Copa das Confederações: A história da competição

  • por Rogério Bibiano
  • 6 Anos atrás

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Começa no próximo dia 15/06, no Brasil, a Copa das Confederações, torneio que reúne os campeões continentais, o país-sede e o último campeão da Copa do Mundo.

O formato atual, com 8 seleções, começou em 1997, ano em que a Fifa assumiu de forma oficial a organização do torneio. A partir de 2001, a competição passou a ser utilizada como evento-teste para os países-sede da Copa do Mundo, sempre um ano antes do início do Mundial.

O Brasil, com 3 títulos, é o maior vencedor da competição, seguido pela França, com 2 títulos. Argentina, Dinamarca e México, com 1 título, são as demais seleções laureadas. Os mexicanos são, até hoje, a única seleção fora do grupo América do Sul-Europa a vencer o torneio.

1992 e 1995: com a Copa Rei Fahd, o começo da Copa das Confederações

Em outubro de 1992, a Arábia Saudita organizou em homenagem ao rei Fahd bin Abdulaziz Al Saud, um torneio de futebol envolvendo o campeão asiático de seleções, que havia sido a própria Arábia Saudita (campeã asiática em 1988), a Argentina, campeã da Copa América de 1991, a Costa do Marfim, campeã da Copa Africana de Nações(CAN) de 1992 e os Estados Unidos, campeões da Copa Ouro em 1991.

A ideia de organizar um grande torneio com os campeões continentais foi do próprio rei Fahd, um apaixonado por futebol. A competição, realizada na segunda quinzena de outubro, não contou com a seleção campeã europeia, que na época era a Dinamarca. Sobre a não participação europeia, comenta-se que a Uefa não liberou os dinamarqueses para jogarem o torneio, fato que nunca foi oficialmente confirmado.

Cartaz da primeira edição da Copa Rei Fahad. Torneio foi a inspiração para a Copa das Confederações - foto:

Cartaz da primeira edição da Copa Rei Fahad. Torneio foi a inspiração para a Copa das Confederações 

Sem os europeus, os sauditas convidaram os norte-americanos. O formato da competição era simples. Semifinal, decisão de terceiro lugar e final. O sorteio apontou nas semifinais: Arábia Saudita x Estados Unidos e Argentina x Costa do Marfim. Assim, os sauditas passaram fácil pelos norte-americanos, 3×1. Na outra semifinal, a Argentina atropelou a Costa do Marfim, 4×0. Os Estados Unidos ficaram em terceiro ao vencerem os marfinenses, 5×2.

No dia 20/10/1992, a Argentina do goleiro Goycochea, do capitão Ruggeri, de Redondo, Simeone e dos atacantes Caniggia e Batistuta, venceu a Arábia Saudita, que contava com a talentosa dupla de ataque Al-Jaber e Saeed Al Owairan, por 3×1 (com gols de Leo Rodriguez, Caniggia e Simeone, descontando Owairan). Os argentinos foram os primeiros campeões do torneio (veja o vídeo com os gols da decisão, abaixo), no qual a organização e a premiação paga aos participantes destacavam-se perante outras competições de mesmo formato.

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Após o sucesso da primeira edição, sobretudo financeiro, dado o poderio econômico da família real saudita (principal incentivadora do evento), tivemos em 1995 a segunda edição do torneio. Participaram a Arábia Saudita, país-sede; a Dinamarca, campeã européia de 1992; o Japão, campeão asiático de 1992; a Argentina, campeã da Copa América de 1993; o México, campeão da Copa Ouro de 1993, e a Nigéria, campeã africana de 1994.

As 6 seleções foram divididas em dois grupos de 3 seleções cada. No grupo A estavam, Dinamarca, México e Arábia Saudita. No grupo B, Argentina, Nigéria e Japão. Outra novidade, estava na data em que a competição foi realizada, na primeira semana de janeiro. O sistema de disputa era simples: os campeões dos respectivos grupos iriam diretamente para a final. Os segundos colocados disputariam o terceiro lugar.

