SUL-AMERICANO SUB-17 – BRASIL NA FASE DE GRUPOS

  • por Raniery Medeiros
  • 8 Anos atrás
Foto: Fifa - Brasil no jogo diante da Bolívia

Foto: Fifa – Brasil no jogo diante da Bolívia

Após o grande fiasco da seleção sub-20, eliminada ainda na 1ª fase do Sul-Americano, a CBF resolveu modificar, mais uma vez, o projeto em torno das categorias de base na seleção brasileira. O técnico Alexandre Gallo foi chamado para comandar os garotos e prepará-los desde a adolescência até o estágio profissional.

Foto: CBF - Gallo é o encarregado de comandar as categorias de base

Foto: CBF – Gallo é o encarregado de comandar as categorias de base

Esquecendo as negligências e polêmicas que envolveram os meninos da sub-20, Gallo enfatizou que irá trabalhar em conjunto com Luiz Felipe Scolari. A intenção é a de montar um esquema base para todas as seleções. Resta saber se será realmente colocado em prática.

Para o Sul-Americano sub-17, realizado na Argentina, o Brasil vem com o status de grande vencedor da competição. Das 14 edições realizadas até hoje, a seleção canarinho venceu 10. Para melhorar ainda mais o retrospecto, os garotos irão em busca do 5º título consecutivo.

PRIMEIRA FASE

A seleção brasileira ficou no grupo B ao lado de Chile, Uruguai, Bolívia e Peru. Com sede em Mendoza, os meninos disputaram as quatro partidas no Estádio Malvinas Argentinas. Vamos aos destaques.

BRASIL 1 X 0 CHILE

Como acontece praticamente em todas as estreias, o começo foi nervoso e muitas bolas foram rifadas. O Chile assustava e dava trabalho ao goleiro Marcos. Passado os 15 minutos iniciais, os garotos desenvolveram o seu futebol e dominaram a primeira etapa. O gol saiu aos 24 minutos. Abner cruzou da esquerda e Kenedy aproveitou o vacilo do zagueiro.

O segundo tempo foi bastante monótono. Sem grande inspiração, poucas chances surgiram para aumentar o placar. Os destaques da partida: Abner (lateral-esquerdo), Mosquito (Atacante) e Kenedy (atacante).

O que se pôde perceber foi a extrema obediência tática e o bom posicionamento dentro de campo. As variações no esquema demonstraram a tônica da partida. Deu para perceber que, sem a bola, o Brasil defendia no 4-4-2 ou no 4-1-4-1 e, quando atacava, introduzia o 4-3-3, com dois pontas bem abertos.

Escalação: Marcos Felipe (Fluminense), Auro (São Paulo), Lucas (São Paulo), Eduardo (Internacional) e Abner (Coritiba); Gustavo (São Paulo), Boschilia (São Paulo) e Índio (Vasco); Robert (Fluminense), Mosquito (Atlético-PR) e Kenedy (Fluminense).

BRASIL 1 X 1 URUGUAI

O primeiro tempo foi horroroso. Lançamentos sem convicção, articulação inexistente e nervosismo. O Uruguai tocou melhor a bola e explorou a fragilidade e os espaços deixados no meio de campo. O atacante Latorre esteve sempre sozinho, mas deu um calor enorme ao nosso sistema defensivo. Foi na falha do zagueiro Eduardo que ele (Latorre) abriu o placar.

Vendo que os Uruguaios jogavam com 3 zagueiros e só tínhamos o Mosquito (centroavante) brigando com eles, Alexandre Gallo abriu o time pelos lados e, por características dos atletas, colocou Ewandro e Caio para atuarem pelos flancos.

Com paciência, toque de bola curto e jogadas individuais, o Brasil massacrou o Uruguai no segundo tempo. Logo aos 10 minutos, em jogada pela esquerda, Abner tabelou com Robert e deu o passe para Mosquito empatar a partida. Foi muito bonito de ser ver. Guardada as devidas proporções, parecia a seleção de antigamente. O lateral-esquerdo Abner, mais uma vez, foi o destaque. Alto, forte, bom marcador e melhor ainda no apoio.

Mesmo perdendo várias chances, deu a sensação de que será difícil perdermos esse campeonato. A sub-17, bem como a principal, não tem um grande articulador. Nosso camisa 10, Índio, atuou de maneira considerável. Demonstrou possuir uma visão periférica privilegiada e bom chutador de média e longa distância.

