Futuro maior artilheiro da seleção?

  • por Levy Guimarães
  • 7 Anos atrás

Neymar pela seleção

Não há a menor dúvida de que Neymar vive, por enquanto, a sua melhor fase pela seleção. Questionado antes da Copa das Confederações devido a atuações abaixo do esperado em amistosos recentes, o jogador vem conseguindo calar os críticos e ser decisivo para o Brasil com gols e assistências.

A boa fase do agora barcelonista e as boas perspectivas para o seu futuro na seleção permitem, em um exercício de futurologia (mas com alternativas plausíveis), questionar: é possível que Neymar se torne o maior artilheiro da história da seleção? Não seria uma missão nada fácil, mas a chance existe.

O maior artilheiro da história da nossa seleção é Pelé, com 95 gols marcados em 115 partidas – média de 0,83 gol por jogo. Neymar ainda está longe do Rei tanto em número absoluto de gols como na média: até hoje, foram 23 tentos em 38 jogos, média de 0,6. Mas comparado a outros craques do passado, como Ronaldo, 2º maior artilheiro da seleção com 62 gols e média de 0,62 por partida, Bebeto, Jairzinho e Rivellino, que também possuem números expressivos, é uma boa média, no nível ou acima da que estes apresentam. O que mostra que a tendência é que Neymar encerre a carreira como um dos principais artilheiros que a seleção já teve.

Foto: reprodução - Pelé reina com folga na artilharia da seleção: são 33 gols de vantagem para Ronaldo, 2º colocado

Foto: reprodução – Pelé reina com folga na artilharia da seleção: são 33 gols de vantagem para Ronaldo, 2º colocado

Para ultrapassar Pelé, Neymar teria de, evidentemente, elevar a sua média de gols. Analisando a carreira do antigo camisa 10 e projetando uma evolução do atual, vemos que apesar de pouco provável, é possível que isso ocorra.

Pela perspectiva dos gols marcados, a trajetória de Pelé com a amarelinha pode ser dividida em duas fases. De 1957 até 1965 (dos 17 aos 25 anos), sua média de gols era extremamente alta – 1,04 gol por jogo. A partir de 1966, ela começou a cair, e na segunda metade da sua carreira pela seleção, foi de 0,59 – praticamente a mesma de Neymar hoje.

Para Neymar chegar ao topo da lista, teria de fazer o caminho inverso. Com a média atual, seria necessário que fizesse ao todo 160 jogos pela seleção. Praticamente inviável. Mas tendo em vista que o ex-santista ainda tem uma boa margem de evolução – principalmente agora que se transferiu para o Barcelona, onde poderá desenvolver melhor o seu futebol – é provável que melhore seu rendimento também pela seleção e, consequentemente, aumente a sua média de gols. Mesmo assim, contando que ele encerre a carreira com 120 jogos representando o país (um pouco mais que Pelé, o que o tornaria o 3º jogador com mais partidas pela seleção), seria necessário, daqui para a frente, marcar 73 gols em aproximadamente 80-85 partidas, forçando-o a uma média de 0,85/0,90. É bem possível que, em um determinado período (quando atingir o ápice de sua forma), Neymar mantenha uma média semelhante ou superior a esta, mas voltará a cair quando começar a se aproximar do fim da carreira.

Foto: reprodução - Neymar sonha alto: não quer que a sua única semelhança com o Rei seja a camisa 10

Foto: reprodução – Neymar sonha alto: não quer que a sua única semelhança com o Rei seja a camisa 10

De qualquer forma, o otimismo em relação ao atacante faz acreditar que ele estará ao menos entre os maiores goleadores da seleção, podendo superar nomes como Ronaldo e Romário, além de Bebeto, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Zico e vários outros. Se tomará a liderança de Pelé, só o tempo dirá.

Abaixo, a lista dos principais artilheiros da seleção:

1º Pelé – 96 gols (115 jogos)
2º Ronaldo – 62 gols (98 jogos)
3º Romário – 55 gols (70 jogos)
4º Zico – 52 (72)
5º Bebeto – 52 (88)
6º Jairzinho – 44 (106)
7º Rivellino – 40 (120)
8º Leônidas da Silva – 37 (37)
9º Tostão – 36 (65)
10º Ademir de Menezes – 35 (41)
21º Neymar – 23 (38)

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Estudante de Jornalismo e redator no Placar UOL Esporte, belo-horizontino, apaixonado por esportes e Doente por Futebol. Chega ao ponto de assistir a jogos dos campeonatos mais diversos e até de partidas bem antigas, de décadas atrás.