deu 7 assistências em apenas 15 partidas, Arshavin fez valer o investimento, levando o clube de volta à Champions League da temporada seguinte, posição que por grande parte da temporada parecia destinada ao Aston Villa.

Foto: Getty Images - Arshavin teve atuação histórica em Anfield, quando fez quatro gols na mesma partida

Foto: Getty Images – Arshavin teve atuação histórica em Anfield, quando marcou quatro gols na mesma partida


Na temporada seguinte, 2009-2010, Arshavin não manteve o ritmo, mas mesmo assim foi bem, principalmente no primeiro semestre. A queda de rendimento na segunda parte do calendário pode ser explicada pela crise de contusões, que forçou Wenger a escalar Arshavin como o centroavante da equipe. Nessa posição, o baixinho perdia na força para os zagueiros brucutus da Premier League. Mesmo assim o russo marcou 11 gols na temporada e contribuiu com mais 6 assistências.

Em 2010-2011, sua ultima boa temporada pelos Gunners, Arshavin começou mostrando todo o seu futebol. Na primeira metade da temporada, o meia marcou 8 gols e liderou a tabela de assistências da Premier League com folgas. Depois de janeiro, foram apenas dois gols, contra Barcelona e Everton, e Arshavin acabou esquecido no banco.

O fim?

Nos últimos anos a sua carreira vem seguindo de forma discreta. Arshavin até começou a temporada atual como titular da equipe, mas antes de outubro já tinha perdido sua vaga. O último gol do russo na Premier League aconteceu no dia 10 de setembro de 2011, contra o Swansea. Desde então Arshavin marcou apenas uma vez, na vitória por 6×1 sobre o Coventry, pela Carling Cup.

Arshavin parou de ser convocado pela seleção Russa, da qual ele havia sido capitão pelos últimos dois anos, após o vexame na Euro 2012.

A aposentadoria precoce seria um final triste para a carreira de Arshavin, que nunca explodiu como um dos melhores jogadores do mundo como sugeriram suas brilhantes atuações há cerca de cinco anos.

Foto: Tom Jenkins - A derrota por 2-1 para o Manchester United no Emirates decretou o fim de Arshavin nos Gunners

Foto: Tom Jenkins – A derrota por 2-1 para o Manchester United no Emirates decretou o fim de Arshavin nos Gunners

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Torcedor fanatico do Arsenal e do Flamengo, Gregor é fã de longa data da Premier League, acompanhando a liga avidamente há 10 temporadas. Formado em linguística inglesa pela universidade King's College em Londres, agora faz mestrado em linguistica e literatura na universidade de Zurich. Colunista da extinta revista "Doentes por Futebol", hoje é o editor de futebol inglês no site.