Escalação: Marcos Felipe (Fluminense), Auro (São Paulo), Lucas (São Paulo), Eduardo (Internacional) e Abner (Coritiba); Gustavo (São Paulo), Boschilia (São Paulo) e Índio (Vasco da Gama); Robert (Fluminense), Mosquito (Atlético-PR) e Alisson (Internacional).

BRASIL 3 X1 BOLÍVIA

Sendo superior desde o início da partida, o Brasil foi criando as oportunidades com muita velocidade. No entanto, o goleiro Rojas e os chutes sem direção impediram que o placar fosse aberto. Índio soltou o seu repertório e conduziu o time ao ataque. A Bolívia pouco ameaçava. Até que aos 44 minutos, após uma cobrança de escanteio, Flores aproveitou o vacilo de Eduardo e abriu o marcador.

Sem se assustar com o placar adverso, os garotos continuaram com o ritmo frenético do primeiro tempo. Caio (Flamengo) e Ewandro (São Paulo) entraram na segunda etapa e deram incisão às jogadas ofensivas. Não demorou, e o Brasil empatou o jogo com Boschilia, após linda cobrança de falta.

Quando a partida começou a se arrastar, o técnico da canarinho colocou Kenedy no lugar de Mosquito. O garoto das laranjeiras modificou o panorama do cotejo e virou o jogo após belo cruzamento de Abner. Foi o próprio lateral quem fechou a conta e passou a régua. Pegando rebote do goleiro, o jogador do Coritiba acertou um lindo chute no ângulo do goleiro Rojas. Vitória consumada e vaga garantida para o hexagonal final.

Escalação: Marcos Felipe; Auro, Lucas, Eduardo e Abner; Gustavo, Boschilia e Índio; Robert, Mosquito e Alisson.

BRASIL 3 X 0 PERU

Já com a vaga assegurada para a fase final, Alexandre Gallo resolveu mesclar a equipe para dar ritmo de competição aos que ainda não haviam atuado.

Sem ameaças por parte do adversário, a seleção teve várias chances de abrir o marcador. Em uma delas, Caio cruzou da esquerda e Léo Mendes cabeceou para fora. O gol saiu em uma cobrança ensaiada de escanteio. Após a batida de Caio, Lincoln só empurrou a bola para o fundo das redes. A única chance peruana apareceu nos pés do desafortunado Barrueta. Grande chute e espetacular defesa de Marcos.

Com o time propenso a fazer mais gols, o segundo tempo foi um total massacre. A inoperante zaga peruana nada pôde fazer quando Ewandro foi até a linha de fundo e cruzou para Caio aumentar o placar. Kenedy, que entrou no segundo tempo, deu números finais ao jogo após acertar um lindo chute de fora da área.

Escalação: Marcos Felipe (Fluminense), Jeferson (Ponte Preta), Leo Mendes (Internacional), Lincoln (Flamengo) e Matheus (Internacional); Leo Pareira (Atlético-PR), Thiago Maia (Santos) e Arthur (Grêmio); Caio (Flamengo), Robert (Fluminense) e Ewandro (São Paulo).

DESTAQUES

Jogo coletivo e com o toque de bola como grande arma para furar a retranca adversária. Os grandes destaques dessa primeira fase foram Kenedy (atacante) e Abner (lateral-esquerdo).

Foto: Reprodução - Abner é um dos destaques do time

Foto: Reprodução – Abner é um dos destaques do time

 

Foto: Reprodução - Kenedy é a bola de segurança no ataque

Foto: Reprodução – Kenedy é a bola de segurança no ataque

HEXAGONAL FINAL

Seis seleções estão na briga. São elas: Argentina, Brasil, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. As equipes jogarão entre si e os quatro melhores classificados garantirão vaga para o mundial dos Emirados Árabes Unidos. O torneio será realizado entre 17 de outubro e 8 de novembro de 2013.

Para chegar até o mundial o Brasil precisará passar por:

Brasil 1×0 Uruguai 
Brasil x Venezuela – 17/04/2013 – 19h10
Brasil x Argentina – 21/04/2013 – 17h05
Brasil x Peru – 24/04/2013 – 19h10
Brasil x Paraguai – 28/04/2013 – 19h10

OBS: Os horários das partidas podem ser modificados.

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