No grupo A, os donos da casa perderam para o México e para a Dinamarca, por 2×0. No jogo que decidiu o grupo, mexicanos e dinamarqueses empataram em 1×1. Como ambas as seleções empatadas em todos os critérios, o vencedor do grupo foi decidido nos pênaltis. Os mexicanos Bernal e Luis García falharam em suas cobranças, enquanto os dinamarqueses não perderam nenhuma, vencendo por 4×2 nos pênaltis e garantindo vaga na final.

No grupo B, a Nigéria estreou contra o Japão com vitória tranquila, 3×0. Dois dias depois, foi a vez da Argentina golear o Japão, 5×1. Na “decisão” do grupo, nigerianos e argentinos fizeram um bom jogo, equilibrado e sem abertura do placar. O resultado foi suficiente para a Argentina chegar à sua segunda final seguida, beneficiada pelo melhor saldo de gols ante os nigerianos.

Após o título europeu de 1992 a Dinamarca foi a grande campeã da Copa Rei Fahad 1995 - foto: reprodução/footbrasil

Após o título europeu de 1992 a Dinamarca foi a grande campeã da Copa Rei Fahad 1995 – foto: reprodução/footbrasil

Assim no dia 10/01/1995, na decisão pelo terceiro lugar, mexicanos e nigerianos empataram no tempo normal, 1×1. Nos pênaltis, vitória azteca por 5×4 (Amunike perdeu para a Nigéria). Na grande final, a entrosadíssima Dinamarca, comandada pelos irmãos Michael e Brian Laudrup e contando com a ótima fase de Peter Rasmussen, abriu o placar aos 8 minutos de jogo, com Michael Laudrup. A Argentina de Zanetti, Ayala, Ortega e Batistuta parou na marcação dinamarquesa. Aos 15 do segundo tempo, Peter Rasmussen fez o segundo gol, dando o título aos dinamarqueses.

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1997, nasce oficialmente a Copa das Confederações Fifa. Brasil campeão!

Após o sucesso das duas primeiras edições da Copa Rei Fahd, especialmente no campo financeiro, com premiação pomposa, ótima audiência televisiva e organização impecável, a Fifa não poderia seguir fazendo vistas grossas a um torneio que tornava-se importante no cenário mundial, e decidiu assumir a organização do evento de forma oficial.

Ingresso do jogo semifinal entre Brasil e República Tcheca, na primeira edição da Copa das Confederações com este nome - foto: reprodução/czechsoccernet.cz

Ingresso do jogo semifinal entre Brasil e República Tcheca, na primeira edição da Copa das Confederações com este nome – foto: reprodução/czechsoccernet.cz

Assim, a edição de 1997 ficou oficialmente denominada como Copa das Confederações Fifa, em substituição ao nome Copa Rei Fahd. Geralmente a Fifa não costuma oficializar este tipo de situação, porém as relações de ordem política e comercial da entidade com a família real saudita, que administra também o futebol, fazem com que a Fifa mencione oficialmente a mudança de nome e dê os devidos créditos aos idealizadores da competição.

O torneio passou de 6 para 8 seleções, formato que segue até hoje. Assim, além dos campeões continentais, teriam vaga, a seleção do país-sede e a última seleção campeã da Copa do Mundo. Em 1997 participaram: Arábia Saudita, país-sede e campeão asiático de 1996; Brasil, campeão da Copa do Mundo de 1994; Uruguai, campeão da Copa América de 1995; México, campeão da Copa Ouro de 1996; África do Sul, campeã da CAN de 1996, República Tcheca, vice-campeã da Eurocopa de 1996 (a Alemanha campeã, não quis participar); Austrália, campeã da Oceania de 1996, e Emirados Arábes Unidos, vice-campeão asiático de 1996.

As 8 seleções foram divididas em 2 grupos. No grupo A, Brasil, Austrália, México e Arábia Saudita. No grupo B, Uruguai, República Tcheca, Emirados Arábes e África do Sul. Os dois primeiros de cada grupo classificavam-se a semifinal em sistema de cruzamento olímpico, com os vencedores fazendo a final.

