Copa das Confederações: Espanha

  • por Victor Mendes Xavier
  • 8 Anos atrás

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Campeã dos últimos três principais torneios que disputou, a Espanha é a grande favorita para levar a taça no Brasil. A seleção ibérica garantiu a vaga na Copa das Confederações em 2010, após vencer a Copa do Mundo da África do Sul. Não satisfeita, a Fúria ainda venceu a Eurocopa (que dá uma vaga ao campeão) em 2012, o que abriu espaço para que a vice-campeã Itália viesse ao Brasil disputar o torneio.

LOCALIZAÇÃO

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A SELEÇÃO

Desde o Mundial em solo africano, Vicente Del Bosque efetivou o 4-3-3 à Fúria em detrimento do 4-2-3-1. A única dúvida, talvez, ainda seja a velha questão do uso ou não de um centroavante de ofício, embora a boa Eurocopa e as partidas positivas nas Eliminatórias de Fàbregas, o escolhido para jogar de falso nove, tenham dissolvido as incertezas.

No meio-campo, Xavi atua como terceiro homem, diferentemente de sua função no Barcelona, de segundo volante, quando ele é o responsável pela armação da equipe. No sistema defensivo, Del Bosque acenou com a possibilidade de usar Javi Martínez ao lado de Piqué e abrir Sergio Ramos na lateral, porém tem múltiplas confiança em Arbeloa. Alba se encaixou com naturalidade na lateral esquerda e é unanimidade na posição.

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O ELENCO

Nos últimos anos, a Espanha de Vicente Del Bosque ficou conhecida por não ter um grande craque individual, e sim um conjunto fortíssimo. No entanto, isso começou a ser mudado após a Eurocopa de 2012, quando Andrés Iniesta brilhou e saiu do torneio como o melhor jogador. Hoje, Iniesta é, sem dúvidas, o grande destaque da Fúria. Atuando aberto do lado esquerdo do ataque no 4-3-3, o camisa 6 é o motor e o ponto de imprevisibilidade de um time que peca pelo preciosismo na troca de passes. Sem Xabi Alonso, cortado devido a uma pubalgia, é provável que Iniesta volte à sua posição de origem, no meio-campo, abrindo espaço para a titularidade de David Villa, o maior artilheiro da história da seleção espanhola. Além de Iniesta, a Espanha conta com Xavi Hernández, o grande armador da seleção, e Iker Casillas no gol, além de Silva e Cesc Fàbregas.

Goleiros
1. Iker Casillas (Real Madrid)
12. Victor Valdés (Barcelona)
23. Pepe Reina (Liverpool/ING)

Defensores
2. Raul Albiol (Real Madrid)
3. Gerard Piqué (Barcelona)
5. César Azpilicueta (Chelsea/ING)
15. Sergio Ramos (Real Madrid)
17. Álvaro Arbeloa (Real Madrid)
18. Jordi Alba (Barcelona)
19. Nacho Monreal (Arsenal/ING)

Meias
4. Javi Martínez (Bayern de Munique/ALE)
6. Andrés Iniesta (Barcelona)
8. Xavi Hernández (Barcelona)
10. Cesc Fábregas (Barcelona)
13. Juan Mata (Chelsea/ING)
16. Sergio Busquets (Barcelona)
20. Santi Cazorla (Arsenal/ING)
21. David Silva (Manchester City/ING)
22. Jesús Navas (Sevilla)

Atacantes
7. David Villa (Barcelona)
9. Fernando Torres (Chelsea/ING)
11. Pedro Rodríguez (Barcelona)
14. Roberto Soldado (Valencia)

DESTAQUES:

Andrés Iniesta: No auge de sua carreira, não há dúvidas de que Iniesta é o principal jogador da Fúria. Autor do gol histórico que deu o primeiro título Mundial à Espanha e dono do troféu de melhor jogador da Eurocopa de 2012, Iniesta vem de uma bela temporada individual pelo Barcelona e aparece novamente como candidato a destaque máximo de uma competição pela seleção. Em 2009, ele não jogou a Copa das Confederações na África devido a uma lesão muscular.

