Sul Americano Sub-17: Brasil no hexagonal final

  • por Raniery Medeiros
  • 8 Anos atrás

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Após fazer uma excelente primeira fase no torneio, quando atuou de maneira impecável nos aspectos técnicos e táticos, a seleção comandada por Alexandre Gallo deixou a desejar no hexagonal final do Sul-Americano sub-17.

É fato que a lesão de cinco dos principais jogadores atrapalharam a canarinho no decorrer da fase final. No entanto, para quem havia deixado uma boa impressão na fase anterior, a seleção brasileira demonstrou que a carência de um organizador de jogadas não atormenta apenas o time principal.

Mesmo com todos os problemas enfrentados no hexagonal, o time alcançou a vaga para o mundial que será realizado nos Emirados Àrabes Unidos. A competição acontecerá entre os dias 17 de outubro e 8 de novembro de 2013.

BRASIL 1 X 0 URUGUAI

As duas seleções já haviam se enfrentado na fase de grupos, quando o empate em 1×1 mascarou o grande volume de jogo apresentado pelos brasileiros.

Jogando em velocidade e com o ímpeto de vencer a partida, o Brasil criou inúmeras oportunidades para matar o jogo ainda no primeiro tempo. O lateral Abner, mais uma vez, foi o destaque da partida. O gol surgiu após uma linda trama pelo lado esquerdo. Robert chutou e o goleiro deu rebote. Na sequência da jogada, o atacante Mosquito só empurrou para as redes. Porém, após o chute em gol, o atleta precisou ser substituído em função de uma lesão muscular.

O segundo tempo foi morno e sem grandes emoções. O Uruguai se assanhou e o Brasil se defendeu como pôde. Outra baixa importante foi a contusão do zagueiro Léo Mendes. Fim de jogo e três pontos na conta.

Escalação: Marcos, Auro, Leo Mendes (Eduardo), Lucas (c) e Abner; Thiago, Boschilia e Indio; Caio, Kenedy e Mosquito (Robert) (Arthur).

BRASIL 1 X 1 VENEZUELA

Foi um verdadeiro festival de gols perdidos por parte da amarelinha. O Brasil controlou bem a partida e o plano tático funcionou bem, mas a seleção não conseguiu transformar todas as chances em gols.

Foi após uma bela jogada individual de Boschilia que o placar foi aberto. Intensidade mantida através das jogadas de ultrapassagem dos laterais e domínio completo no meio de campo. Mas, como diz o ditado: “quem não faz, toma”. E foi isso que aconteceu após o zagueiro Eduardo colocar, de maneira infantil, a mão na bola. Pênalti assinalado e convertido por Ponce.

Escalação: Marcos, Auro, Lucas, Eduardo e Abner; Thiago, Boschilia e Índio; Caio, Ewandro e Kenedy.

BRASIL 0 X 0 ARGENTINA

Alexandre Gallo teve de alterar o esquema tático por causa de mais lesões que apareceram no time. A bruxa estava realmente solta.

O que se viu em campo foi um Brasil nervoso, pensando em se defender e fazendo apenas ligação direta através de chutões. Enquanto isso, a Argentina, que até tem um bom time, apresentava as credenciais e apelava para as faltas. Raramente vimos um time tão novo bater tanto. Prova disso foi o jogo anterior, quando os hermanos empataram em 3×3 com o Uruguai. O técnico argentino é Humberto Grondona. Humberto é filho de Julio Grondona, presidente da AFA.

Em relação ao futebol apresentado pelos dois times, pouca coisa relevante foi mostrada. O brasil só ameaçou com chutes de fora da área, sem perigo algum para o goleiro Batalla. A argentina assustava com Driussi. Em um desses lances, o atacante argentino perdeu um gol incrível, cara a cara com Marcos. Mas, méritos para o goleiro brasileiro. O empate foi ruim para ambos os times.

Escalação: Marcos, Auro, Lucas, Eduardo e Abner; Thiago, Gustavo, Índio e Matheus; Caio e Kenedy.

BRASIL 2 X 1 PERU

Foi com a equipe quase que desfigurada que a seleção entrou em campo necessitando apenas vencer para garantir a sua vaga para o mundial da categoria.

O Peru, de forma surpreendente, criou as principais oportunidades na primeira etapa. Nosso lado esquerdo, que não contou com Abner, foi uma verdadeira avenida para o adversário. O ponto de lucidez do time de Alexandre Gallo foi o atacante Kenedy. O jovem jogador do Fluminense tentou abrir espaços através de lances individuais, mas não obteve sucesso.