Nas semifinais, o Brasil (primeiro colocado do grupo A) venceu a República Tcheca (segunda colocada do grupo , 2×0. Na outra semifinal, o Uruguai (primeiro colocado do grupo , foi surpreendido pela Austrália (segunda colocada do grupo A), sendo derrotado na prorrogação por 1×0. A República Tcheca ficou em terceiro lugar ao vencer o Uruguai por 1×0.

Na grande final, o Brasil, de Ronaldo e Romário não tomou conhecimento da Austrália, de Kewell e Viduka, goleando implacavelmente por 6×0, com três gols de Romário e três de Ronaldo. Denilson foi eleito o craque do torneio e Romário, com 7 gols, o artilheiro da competição.

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1999: a hora e a vez do México!

O México foi sede da quarta edição da Copa das Confederações, que teve a melhor média de público da história da competição (60.625 torcedores/jogo). Além dos mexicanos, campeões da Copa Ouro de 1998, participaram do torneio o Brasil, campeão mundial de 1994 e da Copa América de 1997; a Alemanha, campeã da Eurocopa de 1996; a Arábia Saudita, campeã asiática de 1996; Bolívia, vice-campeã da Copa América de 1997; Egito, campeão da CAN de 1998; Estados Unidos, vice-campeão da Copa Ouro de 1998, e Nova Zelândia, campeã da Oceania de 1998.

No grupo A, os donos da casa passaram em primeiro lugar, seguidos pela surpreendente Arábia Saudita. Bolívia e Egito foram eliminadas.

No grupo B, o Brasil passou em primeiro lugar com 100% de aproveitamento. Os Estados Unidos passaram de forma surpreendente em segundo lugar. A Alemanha foi a grande decepção, após ser derrotada por Brasil (4×0) e Estados Unidos (2×0), sendo eliminada junto com a Nova Zelândia.

Nas semifinais, o Brasil massacrou a Arábia Saudita, 8×2 (veja o vídeo abaixo). Na outra semifinal, o México fez o clássico da Concacaf contra os norte-americanos e classificou-se com uma vitória na prorrogação, com gol de ouro de Blanco. Os Estados Unidos ficaram com o terceiro lugar, ao vencerem os sauditas por 2×0.

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Na final, no místico estádio Azteca, o México venceu o Brasil por 4×3, num jogo eletrizante. Zepeda, duas vezes, Abundis e Blanco marcaram para os aztecas. Serginho, Roni e Zé Roberto fizeram os gols do Brasil. Ronaldinho Gaúcho foi eleito o craque do torneio. O mexicano Blanco, o saudita Al-Otaibi e o próprio Ronaldinho Gaúcho, com 6 gols, foram os artilheiros.

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2001: a França consolida sua força futebolística.

A edição de 2001 da Copa das Confederações foi a primeira edição funcional como teste pré-Copa do Mundo. Sendo assim, Japão e Coréia do Sul, sedes da Copa do Mundo de 2002, receberam a Copa das Confederações daquele ano.

Flâmula alusiva à Copa das Confederações de 2001, que foi a primeira a funcionar como evento-teste pré Copa do Mundo

Flâmula alusiva à Copa das Confederações de 2001, que foi a primeira a funcionar como evento-teste pré Copa do Mundo

Participaram do torneio a Coréia do Sul, como país-sede; Japão, que além de sede era o campeão asiático de 2000; França, campeã mundial de 1998 e da Eurocopa de 2000; Brasil, campeão da Copa América de 1999; México, último campeão da Copa das Confederações de 1999; Camarões, campeão da CAN de 2000; Canadá, campeão da Copa Ouro de 2000, e Austrália, campeã da Oceania de 2000.

No grupo A, três seleções terminaram com 6 pontos. A França classificou-se em primeiro lugar, seguida da Austrália. A Coréia do Sul, apesar da boa campanha, pagou caro pela goleada na estreia (derrota de 5×0 para a França), e foi eliminada junto com o México.

No grupo B, o Japão se classificou em primeiro lugar (2 vitórias e 1 empate). O Brasil avançou em segundo lugar (1 vitória e 2 empates). Camarões e Canadá foram eliminados do torneio.

Nas semifinais, a França venceu o Brasil, 2×1, num jogo que muitos apostavam na eventual final da competição (veja o vídeo). Na outra semifinal, o Japão venceu a Austrália, 1×0.