ESP - Iniesta

Xavier Hernández: Xavi forma com Iniesta uma das melhores duplas de meio-campo do mundo. No entanto, na seleção espanhola, Vicente Del Bosque mexe nas características do cérebral meio-campista, adiantado-o à função de terceiro homem, relegando o setor de segundo volante a Xabi Alonso. No entanto, com a lesão de Xabi, é provável que Xavi volte ao local onde mais sente-se à vontade para atuar. Melhor jogador da Eurocopa de 2008, Xavi costuma ser decisivo: nas últimas duas finais do torneio europeu, ele deu três assistências para gol.

ESP - Xavi

Iker Casillas: Não foi uma temporada foi muito fácil para Casillas. Lesionado, ele viu Diego López assumiu com perfeição a meta madrilenha e desde janeiro nunca mais voltou à titularidade merengue. Porém, a moral do capitão com Vicente Del Bosque é infinita. Titular nas redes da Fúria desde a Copa de 2002, Casillas defende a meta de sua seleção com o coração na mão. Ele já admitiu que jogar contra o Brasil no Maracanã é seu sonho de infância.

ESP - Casillas

ESTATÍSTICA

Você lembra quando foi a última vez que a Espanha perdeu um jogo oficial? Aconteceu em junho de 2010, na estreia na Copa do Mundo contra a Suíça. A derrota de 1-0 foi a última da Fúria em jogos oficiais até hoje. De lá para cá foram 32 jogos, 28 vitórias e quatro empates. A Espanha lidera seu grupo nas Eliminatórias para a Copa de 2014 e não deve ter trabalho para se classificar à competição, já que derrotou a França em Paris por 1-0, no jogo considerado decisivo para as pretensões do grupo.

RETROSPECTO CONTRA O BRASIL

Brasil e Espanha se enfrentaram oito vezes, incluindo cinco jogos em Copa do Mundo. O retrospecto é favorável à seleção brasileira: são quatro vitórias contra duas da Roja e dois empates. O último confronto aconteceu em 1999, na cidade de Vigo, na Espanha. O jogo foi bem fraco e terminou em 0x0. Foi um amistoso como tantos outros, sem nenhum peso especial para os dois lados. Tanto que o Brasil foi comandado por seu auxiliar técnico Candinho, enquanto o então técnico Wanderley Luxemburgo estava na Austrália com a seleção olímpica.

Desde então, o mais perto que o Brasil esteve de enfrentar a Espanha foram dois amistosos contra a Catalunha em Barcelona: vitórias brasileiras por 3×1, em 18 de maio de 2002, e 5×2, em 25 de maio de 2004, com direito a golaço de bicicleta de Júlio Baptista.

Último duelo entre as duas seleções terminou sem gols. Partida disputada em 1999, em Vigo, na Espanha.

 

CHANCES NA COMPETIÇÃO

Não há dúvidas de que a Espanha é a máxima favorita ao título. Se considerar que a Itália é a segunda mais cotada ao título, o favoritismo espanhol só aumenta: na final da Eurocopa entre as duas seleções, a Fúria passeou e goleou por 4-0. Após a perda do título em 2009, depois de cair na semifinal para os Estados Unidos, a Espanha tem uma motivação a mais para a conquista da taça: ganhar um título no Brasil. É unanimidade para todos os espanhóis que o Brasil é o grande centro futebolístico da história, algo comprovado em declarações dos capitães do elenco como Xavi, Puyol e Casillas. Ganhar um título no Maracanã dará confiança extra ao maior desafio dessa geração espanhola: a manutenção do título da Copa do Mundo, em 2014.

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Jornalista, carioca e apaixonado pela Liga Espanhola desde a época em que Rivaldo, Zidane, Figo e Raúl foram seus professores. Colaborou para o programa [email protected] da Rádio Globo São Paulo falando sobre o futebol do país das touradas. Repórter da Super Rádio Tupi.