Parque Antarctica recebia seu primeiro jogo oficial há 111 anos

  • por Helena Cristina de Oliveira
  • 6 Anos atrás
Foto: Milton Isidoro Pazzi Junior - Arquibancada do estádio do Palmeiras

Foto: Milton Isidoro Pazzi Junior – Arquibancada do estádio do Palmeiras

Quem passa pela Avenida Francisco Matarazzo e vê toda aquela estrutura montada já imagina como será a tão esperada Arena Palmeiras (ou Allianz Parque, se o nome pegar), que promete ser a mais moderna da América Latina. Já quem é palmeirense olha tudo aquilo com uma ponta de saudade, principalmente ao ver a arquibancada – que foi o que restou da antiga casa – com o símbolo do Palmeiras, o nome do clube e a menção pintada de verde e branco de encher o peito: “Campeão do Século XX”. Mas aquele lugar, com tantas histórias para contar, nem sempre foi do Palmeiras. E hoje, dia 03 de maio, faz 111 anos que foi inaugurado e recebeu a primeira partida oficial paulista e brasileira, disputada pela Associação Athlética Mackenzie College e Sport Club Germânia.

Foi no final do século XIX que a Companhia Antarctica Paulista, empresa do ramo de bebidas, criou um espaço de lazer para seus funcionários denominado Parque da Antarctica Paulista. Com o futebol crescendo entre os brasileiros, no entanto, a companhia viu uma oportunidade de locar seu espaço para as partidas de clubes que surgiam. Na época, o campo tinha quatro mandantes, todos de São Paulo: Germânia, Mackenzie, SPAC, e Paulistano.

Entrada do antigo Parque Antárctica

Entrada do antigo Parque Antarctica

Em 1917, o Palestra Itália passou a ser mandante de seus jogos oficiais no local também. Em 27 de abril de 1920, com o apoio da Companhia Matarazzo, o Parque foi comprado pelo clube no valor de 500 contos de réis. O Palmeiras passou a investir no estádio com a construção de arquibancadas, ampliando a capacidade para mais de 30 mil torcedores. Agora, com a construção da nova arena, o Palmeiras poderá receber 45 mil torcedores com muito mais comodidade. Parque Antarctica da Paulista, Parque Antártica, Palestra Itália, Arena Palmeiras, Allianz Palestra, Allianz Parque… Quantas denominações para um lugar que fez e ainda fará parte da história do futebol brasileiro, de outros clubes e, claro, do Palmeiras. Para quem é palmeirense, talvez seja melhor só chamar de segunda casa mesmo.

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Jornalista. Interessou-se pela área graças ao seu time do coração, o Palmeiras. Foi finalista do 5º Prêmio Santander Jovem Jornalista em 2010, quando ainda era estudante. Com 25 anos, atualmente trabalha na Comunicação & Marketing do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), em São Paulo. Viu na Doentes por Futebol uma oportunidade de fazer parte do jornalismo esportivo, que é um sonho e um segmento em que acredita que pode ter mais valor para a sociedade.