Clubes compatriotas em finais de Champions

  • por João Rabay
  • 7 Anos atrás

RAUL

É final de Champions League, mas poderia ser a decisão da Copa da Alemanha, como na temporada passada. A UCL 2012/13 é a quarta na história a ter dois times do mesmo país decidindo o título, e a primeira em que isso acontece com alemães.

Criada em 1955, a competição europeia de clubes era chamada European Cup até 1992, quando foi rebatizada e passou a ser conhecida como UEFA Champions League. Antes da edição 1997/98, apenas um clube de cada país, o campeão nacional, se classificava para o torneio continental. Ou seja, a chance de dois conterrâneos decidirem quem seria o campeão europeu só existe há 15 anos.

Relembre as três outras decisões entre times do mesmo país.

  

1999/2000 – Real Madrid 3 x 0 Valencia

Hierro levanta a oitava Champions do Real

Hierro levanta a oitava Champions do Real

O Real Madrid liderado por Raúl bateu o Valencia na França para conquistar o oitavo título europeu, o segundo em três anos (os merengues haviam vencido a edição 1997/98 e viriam a ganhar também em 2001/02, chegando a três títulos em cinco anos). O Valencia de Mendieta seria vice-campeão novamente na temporada seguinte, dessa vez perdendo para o Bayern.

Os blancos chegaram à final depois de eliminar Manchester United e Bayern nas quartas e semi, respectivamente. Já o Valencia bateu a Lazio e outro espanhol, o Barcelona, na sequência. No Campeonato Espanhol, os dois ficaram longe do título, conquistado pelo Deportivo La Coruña. O Valencia foi o 3º, e o Real o 5º.

O time da capital venceu fácil, com gols de Morientes, no primeiro tempo, e de McManaman e Raúl no segundo. O inglês foi eleito o melhor jogador da final, coroando uma grande atuação abrilhantada pelo belo gol de sem-pulo.

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 2002/03 – Juventus 0 x 0 Milan – Milan campeão nos pênaltis

Dida se estica para garantir a festa rossonera em 2003 (Foto: Getty Images)

Dida se estica para garantir a festa rossonera em 2003 (Foto: Getty Images)

A Juventus, campeã italiana daquela temporada, foi ao Old Trafford, em Manchester, enfrentar o Milan, 3º colocado do Calcio, desfalcada de seu principal jogador. Pavel Nedved foi suspenso por ter levado o segundo cartão amarelo na competição na semifinal contra o Real Madrid.

A Velha Senhora bateu dois espanhóis no mata-mata, Barcelona, nas quartas, e Real Madrid, nas semifinais. Já o Milan deixou Ajax e a arquirrival Internazionale pelo caminho.

Shevchenko teve um gol anulado no tempo normal porque, segundo o bandeira, Rui Costa, impedido, atrapalhou a ação de Buffon no lance. Conte acertou uma cabeçada na trave no segundo tempo. O poste também salvou a Juventus em uma finalização de Pirlo.

As duas equipes decidiram não correr riscos na parte final da partida e na prorrogação, levando a decisão aos pênaltis. O goleiro Dida brilhou ao defender as cobranças de Trezeguet, Zalayeta e Montero. As defesas de Buffon nos chutes de Seedorf e Kaladze não foram suficientes para evitar o sexto título rossonero.

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 2007/08 – Manchester United 1 x 1 Chelsea (Manchester United campeão nos pênaltis)

Terry e o escorregão que adiou o sonho do Chelsea em 4 anos (Foto: Reuters)

Terry e o escorregão que adiou o sonho do Chelsea por 4 anos (Foto: Reuters)

A Premier League estava no auge na segunda metade da década passada. Prova disso é que três ingleses disputaram as semifinais das Champions League 2007/08 e 2008/09. Manchester United e Chelsea bateram, respectivamente, Barcelona e Liverpool para chegar à grande final em Moscou em 21 de maio de 2008. A partida colocava frente a frente o campeão e o vice da EPL daquela temporada, e, mais uma vez, os Diabos Vermelhos levaram a melhor.

Esta foi, sem dúvidas, a melhor entre as três decisões citadas, com várias oportunidades de gol para os dois lados. O time de Alex Ferguson abriu o placar em uma bela cabeçada de Cristiano Ronaldo – parecida com o gol que ele marcou contra o próprio United no Bernabéu neste ano. O gol dos blues também foi marcado pelo craque do time, Frank Lampard. Tudo no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Chelsea jogou melhor e teve a chance de virar o jogo em chute de Drogba de fora da área. A bola tocou a trave e saiu. Já na prorrogação, novamente o poste salvou van der Sar, dessa vez em chute de Lampard. John Terry tirou, quase em cima da linha, um gol certo de Ryan Giggs. Após confusão generalizada, Didier Drogba foi expulso por ter dado um tapa em Vidic. Apesar do ímpeto das duas equipes, a decisão foi para as penalidades.

A paradinha de Cristiano Ronaldo, na terceira cobrança, não enganou Petr Cech, que espalmou o chute com facilidade. Após quatro conversões certas de cada lado, o capitão John Terry pegou a bola para dar ao Chelsea seu primeiro título de UCL. Quis o destino que ele escorregasse e acertasse a trave esquerda de van der Sar. Anderson, Kalou e Giggs converteram na sequência, e a defesa do goleiro holandês no chute de Anelka deu o título à equipe de Manchester.

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Comentários

Jornalista. Doente por futebol bem jogado e inimigo de jogadores que desistem da bola para cavar falta e de atacantes "úteis porque marcam os laterais".