Resumo do Campeonato Paranaense 2013

  • por Leandro Bruning Canton
  • 6 Anos atrás

Fizemos um apanhado de tudo o que aconteceu no Paranaense deste ano.

Foto: coritiba.com.br - Elenco coxa-branca comemora o tetracampeonato paranaense

Foto: coritiba.com.br – Elenco coxa-branca comemora o tetracampeonato paranaense

Às 15:50 deste domingo, o árbitro Adriano Milczvski apitava o início do Atletiba 356, o derradeiro jogo do Campeonato Paranaense 2013, competição que foi marcada por inúmeras polêmicas e discussões, mas também por jogos emocionantes, boas revelações e a volta de um craque ao futebol brasileiro.

Antes do início do torneio, já ficava claro que não seria um campeonato qualquer. Por não concordar com a verba de TV oferecida ao clube, o presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, não assinou o acordo com a RPC TV e os jogos do time não foram transmitidos nem por TV aberta, nem pelo Pay-Per-View. E, por não concordar com o contrato com a TV, Petraglia ordenou aos jogadores e comissão técnica que não dessem nenhuma entrevista a qualquer outro meio de comunicação que não fosse a rádio do clube, sem contar a proibição da entrada de repórteres nos treino do time. Além disso, por considerar o Paranaense um campeonato deficitário e de baixo nível técnico, o mandatário rubro-negro informou que o clube disputaria a competição com o time sub-23, enquanto a equipe principal disputaria torneios e jogos amistosos.

O início da competição foi marcado pelo bom futebol do Londrina, que se consolidou como o favorito a tirar o título da dupla Atletiba. Com uma parceria com o empresário Sergio Malucelli, a equipe do interior, comandada pelo técnico Claudio Tencati, apresentou um futebol de muita qualidade, mostrando ao futebol paranaense bons nomes, como o goleiro Danilo, o zagueiro Gilvan, o volante Bruno e o atacante Neílson.

Durante o primeiro turno, quem também se sobressaiu foi o Coritiba. Por escolher ter uma pré-temporada mais longa para os principais jogadores, o clube coxa-branca iniciou a competição com uma equipe considerada reserva, mas não demorou muito para o time titular entrar em campo. E, com isso, um dos grandes nomes do futebol brasileiro estava de volta às competições tupiniquins: o meia Alex reestreou com a camisa do Coritiba na vitória sobre o J. Malucelli.

No decorrer do primeiro turno, a disputa se polarizou entre Londrina e Coritiba, que se enfrentaram na última rodada, no interior do estado, para disputar o título desta primeira parte do campeonato. O Coritiba jogava pelo empate, enquanto o Londrina precisava da vitória. Em jogo muito nervoso e pegado, o Coritiba venceu por 1×0, gol de Alex, conquistou o primeiro turno e garantiu uma vaga na decisão do campeonato.

Foto: gazetadopovo.com.br - Alex recebe a taça do primeiro turno

Foto: gazetadopovo.com.br – Alex recebe a taça do primeiro turno

Mas a partida foi marcada pelas intensas reclamações de jogadores, comissão técnica e dirigentes do Londrina, que pediam a marcação de 3 pênaltis em lances em que a bola bateu na mão de jogadores do Coritiba dentro da área. O resultado da reclamação não foi bem o esperado: em julgamento no TJD-PR, 3 jogadores da equipe foram suspensos por alguns jogos, o dirigente Sergio Malucelli recebeu gancho de 180 dias e o clube foi punido com a perda de um mando de campo.

No segundo turno, o que se viu foi a ascensão do sub-23 atleticano, que já havia terminado o primeiro turno muito bem, mostrando bons valores, como o goleiro Santos, o lateral Leo, o volante Hernani, e o atacante Douglas Coutinho. O Londrina, mesmo com as punições, foi outro time que se manteve muito bem, sempre cotado para conquistar o turno. Quem decepcionou foi o campeão da primeiro metade, o Coritiba, que empatou jogos em casa e perdeu sua invencibilidade no torneio contra o rival Paraná Clube.