Somente no segundo tempo, quando o meio de campo passou a se movimentar com maior dinamismo, o brasil assustou e anotou dois gols. Kenedy e Ewandro encaminharam a vitória. Em contrapartida, o velho problema da desconcentração nos instantes finais rendeu um gol ao Peru. Esse gol sofrido fez total diferença.

Escalação: John, Jeferson, Lucas, Eduardo e Auro; Gustavo, Tiago, Caio e Índio; Robert e Kenedy.

BRASIL 2 X 2 PARAGUAI

Último jogo do campeonato e a situação era a seguinte: Brasil, Argentina e Venezuela chegaram empatados com 8 pontos. Vantagem no saldo de gols para os hermanos

Sentindo o peso da responsabilidade, o time entrou totalmente desligado no gramado. Muitos erros de passe, pouca movimentação e espaços foram sendo deixados pelo lado esquerdo. O Paraguai soube aproveitar e abriu o placar com Martínez.

Aos poucos a seleção brasileira foi colocando a bola no chão e organizando boas triangulações pela direita com Matheus e Caio. O empate veio justamente após o lateral Matheus se apresentar pela esquerda e cruzar na cabeça de Kenedy. A igualdade alcançada ainda no primeiro tempo deu moral à equipe.

Na etapa derradeira, a seleção se perdeu em campo e passou a discutir com os paraguaios. Muita catimba e descontrole emocional por parte das duas equipes. Aos 34 minutos, Kenedy virou a partida em mais uma jogada pelo lado esquerdo (ponto forte em todo o campeonato). Quando tudo indicava que o Brasil levaria a vitória, o velho problema da desconcentração apareceu. Sanabria chutou e a bola resvalou na zaga antes de morrer no fundo das redes. O resultado tirou a chance de conquista do título.

Escalação: Marcos, Jeferson, Lucas, Eduardo e Matheus; Gustavo, Auro e Índio; Caio, Robert e Kenedy.

Horas mais tarde Argentina e Venezuela empataram em 2×2. O resultado deu o título para os hermanos, algo que não acontecia desde 2003.

DESTAQUES DO CAMPEONATO

Abner: Nasceu pronto para atuar no time principal do Coritiba. Bom na defesa e ótimo no ataque, o lateral foi o melhor jogador da seleção brasileira durante o torneio.

Foto: Reprodução – Abner foi o grande jogador do Brasil

Foto: Reprodução – Abner foi o grande jogador do Brasil

Kenedy: Rápido, driblador e goleador. O atacante do Fluminense carregou o ataque nas costas e anotou 6 gols no torneio. Bom de bola, só precisa tomar cuidado com o temperamento explosivo.

Foto: Reprodução - Kenedy (com a bola) foi o artilheiro da seleção

Foto: Reprodução – Kenedy (com a bola) foi o artilheiro da seleção

Franco Acosta: Atacante de boa movimentação e autor de 8 gols. O jogador uruguaio foi o artilheiro do torneio.

Foto: Reprodução - Acosta foi o destaque do Uruguai no torneio

Foto: Reprodução – Acosta foi o destaque do Uruguai e artilheiro do torneio

Andrés Ponce: Esse garoto tem estrela, boa colocação e faro de gol. Dos 8 gols anotados pela Venezuela no campeonato, ele fez 7. O Deportivo Táchira que abra o olho.

Foto: Fifa - Ponce duela com Eduardo (4)

Foto: Fifa – Ponce duela com Eduardo (4)

Antonio Sanabria: Grande revelação do futebol paraguaio. Mesmo com o bom futebol apresentado pelo atacante do Barcelona (ESP), sua seleção ficou de fora do Mundial.

Foto: Reprodução - "Tony" Sanabria já se destaca pelo Paraguai e é esperança no Barcelona (ESP)

Foto: Reprodução – “Tony” Sanabria é a esperança Paraguaia

Sebastián Driussi: Típico atacante catimbeiro e chato de ser marcado. Atuou como centroavante e, quando necessário, como armador. Foi autor de um lindo gol de bicicleta. Driussi é argentino e joga pelo River Plate.

Foto: AFA - Driussi: marrento e bom de bola

Foto: AFA – Driussi: marrento e bom de bola

CLASSIFICAÇÃO FINAL:

Foto: Reprodução

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