As 10 melhores contratações da Bundesliga

  • por Doentes por Futebol
  • 8 Anos atrás

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Post feito por Luiz Guilherme de Almeida, do parceiro do Doentes por Futebol, o Bundesliga Brasil.

Passadas as 38 rodadas da Bundesliga, já foi-se o tempo dos contratados mostrarem a que vieram. Com isso, quem provou o seu valor, provou, quem não provou, que sabe nem tenha uma segunda chance para provar. Mas quem se deu bem, mudou de clube, e terminou a temporada por cima, tem bons motivos para comemorar.

Confira as dez transferências mais certeiras da temporada 2012-2013:

10. René Adler (Bayer Leverkusen  Hamburgo)

Mudar de casa após 12 anos e não estranhar as diferenças é algo quase impossível. Para o goleiro René Adler, foi quase imperceptível.

Tendo dedicado todos os anos de sua formação e como profissional ao Bayer Leverkusen, Adler surpreendeu a todos quando ainda em 2012 anunciou que não renovaria seu contrato com os Aspirinas. A decisão era forte, já que o goleiro sempre foi referência no clube de Leverkusen, mas um tanto quanto plausível, uma vez que a chegada de Bernd Leno o colocou em segundo plano.

Marcada pelas várias lesões, sua última temporada em Leverkusen teoricamente teria um gosto amargo se não fosse o talento que o mesmo Adler houvera mostrado anteriormente seu melhor curriculum vitae. Sem clube algum, a proposta do Hamburgo foi uma retomada da carreira em grande estilo.

Na última temporada da Bundesliga Adler mostrou que reencontrou seu futebol perdido. Livre das lesões, o arqueiro foi titular em 32 partidas das 34 disputadas pela nova equipe, concedendo 52 gols. A velha forma havia voltado; Adler recuperava seus reflexos e agilidade debaixo das traves, mesmo com uma linha defensiva esburacada e vacilante. Foi considerado em sete ocasiões o melhor jogador do Hamburgo em uma partida.

A coroação de seu retorno veio em forma de convocação para a seleção alemã. Após dois anos de ausência e a perda da disputa em 2010, quando seria o titular indiscutível da Nationalelf, Adler voltou a ser lembrado por Joachim Löw e vem disputando o posto de 2º goleiro do país. Aos poucos, o recomeço.

9. Takashi Inui (Bochum → Eintracht Frankfurt)

O mercado nipônico anda mesmo aquecido na Alemanha. A mais nova prova nessa temporada atende pelo nome de Takashi Inui, trazido pelo Frankfurt junto ao Bochum por €1.200.000.

Seguindo os passos do compatriota Shinji Kagawa, Inui é mais um meia ofensivo que desembarcou na Alemanha e conquistou seu espaço. Começou a temporada de forma avassaladora, atuando pelas pontas do campo no esquema agudo do técnico Armin Veh. Aliando velocidade e qualidade na criação dos espaços, o meia japonês virou destaque da equipe ao dar trabalho aos laterais adversários que já não o acompanhavam tanto.

Inui não é o jogador mais atuante dentro da área, mas auxilia demais seus companheiros a entrarem nela. Seus seis gols e oito assistências anotados em 33 partidas são positivos, mas refletem apenas uma parte do trabalho coletivo que o jogador desempenhou ao longo da Bundesliga. Com sua movimentação e quebra defensiva, o ponta japonês auxiliou colegas como Alexander Maier, Srdjan Lakic e Stefan Aigner a marcarem 16, 4 e 9 gols, respectivamente.

O jogador viu seu valor de mercado dobrar após essa temporada, sendo avaliado em €4.000.00. Há quem já diga que o Borussia Dortmund acha tal valor uma pechincha.

8. Daniel Carvajal (Real Madrid B → Bayer Leverkusen)

Aos 21 anos, Dani Carvajal era uma promessa do Real Madrid B (conhecido como Castilla) que tinha pouquíssimas oportunidades. Na verdade, nenhuma. Após uma ótima Euro-Sub 19 pela Espanha, o jogador atraiu a atenção do Bayer Leverkusen que não hesitou em desembolsar € 6.000.000 pelo seu futebol. E o retorno foi quase que imediato.

Sem sentir qualquer dificuldade, Carvajal assumiu a lateral-direita dos Aspirinas logo no início da temporada. Bem desenvolvido tecnicamente, o jogador encontrou na Alemanha a oportunidade que esperava para poder brilhar. Conseguiu evoluir seu jogo defensivo e tornou-se pilar da defesa do time. Atuando por 32 partidas, fez apenas um gol, mas contribuiu com sete assistências e constante presença no ataque, auxiliando o artilheiro Stefan Kießling.