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Na decisão de terceiro lugar, a Austrália venceu o Brasil, 1×0, jogo que marcou a demissão do treinador Emerson Leão do comando da seleção canarinho.

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Na final, no Yokohama Stadium, o Japão, mesmo apoiado por uma empolgada torcida e fazendo um bom jogo, não resistiu ao jogo experiente da França, perdendo por 1×0, gol de Patrick Vieira. O francês Robert Pirès foi eleito o craque da competição.

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2003: na França, o que era para ser uma festa, infelizmente ficou marcado pela tragédia!

Em 2003, a França sediou a Copa das Confederações. Esta edição foi contestada pela Uefa e pelas principais federações de futebol da Europa, que saíram em defesa dos clubes e levaram em consideração a periodicidade do evento. Nos bastidores, comentava-se que a Fifa teria organizado esta edição como pagamento de “dívida de gratidão” com patrocinadores e parceiros.

Cartaz de divulgação da Copa das Confederações de 2003, organizada pela França. Importância do evento foi contestada pela Uefa e outras federações.

Cartaz de divulgação da Copa das Confederações de 2003, organizada pela França. Importância do evento foi contestada pela Uefa e outras federações.

Assim, mesmo com o protesto das principais forças européias, participaram do torneio a França, campeã européia e sede; o Brasil, campeão da copa do Mundo de 2002; o Japão, campeão asiático de 2000; a Colômbia, campeã da Copa América de 2001; os Estados Unidos, campeões da Copa Ouro de 2002; Camarões, campeão africano de 2002; Turquia, terceira colocada na Copa do Mundo de 2002 (Alemanha, vice-campeã e Espanha, segunda colocada no ranking, não aceitaram o convite, alegando falta de tempo para preparação) e Nova Zelândia, campeã da Oceania de 2002.

No grupo A, a França classificou-se com 100% de aproveitamento, seguida pela Colômbia, que em sua primeira participação já conseguia um bom resultado. Japão e Nova Zelândia foram eliminados.

No grupo B, Camarões, jogando um bom futebol, classificou-se em primeiro lugar. Turquia e Brasil, ficaram com 4 pontos, no entanto os turcos fizeram mais gols (4 contra 3 do Brasil), classificando-se e eliminando os brasileiros. Os Estados Unidos também foram eliminados.

Nas semifinais, o que era para seguir numa festa do futebol acabou em tragédia, após a morte do camaronês Marc-Vivien Foé, vitimado por um infarto. Camarões venceu por 1×0.

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Na outra semifinal, a França, num jogo emocionante, venceu a Turquia, 3×2. O terceiro lugar ficou com a Turquia, que bateu a Colômbia por 2×1.

Na final em Saint-Denis, a França venceu Camarões por 1×0, gol de Thiery Henry, na prorrogação. Com 4 gols, Henry foi o artilheiro e melhor jogador do torneio.

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2005: o Brasil volta a encantar

Um ano antes da Copa do Mundo da Alemanha, a Copa das Confederações chegou em terras germânicas. Após o mal estar causado na edição anterior da Copa das Confederações, quando a Fifa ouviu “não” de alemães e espanhóis, a entidade decidiu oficializar a realização do torneio de 4 em 4 anos e somente como evento-teste um ano antes da Copa do Mundo.

Pelias 2, foi a bola oficial da Copa das Confederações de 2005, organizada pela Alemanha

Pelias 2, foi a bola oficial da Copa das Confederações de 2005, organizada pela Alemanha

Participaram Alemanha, como país-sede; Brasil, campeão da Copa América de 2004 e mundial; México, campeão da Copa Ouro de 2003; Tunísia, campeã africana de 2004; Grécia, campeã da Eurocopa de 2004; Argentina, vice-campeã da Copa América de 2004; Japão, campeão asiático de 2004, e Austrália, campeã da Oceânia de 2004.

No grupo A, os donos da casa terminaram com a mesma pontuação (7 pontos) da Argentina, mas com melhor saldo de gols (4 contra 3), e classificaram-se em primeiro lugar no grupo. Tunísia e Austrália foram desclassificadas.

