O maestro bávaro

SCHWEINSTEIGER MAESTRO

Jogadores como Arjen Robben, Franck Ribéry e Thomas Müller aparecem mais, são tidos como os protagonistas, são as estrelas dos holofotes, mas o Bayern de Munique não sobrevive sem o talento de Bastian Schweinsteiger. Vamos chamá-lo de volante, função que cumpre ao lado do ótimo espanhol Javi Martínez, embora esse rótulo não seja o suficiente para descrevê-lo, tamanha a complexidade das funções que exerce em campo.


O primeiro passe, quase sempre, sai de seus pés. Quando a defesa adversária dificulta as ações do ataque, seus companheiros o procuram na busca de desafogo. O alemão então, extremamente inteligente, pensa, cadencia, por vezes dá um tapa de primeira, por vezes um lançamento mais incisivo que abre um pouco o rival, enfim, roda a bola com imensa categoria até que apareça algum espaço para o bote ofensivo. É o passe preciso que traz segurança aos bávaros.

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Por ter começado a carreira como meia ofensivo, Bastian não se vê perdido ao redor da área adversária. Pelo contrário, quando tem liberdade, sobe e auxilia (e muito) o ataque, seja com assistências, seja até com gols, como o de letra que garantiu o título da Bundesliga. É extremamente eficiente na transição defesa/ataque e vice-versa, passando da marcação para a criação em questão de segundos, virando o elemento surpresa quando os atacantes estão bem controlados.

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Não podemos esquecer de exaltar a alta capacidade de marcação de Schweinsteiger. Com um vigor físico impressionante, ótimo senso de posicionamento, as antecipações e os botes precisos estão ficando cada vez mais presentes em sua rotina. Fora a fibra impressionante que demonstra a cada dividida. Um lance simbólico foi a pancada no peito que recebeu de Daniel Alves na última terça. O brasileiro foi ao chão simulando dores e o alemão seguiu no lance. Um preferiu o teatro, o outro escolheu o futebol. Lembrou-me de quando André Santos o subestimou em 2011 e acabou sendo esmagado pela força de Bastian, que assistiu para o gol de Schürrle, o 3 a 1 da Alemanha sobre o Brasil, que descontaria mais tarde para 3 a 2.

O 4 a 0 do Bayern sobre o Barcelona já entrou para a história da Liga dos Campeões. Uma vitória incontestável que contou com atuação em alto nível por parte dos mandantes. Bastian Schweinsteiger é o maestro da orquestra bávara e da seleção alemã, duas das equipes mais fortes do momento. É claro que, como maestro, neste caso, não me refiro ao camisa 10, e sim ao organizador da equipe. É raro ter alguém que possua uma simbiose tão interessante entre as capacidades de defender, cadenciar e atacar. Aos 28 anos, esse atleta já representou seu país em duas Copas do Mundo e já tem experiência em grandes jogos pelos bávaros.

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Schweinsteiger é um dos jogadores mais completos do mundo. Certamente, seguirá sendo o pilar do Bayern na Era Guardiola, depois, é claro, de buscar a Liga dos Campeões pelo clube no qual está desde as categorias de base. Diria que merece, mas o futebol nem sempre é justo. A bela geração da Alemanha também seguirá contando com o a capacidade de Bastian, que deverá desfilar o seu jogo em campos brasileiros no Mundial de 2014.

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Matéria escrita por Eduardo Jenisch Barbosa.

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Diretor no DPF desde 2012 e criador da coluna "Olho Nele!".