O muro do Parque São Jorge

  • por Caio Araújo
  • 8 Anos atrás

 

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Durante boa parte da sua trajetória como treinador, Tite foi rotulado como retranqueiro. De fato, os números de seus times corroboram essa afirmação. No Corinthians não é diferente. O time terminou a fase de grupos da Taça Libertadores com a melhor defesa, tomando apenas dois gols. No Pacaembu, a defesa composta por Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos ainda está invicta. Mas se engana quem pensa que o Corinthians é defensivo e retrancado. A principal característica dos comandados do Tite é a pressão imposta desde a primeira linha do time, com os atacantes sufocando a saída de bola da equipe adversária. É um time que força o erro do competidor, tentando fazer a bola chegar espirrada no campo defensivo.

 

Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians - Gil e Paulo André formam a dupla de zaga atual do Timão

Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians – Gil e Paulo André formam a dupla de zaga atual do Timão

Sai jogador, entra jogador, o sistema de defesa do Corinthians mantém o mesmo padrão coletivo. Ano passado, o Timão jogou com Chicão e Leandro Castán na zaga durante a Libertadores. No Mundial, Paulo André entrou no lugar do Castán, que foi negociado para a Roma. E, para a Libertadores deste ano, saiu Chicão, que perdeu espaço por causa de uma séria contusão, e entrou o Gil, contratado no início do ano e que vem dando conta do recado como já destacamos aqui.  Essas mudanças constantes nos nomes da defesa mostram que o forte da equipe é realmente a disposição e disciplina tática dos dez jogadores de linha.

Ano passado, o Corinthians também teve a melhor defesa da Libertadores, com quatro gols tomados em 14 jogos. Dos quatro gols, apenas um aconteceu diante de sua torcida no Pacaembu. Se somarmos os números das duas últimas edições, chegamos a dados ainda mais impressionantes: foram 20 jogos e seis gols sofridos, uma média de 0,3 por partida.

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