7. Max Kruse (St. Pauli  Freiburg)

Meia de origem, atacante por vocação, Max Kruse já era destaque desde o St.Pauli. Atuando em um clube pequeno, a grande esperança na janela de julho do ano passado era fechar um contrato com alguma equipe maior, com mais tradição do futebol alemão. Quando foi anunciada sua venda por €500.000 para o Freiburg, muitos especularam que esse poderia ter sido um passo atrás na carreira promissora. Naquela época, Kruse cravava que “veio para o Freiburg porque algo o indicou que esse seria o melhor caminho para ele”. E ele estava certo

Efetivado como atacante, o jogador de 25 anos encontrou no clube da Floresta Negra tudo aquilo que precisava para explorar todo o seu potencial. Atuando como homem de referência ele seria municiado por um meio-campo hábil composto por Daniel Caligiuri e Oliver Baumann, além de atuar em maiores pressões. O resultado foi retribuído em futebol.

Oportunista dentro da área e inteligente fora dela, o jogador atuou em todas as 34 partidas do Freiburg na Bundesliga, sendo o que mais atuou. Marcou 11 gols que colocaram a modesta equipe brigando por uma inédita vaga à Champions League até a última rodada. Deu outras oito assistências e obteve 84% de acerto nos passes tentados.

A ótima temporada rendeu frutos tanto para Kruse, quanto para o clube que apostou nele. Para 2013-14, o jogador foi vendido por €2.500.000 para o Borussia M’gladbach, valor cinco vezes maior do que foi pago pelo Freiburg na sua então modesta contratação.

6. Kevin De Bruyne (Chelsea  Werder Bremen)

De Bruyne Marco Reus

A temporada pífia feita pelo Werder Bremen agradou ao menos à Kevin De Bruyne. Contratado por empréstimo junto ao Chelsea por €450.000, o versátil jogador belga conseguiu se destacar em uma equipe fraca tecnicamente e superdependente do seu futebol.

Visto como uma das grandes promessas da última geração da Bélgica, De Bruyne foi levado ao Chelsea e prontamente repassado ao Werder Bremen para adquirir experiência. Contudo, o que se viu em solo germânico foi um jogador bastante maduro para sua idade e desempenho dentro de campo. Sendo um verdadeiro coringa, atuou por seis posições diferentes, dentre elas atacante e volante, capacidade até então adormecida em seu repertório. Dono de um pé esquerdo potente e boa visão de jogo, foi questão de tempo tornar-se protagonista.

Referência da equipe verde, brilhou mais intensamente atuando como camisa 10, fazendo a ligação entre um meio-campo fraco até um ataque inoperante. Diante do cenário, coube ao jogador exercer múltiplos papeis e anotar 10 gols, nove assistências e cumprir tarefas defensivas. Ciente da dificuldade em encontrar espaço no Chelsea, De Bruyne já afirmou que gostaria de ficar, mas vê com bons olhos uma ida à outra equipe melhor tecnicamente. A verdade é que o belga franzino anda desperdiçado em Bremen. Sua contribuição já foi dada a uma equipe que almeja pouco.

5. Szabolcs Huszti (Zenit  Hannover)

O modesto 9º lugar do Hannover pode ter muitas explicações, mas talvez a principal delas seja a falta que Szabolcs Huszti faz ao time. Quando contraiu uma séria lesão na coxa esquerda, ainda em dezembro, na 21ª rodada, Huszti vinha literalmente carregando sua equipe nas costas. O meia húngaro parecia finalmente atingir todo o potencial nele depositado ao longo da sua carreira, agora atuando como principal homem de ligação entre o meio-campo e ataque dos Rotten.

Sofrendo com a armação temporada após temporada, o Hannover viu naquele jogador encostado no Zenit o potencial para ser o maestro da equipe. A aposta foi feita quando acertou por €750.000 a chegada do meia, valor módico pelo desempenho que ele teria então. Com a camisa 10, Huszti atuou por 21 partidas na Bundesliga, 19 delas como titular absoluto. Foram nove gols e nove assistências, além do estilo coletivo em que atuava. Huszti também foi fundamental na campanha da equipe pela Liga Europa, somando outros três tentos e assistências em oito jogos.

Ao bater aquele pênalti e anotar seu gol diante do Hamburgo, Huszti não esperava romper o músculo da coxa esquerda e ficar fora do restante da temporada. Ninguém esperava. Sem suas performances o Hannover passou por enormes dificuldades e sucumbiu em ambas as competições. Com o húngaro de menos de €1 milhão talvez a história teria sido diferente.

4. Mario Mandzukic (Wolfsburg  Bayern de Munique) 

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O atacante croata mostrava em seus tempos de Wolfsburg aquilo que faltava ao ataque bávaro até então: um homem de frente responsável taticamente, ao mesmo tempo em que era prolífico dentro da área.

Tirando proveito de uma lesão do então titular, Mario Gomez, Mandzukic chegou ao Bayern por €13.000.000, após uma Eurocopa promissora pela Croácia e não se acanhou. Recebeu a camisa 9 de Jupp Heynckes com a obrigação de cumprir um papel muito além do que apenas marcar gols. Para o bom funcionamento da engrenagem bávara que vinha sendo montada, era preciso um atacante que pressionasse os adversários lá na frente, recompondo o meio-campo quando preciso e que soubesse atuar em velocidade. O croata soube reunir todas essas características ao longo da temporada, tendo até mesmo colocado seu rival no banco muitas vezes.