Chegando ao final do turno, Londrina e Atlético disputavam o título, e o Coritiba estava no caminho dos dois: primeiro saía de casa para enfrentar o Atlético na penúltima rodada, depois recebia o Londrina na última rodada. Aí surgiu outra polêmica na competição. Impedido pelo Ministério Público de mandar o Atletiba no Eco-Estádio, pertencente ao J. Malucelli, que estava sendo utilizado pelo Atlético em função das obras na Arena da Baixada, o presidente do Atlético indicou o Couto Pereira para o clássico, sem entrar em contato com a diretoria coxa-branca. O Coritiba se recusou a negociar o aluguel do estádio e o dirigente atleticano procurou a diretoria do Paraná Clube para jogar na Vila Olímpica do Boqueirão.

Passada a discussão, o Furacão venceu o clássico por 3×1, mas o Londrina também ganhou, levando a decisão do turno para a última rodada. Para o Atlético, bastava uma vitória contra o Operário em Ponta Grossa, enquanto o Londrina necessitava de um tropeço atleticano e de uma vitória contra o Coritiba. No final das contas, o rubro-negro perdeu por 4×1 para o Operário, mas chegou à final graças à vitória de 3×1 do Coritiba sobre o Londrina. Uma pena para o clube londrinense, que, mesmo com a melhor campanha geral da competição, teve que se contentar com a disputa do título do interior, que venceu sobre o Operário.

Foto: futebolparanaense.net - Atlético comemora o título do segundo turno

Foto: futebolparanaense.net – Atlético comemora o título do segundo turno

Na final do Campeonato Paranaense, as equipes mais tradicionais do estado disputavam o título pela 6ª vez consecutiva: em 2008, o Coritiba foi campeão, 2009 foi o ano atleticano, de 2010 a 2012, o Coxa ficou com o tricampeonato. Era a chance alviverde de se tornar tetracampeão depois de 39 anos e a chance rubro-negra de acabar com o domínio coxa-branca.

No primeiro jogo, na Vila Olímpica do Boqueirão, a partida foi muito brigada, como era de se esperar. O Coritiba abriu o placar, o Atlético buscou a virada, mas o Coxa empatou no final da partida, resultado que deu a vantagem do empate no segundo jogo para a equipe alviverde.

Durante a semana, declarações do zagueiro argentino Escudero do Coritiba inflamaram as torcidas, gerando uma expectativa ainda maior para a partida. No segundo jogo, emoção do início ao fim: o Atlético abriu o placar logo aos 5 minutos, mas o Coritiba virou, e fechou o placar em 3×1 aos 46 do segundo tempo.

Final de jogo, tetracampeonato paranaense garantido para o Coritiba, primeiro título dirigindo um time profissional do técnico Marquinhos Santos, de apenas 33 anos, e primeiro título com a camisa do Coritiba, do meia Alex, que ainda se consagrou como artilheiro da competição.

O saldo final da competição, contestada em seu início, foi muito positivo. Reaparecimento de um time do interior como força do estado, boas revelações que poderão se destacar nos próximos campeonatos, um craque que, após 9 anos, voltou ao futebol brasileiro mostrando que ainda é craque e a expectativa de um bom ano para as equipes paranaenses nas competições nacionais.

Foto: futebolparanaense.net - Londrina foi o campeão do interior após grande campanha

Foto: futebolparanaense.net – Londrina foi o campeão do interior após grande campanha no campeonato

Dados técnicos da competição:

Campeão: Coritiba
Vice-campeão: Atlético
Campeão do interior: Londrina
Vice-campeão do interior: Operário
Classificados para a série D 2013: Londrina e J. Malucelli
Rebaixados: Paranavaí e Nacional
Artilheiro: Alex (15 gols)
Melhor ataque: Coritiba (54 gols)
Melhor defesa: Londrina (18 gols)
Gols: 351 (média de 2,6 por jogo)

Seleção do campeonato:
Goleiro: Santos (Atlético);
Zagueiros: Dirceu (Londrina) e Leandro Almeida (Coritiba)
Laterais: Léo (Atlético) e Wendell (Londrina);
Volantes: Bruno e Germano (ambos do Londrina)
Meias: Alex e Rafinha (ambos do Coritiba)
Atacantes: Douglas Coutinho (Atlético) e Neílson (Londrina).
Técnico: Claudio Tencatti (Londrina)
Revelação: Douglas Coutinho (Atlético)
Craque do júri e craque da galera: Alex (Coritiba)
Gol mais bonito: Patric (Coritiba)

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