Messi – O primo de Maxi

Maxi é mais garanhão!

Maxi é mais garanhão!

 

Maxi Biancucchi é um caso no esporte mundial dos caras que sempre vão ser lembrados não pelo trabalho que fazem, mas sim pela sombra que carregam. É assim com Minotouro (irmão de Minotauro), Murilo Ninja (irmão de Shogun), Bruninho (filho de Bernardinho), Bruno Senna (sobrinho de Ayrton Senna) e outros. No caso de Maxi, ele é nada menos do que primo do 4 vezes melhor do mundo MESSI!
Quando eu era menor, achava ridículo o fato de vir um adulto me fazer um carinho na cabeça para logo me chamar pelo nome do meu pai. Não que eu não goste do meu pai, muito pelo contrário, apenas queria ser reconhecido com THIAGO, ter o meu nome, minha personalidade e minha história. Agora se meu pai é um “pacato cidadão” e isso já me incomodava, imagina o que acontece todos os dias quando você é primo de um dos nomes mais conhecidos em todos os tempos e ambos fazem a mesma coisa.
Sempre vai vir alguém lembrando-o como “primo de Messi”, mas precisamos valorizar a carreira deste jogador que é um verdadeiro batalhador e tem seu valor técnico também. Para começar, vai logo abaixo a lista de títulos nada modesta do cara (ao menos em termos sul-americanos):

San Lorenzo
Campeonato Argentino: Clausura 2001
Copa Mercosul: 2001
Copa Sul-Americana: 2002

Libertad
Campeonato Paraguaio: 2002, 2003
Sportivo Luqueño
Campeonato Paraguaio: Apertura 2007

Flamengo
Campeonato Carioca: 2008 e 2009
Taça Guanabara: 2008
Taça Rio: 2009
Campeonato Brasileiro: 2009

Olimpia
Campeonato Paraguaio: Clausura 2011

Vitória
Campeonato Baiano: 2013

NADA MAU, HEIN!

Maxi é o melhor jogador do Vitória em 2013

Maxi é o melhor jogador do Vitória em 2013

Provavelmente você leitor lembra-se apenas do desempenho mediano de Maxi no Flamengo, mas preciso mostrar o que ele tem feito com outra camisa rubro-negra (Esporte Clube Vitória) em 2013.
É claro que não preciso falar do já conhecido estilo de jogo de Maxi. Porém, além dos 9 gols já feitos na temporada, é bom ressaltar a importância tática do jogador. Insistentemente ele marca a saída de bola adversária, movimenta-se pelas duas pontas do campo, dribla muito bem e com velocidade (é só olhar os dois gols contra o Náutico na 2ª rodada do Brasileirão) e tem feito os chamados gols que desafogam o time. Contra o Bahia, na inauguração da Arena Itaipava Fonte Nova, marcou um golaço por cobertura de fora da área para delírio da torcida. Com esse desempenho, aos poucos, a mídia baiana para de referir-se a ele apenas como “primo de Messi”.
Um fato interessante sobre isso aconteceu depois de um jogo em que ele se negou a ir à coletiva porque não queria ser chamado assim. E ele está certíssimo. Jogador tem que ser conhecido primeiramente pelo que faz dentro de campo, depois pelo que faz fora dele. Maxi é hoje o atleta mais importante do elenco rubro-negro. Não necessariamente o melhor tecnicamente, mas o que tem apresentado melhor volume e importância de jogo. Seus cruzamentos e passes levam terror às defesas adversárias. O atleta é tão potente que, de todos os jogos que disputou, só não foi substituído em 3 deles. Cansaço por mau condicionamento? Não! Atacante que marca? Sim. Vai, volta, cobre, agride, passa, posiciona-se, recebe, faz ultrapassagem, repertório raro para atacantes no solo brasileiro. Alia-se a isto a ausência de polêmica e a característica de “jogador de grupo” que carrega.

Talvez Maxi nunca seja reconhecido pelo que faz em campo. Talvez (e provavelmente) ele nunca vá sair da sombra do primo. Talvez você leitor não mude a concepção que tem sobre ele devido à passagem no Flamengo. Porém a verdade não pode mudar. Ele é bom no que faz e tem justificado o investimento feito. Chegou a hora de reconhecermos o cara pelo que ele faz e não por ser parente de quem é!
E só um conselho para o filho de Neymar: seja médico, advogado, político, qualquer coisa, amigo, mas tire desde já o futebol da sua vida!

Comentários

Thiago Batista estuda Direito e é um fanático por futebol. Desconta toda sua ira de não ter se profissionalizado, escrevendo e analisando as partidas de futebol! Acredita que o brasileiro precisar ter mais acesso a números, dados, análises e visões filosóficas do jogo pois assim se "degusta" melhor o produto!