No grupo B, o México surpreendeu, classificando-se em primeiro lugar. Brasil e Japão somaram 4 pontos, porém a seleção canarinho teve melhor saldo de gols (2 contra zero), obtendo uma classificação no sufoco.

Nas semifinais, o Brasil “acordou” e venceu a Alemanha, num jogo emocionante e com atuação decisiva de Adriano, 3×2. No outro jogo, mexicanos e argentinos empataram, 1×1. Nos penais, 6×5 para a Argentina. Na decisão de terceiro lugar, a Alemanha venceu por 4×3 o México, num jogo espetacular.

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Na final, Brasil e Argentina além do jogo crucial em si, fariam um dos clássicos de maior rivalidade do mundo. Em campo, o Brasil não deu chances e fez 4×1 na seleção portenha, numa atuação coletiva de gala. Adriano foi o artilheiro com 5 gols , além de ter sido eleito o melhor jogador da competição.

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2009: em campos africanos, o Brasil mostra novamente a sua força

A África do Sul sediou a oitava edição da Copa das Confederações, que após passar pela Ásia, Europa e América do Norte, chegava ao continente africano, num país que após anos sob o julgo do apartheid, ainda buscava uma identidade própria.

Abertura da Copa das Confederações de 2009, organizada pela África do Sul, uma festa com muitas cores e as famosas vuvuzelas - foto: AFP

Abertura da Copa das Confederações de 2009, organizada pela África do Sul, uma festa com muitas cores e as famosas vuvuzelas – foto: AFP

Participaram do torneio a África do Sul, como país-sede; Itália, campeã da Copa do Mundo de 2006; Estados Unidos, campeão da Copa Ouro de 2007; Brasil, campeão da Copa América de 2007; Iraque, campeão da Copa da Ásia de 2007; Egito, campeão da CAN de 2008; Espanha, campeã da Eurocopa de 2008, e Nova Zelândia, campeã da Copa da Oceania de 2008.

Pelo grupo A, nada de surpresas, com a Espanha classificando-se em primeiro lugar com 100% de aproveitamento. A África do Sul, treinada pelo brasileiro Joel Santana, classificou-se em segundo lugar. Iraque e Nova Zelândia foram os eliminados.

No grupo B, o Brasil apresentou um futebol extremamente eficiente e também alcançou 100% de aproveitamento. Estados Unidos, Itália e Egito, todos com 3 pontos, disputavam a segunda vaga. Americanos e italianos ficaram com saldo negativo de dois gols, no entanto os americanos fizeram 4 tentos, contra 3 dos italianos, e obtiveram a classificação. A Itália e o Egito foram embora mais cedo para casa.

Nas semifinais, a Espanha, principal favorita da competição, foi surpreendida pelos Estados Unidos, sendo derrotada por 2×0.

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No outro jogo, a África do Sul ofereceu muita resistência ao Brasil, perdendo por 1×0, com um gol de Daniel Alves no final do jogo.

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A Espanha ficou em terceiro lugar após vencer os anfitriões na prorrogação por 3×2, em partida emocionante.

Na finalíssima, a seleção dos Estados Unidos abriu 2×0 de vantagem, gols de Dempsey e Donovan. Mas o Brasil promoveu uma reação espetacular e virou o jogo, com Luis Fabiano marcando duas vezes e Lúcio fechando o placar, vencendo por 3×2. Com 5 gols, Luís Fabiano foi o artilheiro do torneio. Kaká ganhou o prêmio de melhor jogador da Copa das Confederações.

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Em junho, desta vez no Brasil, teremos mais um capítulo na história da competição que nasceu do sonho de um rei saudita e vem tomando conta do mundo do futebol ao longo destes 21 anos de disputa. Os detalhes desta competição você já sabe, é no Doentes por Futebol.

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Natural de Telêmaco Borba-PR e criado em meio à "boemia futebolística", com horas de papo sobre futebol, samba e cervejas na pauta. Influência do pai, que também adorava futebol, e da mãe, que sempre apoiou a iniciativa. Técnico em Eletrônica, formado desde 1999, e fanático por futebol, futsal, futebol de praia, society e todo esporte que tenha no futebol a sua essência.