Copa das Confederações: México

  • por Raniery Medeiros
  • 6 Anos atrás

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Perigoso e com ótimos talentos individuais, o México vem para a sua 5ª participação na Copa das Confederações (1997, 1999, 2001 e 2005). Antes disso, já havia disputado o torneio em seu formato antigo, a Copa Rei Fahd, em 1995. A “El Tri” tem um título, conquistado em 1999, jogando em casa.

A Doentes por Futebol irá elucidar alguns pontos que devem ser levados em consideração sobre a seleção mexicana. Vamos a eles:

LOCALIZAÇÃO

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VAGA ASSEGURADA

Para ter o direito de jogar a atual edição do campeonato, foi preciso vencer a Copa Ouro da Concacaf de 2011, realizada nos Estados Unidos.
O palco da decisão foi o Rose Bowl (Pasadena), mesmo estádio que recebeu Brasil e Itália na sofrida final da Copa do Mundo de 1994. Os Estados Unidos, adversário histórico dos mexicanos, tiveram mais de 85 mil vozes apoiando o time e abriram vantagem no placar. Mas, mesmo perdendo por 2×0, os comandados de Manuel de la Torre não se entregaram e conseguiram uma virada heróica por 4×2.

RECENTES ATUAÇÕES

Ocupando apenas a 5ª colocação nas Eliminatórias da Concacaf para o Mundial de 2014, com 3 pontos em três jogos, a seleção mexicana ainda não emplacou nenhuma grande atuação no certame. (tabela)


O ponto forte da equipe são as jogadas pelos lados com Guardado e Zavala. A deficiência encontra-se na recomposição dos volantes, que dão muitos espaços aos adversários, mas o fraco desempenho muito se deve aos inúmeros gols perdidos.

Manuel de la Torre vem escalando seu time em função do adversário. A tática do 4-4-2 híbrido alterna com variações para o 4-2-3-1 e, muitas das vezes, o 4-4-1-1 é acionado. O 4-4-1-1 é colocado em prática para que Giovani dos Santos saia da área e dê o combate aos volantes adversários. Na Copa das Confederações, sem favoritismo, o México pode marcar em duas linhas de 4 jogadores, forçando o adversário ao erro.

A escalação da última partida oficia foil: Ochoa; Nilo, Moreno, Meza e Aquino; Guardado, Reyes, Salcido e Zavala; G. dos Santos e J. Hernández.

Mexico

ELENCO

A convocação foi anunciada pelo técnico José Manuel de la Torre no dia 19/05/2013. Nove atletas que estiveram nos Jogos Olímpicos de Londres foram chamados e a ausência do atacante Carlos Vela causou certo espanto para a mídia local. A lista dos 23 convocados é:

Goleiros
1. Guillermo Ochoa (Ajaccio/FRA)
12. José Corona (Cruz Azul)
23. Alfredo Talavera (Toluca)

Defensores
2. Francisco Rodríguez (América)
3. Carlos Salcido (Tigres)
4. Diego Reyes (América)
13. Severo Meza (Monterrey)
15. Héctor Moreno (Espanyol/ESP)
20. Jorge Torres Nilo (Tigres)
21. Hiram Mier (Monterrey)
22. Gerardo Flores (Cruz Azul)

Meias
5. Jesús Molina (América)
6. Gerardo Torrado (Cruz Azul)
7. Pablo Barrera (Cruz Azul)
8. Ángel Reyna (Pachuca)
11. Javier Aquino (Villarreal/ESP)
16. Héctor Herrera (Pachuca)
17. Jesús Zavala (Monterrey)
18. Andrés Guardado (Valencia/ESP)

Atacantes
9. Aldo de Nigris (Monterrey)
10. Giovani dos Santos (Mallorca/ESP)
14. Javier Hernández (Manchester United/ING)
19. Raúl Jiménez (América)

Destaques:

Ochoa: Excelente goleiro. Vai brigar diretamente com Corona pela vaga de titular. A seu favor, pesam a experiência em jogos decisivos e os seus reflexos apurados.

MEX - Ochoa
Giovani dos Santos: Tido como uma das maiores esperanças da sua seleção, acabou não vingando em grandes clubes. Em contrapartida, tem a confiança do seu técnico e é de suma importância para o aspecto tático do time. Flutua muito bem entre o meio e o ataque.

MEX - Giovani dos Santos
Javier “Chicharito” Hernández: Agilidade e velocidade são as marcas deste jovem atleta. Sua presença de área e o faro de gol podem render alguns tentos durante o torneio. É a grande estrela da esquadra.

MEX - Chicharito

ESTATÍSTICA

– O México não vence uma partida desde o dia 16/10/2012, quando fez 2 x 0 em El Salvador.
– Já são cinco empates seguidos: Dinamarca (1×1), Jamaica (0x0), Honduras (2×2), Estados Unidos (0x0) e Peru (0x0).
– Última derrota: Copa América (2011): Uruguai (0x1).
– Os mexicanos jamais jogaram contra a Itália pela Copa das Confederações. Contra o Brasil, foram três jogos (2 vitórias e 1 derrota). A única partida contra os japoneses aconteceu em 2005, com vitória mexicana por 2×1.

CONTRA O BRASIL

Mesmo com o retrospecto favorável (17 vitórias em 29 jogos), o Brasil vem encontrando dificuldades ao enfrentar o México. O jogo dos hispânicos encaixa contra a canarinho. O último encontro entre seleções oficiais aconteceu no dia 03/06/2012, com vitória mexicana por 2×0. (Vídeo)

É pertinente salientar os três duelos que aconteceram na Copa das Confederações. Foram eles:
– Brasil 3×2 México (1997): Última rodada da primeira fase e vitória apertada. Comandado por Zagallo, o Brasil entrou em campo com: Dida; Zé Maria, Aldair, Jr. Baiano e R. Carlos; F. Conceição, Dunga, J. Paulista e Denílson; Ronaldo e Romário. (Vídeo)

– Brasil 0 x 1 México (2005): Rodada de abertura do Grupo B. Parreira escalou a seguinte equipe: Dida; Cicinho, Lúcio, Roque Jr. e Gilberto; Émerson, Zé Roberto, Ronaldinho e Kaká; Robinho e Adriano. (Vídeo)

– México 4 x 3 Brasil (1999): deixado por último, foi o jogo mais importante entre as duas seleções. A partida ocorreu na final do ano supracitado. Os 110 mil espectadores presentes no Estádio Azteca puderam comemorar a vitória e o título dos mexicanos. Luxembrugo mandou a campo: Dida; F. Conceição, Odvan, João Carlos e Serginho; Émerson, Vampeta, Zé Roberto e Beto; Alex e Ronaldinho.

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CHANCES

A média de idade do elenco é de 26,4 anos e a maioria dos jogadores já passou por situações de enorme importância dentro do futebol. Dezessete dos vinte e três listados atuam no México. Conhecer o futebol dos companheiros facilita o entrosamento da equipe, o bom trunfo dos mexicanos.

Para a Copa das Confederações é necessário manter um olho nesse time. Mesmo com Brasil e Itália como as maiores forças do grupo, o México, como dizem no futebol, não afina para nenhuma dessas seleções.

A boa oportunidade de alcançar a vaga até a semifinal passa pela consistência defensiva e pela “irresponsabilidade” quando não se tem amplo favoritismo. Continuar a atacar pelos lados e municiar G. dos Santos e Chicharito na frente é um dos vários caminhos que podem ser trilhados. Se o equilíbrio pelo meio for encontrado, os benefícios serão de grande valia.

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