Guia do Campeonato Brasileiro 2013 – parte 3

  • por Doentes por Futebol
  • 8 Anos atrás

SANTOS

João Rabay

Santos

Muito mais que o Campeonato Paulista, o que o Santos perdeu em 2013 foi tempo. Cinco preciosos meses que deveriam servir como preparação para as disputas do Brasileiro e da Copa do Brasil e que, mesmo jogando apenas as modorrentas 19 rodadas da primeira fase do estadual, foram jogados no lixo.

Na escalação, o Santos é praticamente o mesmo que terminou 2012. O que mudou foram as entradas de Renê Júnior, Cícero e Montillo. Nada que sirva para mudar de patamar o oitavo colocado do Brasileirão 2012.

Mesmo sentindo nas pernas o peso da idade, Durval e Léo seguem titulares absolutos na equipe de Muricy. Ainda que o zagueiro Neto, ex-Guarani, e o lateral Emerson, das categorias de base, tenham mostrado condições de assumirem as vagas nas poucas oportunidades que receberam. No ataque, Muricy Ramalho ainda não conseguiu decidir quem é o menos pior entre André e Miralles. Ao que tudo indica o primeiro vai para o Vasco, abrindo espaço para o argentino, que até teve uma boa fase no início do ano.

Foto: Reprodução - A indecisão da transferência de Neymar pode atrapalhar os planos do Santos.

Foto: Reprodução – A indecisão da transferência de Neymar pode atrapalhar os planos do Santos.

Montillo, contratação cara e comemorada, ainda não engrenou. É difícil tentar lembrar um grande jogo do ex-cruzeirense. Como se não bastasse, uma lesão o tirou dos jogos mais importantes do Paulistão. Cícero, mesmo sem ser protagonista, consegue fazer sua parte para arrancar boas jogadas e gols na marra, mas precisa de um apoio melhor do companheiro de meio campo.

Taticamente o Peixe também é o mesmo de 2012. Em outras palavras, a equipe continua uma bagunça. Os meias não se aproximam, os volantes não chegam ao ataque, não há tabelas nem jogadas tramadas com os laterais. Neymar continua sendo a única esperança de criação, mas está longe de apresentar seu melhor futebol.

Não é por acaso que o Santos terminou o mata-mata do Paulistão com três empates e uma derrota. Foram apenas quatro gols marcados em quatro partidas, todos em jogadas originadas de bolas paradas. O famoso Muricybol.

A diretoria passou os primeiros cinco meses do ano tão inerte quanto o treinador. Nenhum reforço foi anunciado até agora, mesmo com jogadores de times pequenos se destacando em estaduais Brasil afora. O presidente Luís Álvaro está afastado do cargo desde o fim do ano passado por motivos de saúde. Sem decidir se renuncia ou não, deixa o vice-presidente Odílio Rodrigues em seu lugar. E ele parece mais preocupado com a negociação por Neymar que com reforços para o elenco.

A não ser que ocorra uma revolução mental no treinador ou na diretoria do futebol, que não parece disposta a trocar o comando técnico do Santos, a equipe da Baixada parece destinada a passar mais um Campeonato Brasileiro como coadjuvante. Com o futebol feio e a iminente saída de Neymar, terminar o torneio na metade de cima da tabela seria motivo para o torcedor ficar satisfeito.

Santos tática

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