Aos 27 anos de idade, o jogador teve a melhor temporada de sua carreira em alto nível. Pela Bundesliga foram 15 gols em 27 jogos, sendo 22 deles como titular. Distribuiu uma assistência e teve um bom aproveitamento de 72% nos passes tentados. Mesmo não sendo o atacante tecnicamente mais primoroso, mostrou-se de extrema utilidade para o sucesso avassalador do Bayern de Munique.

3. Bastian Oczipka (Bayer Leverkusen  Eintracht Frankfurt)

De reserva do reserva no Bayer Leverkusen, para titular absoluto e um dos melhores da liga em sua posição; tudo isso em apenas uma temporada. O lateral-esquerdo Bastian Oczipka acertou em cheio quando decidiu sair do ostracismo e das barreiras que seguravam seu futebol em Leverkusen e encarar o desafio de uma equipe menor. Na verdade, quem acertou ainda mais foi o Eintracht Frankfurt que, por meros €500.000 trouxe um jovem lateral confiável e de enorme potencial.

Aos 24 anos, Oczipka arrumou as malas e desembarcou no recém promovido Frankfurt para se tornar um dos jogadores mais cobiçados da Alemanha. Lateral de forte apoio ofensivo e excelente recomposição, não encontrou os obstáculos dos tempos de Leverkusen e pode se tornar peça-chave do esquema de Amin Veh. Atuando em 33 das 34 partidas do clube na Bundesliga, o jogador conseguiu quase quadruplicar o seu tempo de jogo. Durante a temporada 11-12, Oczipka entrou em campo em apenas nove oportunidades.

Seu desempenho na última Bundesliga reitera a ótima temporada: titular absoluto em 33 jogos, 10 assistências, um cartão amarelo, média de cinco desarmes por jogo e uma dúvida na cabeça de Joachim Löw.

2. Dante (Borussia M’gladbach  Bayern de Munique)

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Desconhecido por muitos, gigante aos poucos. A trajetória do zagueiro Dante na Bundesliga tomou outro rumo quando o Bayern de Munique pagou €4.700.000 ao Borussia M’gladbach. Ciente do tamanho do novo desafio, Dante não hesitou. Durante toda a temporada o brasileiro impressionou pela segurança dada ao miolo de zaga bávaro, pelos desarmes certeiros e força no jogo aéreo defensivo e ofensivo. Seu desempenho chamou a atenção do técnico Luiz Felipe Scolari, que passou a convocar Dante de forma constante para a seleção brasileira, até conquistar vaga definitiva no grupo da Copa das Confederações.

Em campo, Dante é bastante querido pelos companheiros, domina a língua e demonstrou jogando futebol o quanto evoluiu ao longo dos anos. Titular inquestionável na temporada, foi às redes apenas uma vez, mas foi o jogador que mais atuou no elenco bávaro, com 29 partidas na Bundesliga, 40 no ano. Com apenas quatro cartões amarelos no currículo, Dante apresentou 91% de sucesso em seus passes, o melhor zagueiro no quesito em toda a Bundesliga.

Sob a batuta de Guardiola, Dante deverá assumir papel ainda mais importante na defesa, podendo ser o homem de confiança do treinador espanhol.

1. Marco Reus (Borussia M’gladbach  Borussia Dortmund)

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Ao despontar pelo Borussia M’gladbach na temporada 11-12, muito se esperava de Marco Reus na sua nova empreitada. Seu futebol vertical e ofensivo fez com que o Borussia Dortmund não pestanejasse ao pagar a bagatela de €17.100.000 ao clube xará e assegurasse todo o seu talento para a atual temporada. Naquela época, a concorrência praticamente não teve tempo de pensar em contratá-lo; os aurinegros sabiam que Reus era tiro certo e precisava ser contratado rápido.

O que se viu foi uma adaptação imediata. Sem qualquer dificuldade, Marco Reus caiu como uma luva no time de Jürgen Klopp, sendo capaz de atuar em qualquer função do meio-campo ofensivo à frente. O entrosamento com Mario Götze também foi imediato, consolidando uma dupla letalmente criativa e eficiente, dominante em sua movimentação ofensiva. Com características mais definidoras do que Götze, Marco Reus teve total liberdade para compor o ataque com Lewandowski, o que lhe garantiu 14 gols em 32 jogos, 27 como titular. As nove assistências dadas foram mais efetivas quando deslocado ao flanco esquerdo, seu habitat.

Com a saída de Mario Götze, o outro prodígio do Dortmund assumirá o papel principal na equipe. Possivelmente atuando centralizado, o jogador terá a missão de manter a eficiência e poderio ofensivo. Tarefa que ele já se mostrou capaz de cumprir.

Esqueci de alguém? Não concorda? Diga nos comentários quais foram pra você as melhores  contratações desta temporada no futebol alemão.

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